Cerca de 900 pessoas se reúnem pela legalização da Cannabis em BH

Cerca de 900 pessoas se reúnem pela legalização da Cannabis em BH

0
Cerca de 900 pessoas se reúnem pela legalização da Cannabis em BH 1 5.00/5

O evento não defendeu somente o uso recreativo da maconha, mas sim a planta cannabis e seus usos em diferentes áreas.

Organizado como um festival, com bandas de reggae, rock e rap, jovens se reuniram na tarde deste sábado (30), debaixo do viaduto Santa Tereza, no Dia pela Legalização da Cannabis. Além da música, o evento contou com duelo de MCs, intervenções artísticas e palestra. Articulado nas redes sociais, em especial no Facebook, o encontro reuniu 900 pessoas, segundo a organização.

Na página oficial do evento, os organizadores pediram ao público para que não levasse e fumasse maconha durante a realização, porque a droga ainda não é legalizada. Mas muitos ignoraram o pedido. Na plateia da arena montada em frente à Serraria Souza Pinto, muitos participantes estavam com cigarros da droga acesos. Um deles, um estudante de Ciências Sociais que preferiu não ter o nome publicado, disse apoiar a legalização em respeito à liberdade individual.”

O Uruguai, legalizando a maconha, deu um ótimo exemplo ao mundo. Deveríamos seguir o que está sendo feito lá, mesmo porque é notório que nossas políticas anti-drogas não funcionam, e geram a maior parte dos problemas do tráfico”, disse ele.

Segundo um dos organizadores, Nilo Victor, o evento não defendeu somente o uso recreativo da maconha, mas sim a planta cannabis e seus usos em diferentes áreas. “Lutamos contra o preconceito. A maioria das pessoas não conhece a planta, que pode ser usada para diversos fins, como para curar doenças, uso industrial e ecológico”, afirmou.

Entre os usos destacados por ele é o medicinal, no tratamento de doenças como a depressão, o câncer e a esclerose múltipla. Na indústria, a planta pode ser usada na fabricação de lubrificantes, tintas, cosméticos e tecidos. “Existe muita falta de informação. Mesmo quem usa maconha pode não saber que ela pode ser aproveitada tantas coisas. E se nem quem fuma sabe, imagina quem não tem contato e não procura saber”, concluiu o organizador.

Via O Tempo

COMENTE

Escreva sua brisa