Convidamos todos que lutam pela descriminalização e legalização da maconha, bem como de todas as substâncias tornadas ilícitas no Brasil, a comparecer ao primeiro encontro dos ativistas cariocas, que será realizado do dia 16 a 19 de janeiro de 2014 na Universidade Federal do Rio de Janeiro na Praia Vermelha, Urca, um imperdível momento histórico.

Com cinema, grupos de discussão, muita música e festas nas noites culturais, será um evento em rodas. A primeira irá colocar em debate na sua abertura “A História da Proibição das Drogas e o Racismo no Brasil”. A roda vai começar às 18:20 horas do dia 16.

No dia seguinte, às 10:20 horas, na segunda roda, será debatida a ”Guerra às Drogas, Direito Penal e Segurança Pública”. No mesmo dia, às 15:20 horas, a terceira roda será sobre “Drogas e Saúde Pública – Maconha Medicinal, Redução de Danos e Internação Forçada”.

No dia 18, sábado, às 10:20 horas, na 4ª roda, teremos o debate que está na pauta mundial: “Modelos de Legalização, Cultivo Caseiro e Um Projeto Antiproibicionista para O Brasil”. Agora que a maconha vem sendo legalizada em vários países, como o Uruguai, e quase metade dos estados Norte-Americanos legalizaram para fins medicinais pela democracia direta plebiscitária, temos de aprofundar esse debate.

Não estamos há tantos anos nessa luta pela legalização da maconha no Brasil para virarmos meros consumidores alienados nesse mundo capitalista da violência, velocidade e acumulação desumana da concentrada riqueza nas mãos de poucos. Temos de aprofundar a questão do cultivo caseiro, das cooperativas, da ameaça das sementes transgênicas da Monsanto e da cartelização da maconha.

Vamos debater a anistia para os comerciantes presos de maconha, demonizados como traficantes. Se hoje o consumo da maconha é naturalizado, em razão do grande número de usuários de todas as classes sociais, não podemos esquecer que foram os negros, degredados e açoitados, que trouxeram da África o hábito fumar a erva da paz e resistiram com sua comercialização nas bocas de fumo espalhadas pelos morros cariocas. Será que é justo, agora nesse processo de legalização, que os negros pobres não possam comercializar o fumo de Angola? Essa atividade não pode ser monopolizada pela elite branca, que só passou a consumir a planta de Jah a partir dos anos 60. Nas Marchas da Maconha, lutamos pelo direito de defender a legalização e, agora, não seremos engolidos pelo mercado, que quer sempre capturar e cooptar a luta do comum, que realizamos nas ruas do Brasil.

I Encontro Estadual Antiproibicionista – RJ

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