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Dr. André Barros, Advogado da Marcha da Maconha e colaborador do SmokeBud, relata como foi a sua participação na última audiência pública da SUG 8. André ressaltou que a luta não vem de hoje, vem das ruas, das marchas que um dia já foram penalizadas e colocou em pauta  as raízes racistas da criminalização da maconha.

[quote_center]“O Brasil foi o último país a abolir a escravidão. Nós não podemos ser o último país a legalizar a maconha no mundo”.[/quote_center]

A última audiência da SUG 8 proporcionou grande mobilização de ativistas da maconha de todo Brasil. A partir da proposta de André Kiepper, mais de 20 mil brasileiros assinaram a Sugestão, que recebeu o nº 8 no Senado Federal, de legalização da maconha para fins recreativos, medicinais e industriais, diz a proposta, como acontece com a bebida alcoólica e o cigarro.

Nosso encontro começou mesmo no dia anterior, numa reunião na casa da POSTV ORG na Asa Norte, em Brasília. Cheguei atrasado, exatamente às 4:20 da tarde, por razões meteorológicas. Ativistas do Brasil inteiro faziam uma reunião transmitida ao vivo em voz e vídeo pela internet. Ali fizemos uma catarse de ideias e propostas, sentimos nossa força, ficamos mais unidos e demos uma organizada nas intervenções no Senado.

Combinamos que chegaríamos bem cedo e às 7:20h já estávamos na entrada, um grupo significativo. Logo criamos caso com os proibicionistas que tentavam furar a fila. Estávamos em maior número na sala de audiência n. 2 do Senado. Ouvimos as maiores barbaridades por mais de uma hora de uma mesa só de proibicionistas e parlamentares que resolveram falar sem parar na mesma linha. Tivemos ainda de ouvir proibicionistas que estavam inscritos na última audiência e não falaram.

Depois de tantos argumentos absurdos e moralistas, começamos a poder retrucar. Colocamos as raízes racistas da criminalização da maconha, a importância da maconha para fins medicinais, religiosos, recreativos, do auto-cultivo, da segurança pública, ecológicos, industriais, cooperativos e libertários. Além de vários depoimentos pessoais e de pais sobre a melhoria que a maconha proporcionou para a seus filhos.

Mesmo com a mesa tomada de proibicionistas, Cristovam Buarque, senador relator da proposta e que presidiu a audiência, ainda intercalava as inscrições com os proibicionistas. Mas determinado momento, só os defensores da maconha estavam inscritos. Os proibicionistas, desesperados, começaram a apelar e chamar Cristovam de autoritário, mesmo com o senador permitindo a reinscrição dos proibicionistas que já tinham falado. Ficaram tão perturbados diante do massacre dos argumentos apresentados pelos defensores da maconha, que deixaram a audiência. Vencemos no argumento e ainda tivemos a espiritual coincidência de terminar a sessão tirando uma foto às 4:20 da tarde. Nossa vitória não será por acaso, só a luta legaliza!

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André Barros expôs que a raiz da proibição é racista. #sug8 #420

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Assista abaixo na íntegra a participação do Dr. André Barros na 6ª Audiência da SUG 8

Foto de Capa Marcos Oliveira / Agência Senado

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