Fãs alucinados derrubando os muros da antiga Estação Livre da Cantareira durante um show. Uma revista em quadrinhos com apenas duas edições lançadas por conta de um processo por apologia à maconha. Saídas disfarçadas para fugir da “dura” da polícia após apresentações. Essas histórias e outras inéditas estarão na biografia da Planet Hemp, banda que completa 25 anos terça-feira.

O livro “Planet Hemp: mantenha o respeito” será lançado em setembro pela editora Belas Letras. O autor por trás da obra é o jornalista e cartunista Pedro de Luna. Fã de rock, ele fez os registros do primeiro show da banda em Niterói, realizado em 1996, e já acumula oito livros publicados, entre eles “Niterói rock underground”, que mostra a transição da música e seus reflexos na cidade; e “Brodagens”, que narra a trajetória do rock carioca. Foi ele, também, quem criou o movimento Arariboia Rock, que de 2004 a 2015 trouxe shows a Niterói.

Pedro de Luna relata histórias do grupo, que completa 25 anos

— A pesquisa partiu do zero. Vasculhei prêmios, shows, panfletos. Eles falavam de liberdade de expressão num momento em que isso ainda era delicado. Eram atrevidos — diz De Luna, que destaca o músico Skunk como o verdadeiro criador da banda. — Ele morreu em 1994 sem ver o sucesso do grupo. Skunk lia revistas estrangeiras e assim conheceu a Cypress Hill, que misturava hip hop com rock. Daí teve a ideia de fazer igual com o Planet.

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