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Mesmo com autorização, Anvisa reteve o CBD do menino Gustavo Barbosa, de 1 ano e 4 meses, por cerca de 10 dias, atrasando o tratamento. O garoto sofria da síndrome de Dravet, que causa convulsões. Agência ficará encarregada de apurar as causas da morte. As informações são do Correio Braziliense.

O medicamento derivado da maconha foi autorizado pela agência para amenizar as crises de convulsões

A morte do menino Gustavo Barbosa, de um ano e quatro meses, no domingo (1º/6), passará por um processo de investigação conduzido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O menino morreu por complicações da síndrome de Dravet, que provoca ataques epiléticos diariamente. A família do garoto recorreu ao medicamento canabidiol (CBD), um dos derivados da maconha, para amenizar o número de convulsões.

A substância é proibida no Brasil, mas a Anvisa autorizou, em caráter excepcional, a família a importar o medicamento, no dia 17 de abril. De acordo com a agência, os remédios com substâncias controladas como o canabidiol podem ser autorizados mediante apresentação de pedido à Anvisa.

No entanto, o medicamento ficou mais de 10 dias retido na Receita Federal. Por causa disso, o garoto só conseguiu usar o medicamento por nove dias, até ser internado no Hospital Santa Helena, e não resistir a uma série de convulsões.

A Anvisa informou que já recebeu novos pedidos de importação de produtos com o canabidiol, destes, três já foram liberados. O prazo médio das liberações é de uma semana.

Reunião realizada na semana passada na Anvisa adiou a definição sobre a proibição do canabidiolCFM debate o canabidiol

A mobilização em torno da liberação do uso medicinal do CBD levaram o Conselho Federal de Medicina (CFM) a agendar uma reunião com pesquisadores e conselheiros logo após a Copa do Mundo. A instituição discutirá no fim de julho os benefícios, os riscos e as dosagens da substância, o que poderia aumentar o respaldo para a Anvisa tirar o canabidiol da lista de medicamentos proibidos no Brasil.

O encontro representa uma nova esperança para aqueles que lutam pela importação da substância, já que a Anvisa discute apenas em agosto o futuro da utilização da Cannabis em tratamentos de convulsões relacionadas a doenças raras. Na última reunião da autarquia, realizada na quinta-feira da semana passada, a diretoria adiou a definição do caso ao alegar que faltavam dados científicos conclusivos sofre a eficiência do CBD.

Famílias

Enquanto isso, permanece a angústia para as famílias com pacientes que dependem da medicação. A nutricionista Camila Guedes, 33 anos, mãe de Gustavo, foi a primeira no país a conseguir uma autorização da Anvisa para importar o CBD.

Camila se limitou a dizer ao Correio que “o Gugu cumpriu o seu dever”. Gustavo veio para Brasília com o pai e a mãe em janeiro. O enterro dele foi na terça-feira (2/6) em Fortaleza, cidade de origem da família. “Ela era uma mãe guerreira. Foi atrás de uma petição pública para conseguir a liberação do canabidiol e, quando começou a usar no filho, era pura animação. Falava que seria uma luz”, diz o médico Leandro Ramires, 50, amigo do casal e pai de Benício Victor Ramires, de 6 anos, também com a síndrome de Dravet.

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