O número de pedidos de autorização enviados à Anvisa ainda é baixo, e não é por acaso. A burocratização do processo e, principalmente, o altíssimo custo de importação ainda inibem muitas famílias que precisam do CBD. As informações da Folha de S.Paulo.

De abril a agosto deste ano, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a importação excepcional de pasta derivada da maconha, o CBD (canabidiol), para 37 pessoas – de um total de 54 pedidos.

Das 54 solicitações, duas foram pedidos feitos na Justiça, nove têm pendências de documentos e seis estão em análise.

Segundo a agência, o prazo médio de autorização, a partir do protocolo do pedido, é de uma semana.

O CBD ganhou destaque, este ano, com pedidos para importação de famílias de crianças com doenças graves, como síndromes raras epiléticas. A diretoria da Anvisa chegou a discutir retirar o CBD da lista de substâncias proibidas no país, como forma de facilitar a importação.

A discussão foi suspensa, sob o argumento de que não há, atualmente, nenhum produto no mundo que contenha apenas CBD –todas as conhecidas carregam um pouco de THC, substância que continua proibida no país. Assim, simplesmente retirar o CBD da lista de proibidas não alteraria o atual processo de liberar os produtos de forma individual e excepcional.

A discussão só deverá voltar à direção da Anvisa após as eleições. Possivelmente, o assunto será estudado por uma equipe de especialistas, o que pode adiar ainda mais a eventual decisão.

Até lá, a Anvisa orienta que pessoas interessadas em importar excepcionalmente a droga encaminhem à agência o pedido com os documentos necessários –prescrição médica, laudo médico, termo de responsabilidade e formulário de solicitação de importação para medicamentos controlados.

Mais cedo, a Anvisa havia informado que 59 pedidos haviam sido protocolados até hoje, e depois corrigiu o número para 54.

~ Na pontinha

Maconha é remédio!

A Anvisa alega que a retirada do canabidiol da lista de substâncias proibidas é inviável por não existir nenhum produto no mundo que contenha somente CBD, tendo todos um pouco de THC que ainda é proibido. Essa alegação não tem fundamento, é apenas uma desculpa para protelar o processo.

Ajude os pacientes e famílias que precisam da maconha medicinal, apoie a sugestão de audiência pública que sugere o debate sobre a autorização do plantio, cultura e colheita da maconha para fins medicinais como determina a atual lei drogas.

A proposta precisa de 10 mil apoiadores para ser encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado.

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