Dando sequência na série #APERTEOVERDE, confira a entrevista do Coletivo Cultura Verde com Bernardo Pilotto que iniciou sua militância no movimento estudantil na UFPR. Fez parte do DCE, centro acadêmico e da União Paranaense dos Estudantes. Em 2006, começou a trabalhar como assistente administrativo no Hospital de Clínicas da UFPR e então começou sua militância sindical e na área de saúde. Fundador do PSOL em 2004, é candidato ao governo do Paraná sob o número 50.

Cultura Verde: Bernardo, por que você é a favor da legalização das drogas?

Pilotto: Sou favorável a legalização porque só a partir daí nós conseguimos ter controle sobre o uso, produção e venda das drogas. Atualmente, as drogas já estão liberadas. A legalização vai permitir um maior controle do que o atual.

Cultura Verde: Como e quando ocorreu sua aproximação das pautas e reivindicações antiproibicionistas?

Pilotto: No Congresso do PSOL de 2007, quando li uma tese inscrita por camaradas do Rio de Janeiro que abordava este tema. Um dos signatários do documento era o Renato Cinco, que atualmente é vereador do Rio de Janeiro.

Cultura Verde: Acredita que existe relação entre proibição das drogas e o atual modelo de segurança pública militarizado e repressivo em nosso país?

Pilotto: Sim, certamente. Se você comprar algo nas Casas Bahia e não pagar, seu nome vai para o SPC ou SEPROC. Se você comprar uma droga ilícita e não pagar, o traficante te mata, porque não tem SPC ou SEPROC neste caso. O proibicionismo leva ao aumento da violência.

Cultura Verde: Tendo como exemplos as atuais iniciativas de legalização da maconha por EUA e Uruguai , qual o modelo de legalização você acredita ser o mais adequado à realidade brasileira?

Pilotto: Defendo o modelo com controle estatal da venda e da produção. É assim com as drogas produzidas pela indústria farmacêutica.

Cultura Verde: Como você avalia a atual política de internação compulsória através de parcerias público/privadas com instituições religiosas para o tratamento ao uso abusivo de crack?

Pilotto: Retrocesso. Defendo a reforma psiquiátrica e a ampliação da rede CAPS (Centro de Atenção Psico-Social).