Charlo Greene,  a apresentadora que se demitiu com um verdadeiro “foda-se” ao vivo, explica o que a motivou deixar o mundo da notícia por trás. Segundo Charlo, ela fez isso para trazer luz sobre o debate da maconha no Alasca, que votará em 4 de novembro um referendo sobre a legalização da erva. As informações são do Extra.

Após se demitir ao vivo durante uma transmissão da emissora norte-americana KTVA na noite do último domingo, a repórter Charlo Greene publicou um vídeo no Youtube intitulado “Porque eu me demiti”, com o objetivo de explicar sua decisão.

No vídeo, Charlo Greene, cujo verdadeiro nome é Charlene Egby, pediu às pessoas favoráveis à legalização para conversarem com um amigo, mãe, colega de trabalho, irmão, qualquer um, para mostrar que “nós, fumantes de maconha, somos responsáveis”.

Chega uma hora em cada um tem que optar por continuar esperando ou defender o que é certo – explica Greene, dona de um clube de cannabis no Alasca, no começo da publicação. – Agora, vou colocar toda a minha energia na luta por liberdade e justiça, e isso começa com a legalização da maconha – continuou, questionando:

Se os adultos responsáveis ​​podem escolher como eles gostam de beber, por que diferenciar o meu cigarro de maconha da sua cerveja?

A partir daí, Greene explica os motivos pelos quais ela defende a legalização da droga e pede apoio a um crowdfunding organizado por ela, com o objeto de angariar fundos para pesquisas sobre a maconha medicinal. Em menos de 36 horas, a repórter já levantou US$ 6,400 dólares para as pesquisas.

Além do vídeo, Charlo Greene usou o Facebook para marcar mais uma vez sua posição. Ela alterou sua foto de perfil e foto de capa da rede, para duas que deixam explícita a sua opinião. Em uma delas, a repórter aparece acendendo um cigarro de maconha e, na outra, ela posa numa estufa, entre mudas da erva.

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Foto do perfil no facebook da repórter Charlo Greene

O caso

Charlo Greene anunciou no ar que era dona de um clube de cannabis do Alasca e que, a partir daquele momento, iria investir sua energia “na luta pela liberdade e justiça que começa com a legalização da maconha aqui”. Depois do anúncio impressionante, Charlo deixou o estúdio.

A transmissão foi cortada para uma apresentadora, que pediu desculpas pelo ocorrido, mas parecia estar transtornada. Mais tarde, a emissora pediu desculpas aos espectadores pelo Twitter e anunciou que a jornalista havia sido demitida. Um dos vídeos que mostra a demissão já foi compartilhado quase 140 mil vezes em menos de um dia.

Legalização

O Alasca – o estado de maiores dimensões geográficas dos Estados Unidos, mas um dos menos povoados – votará em 4 de novembro um referendo que pretende legalizar completamente a maconha para uso recreativo (atualmente só estão permitidas as medicinais) e se transforma assim no terceiro estado a permitir este tipo de consumo de cannabis após Washington e Colorado.

Se a medida for aprovada, o Alasca seria o primeiro estado governado pelo Partido Republicano no qual a maconha é legalizada para uso recreativo.

Além do Alasca, também votarão para decidir se legalizam totalmente o consumo de maconha o estado do Oregon e a capital federal, Washington, enquanto a Flórida perguntará aos cidadãos se querem permitir o uso da cannabis com fins terapêuticos.

Embora a lei federal considere ilegal o consumo de maconha nos EUA, a decisão final sobre esta questão recai nos estados, e muitos deles permitem o uso medicinal da cannabis ou inclusive despenalizaram seu consumo, como são os casos de Washington e Colorado.