Em entrevista falsa, hackers dizem que Osmar Terra usou maconha.
Parlamentar é autor de projeto que pretende criar nova Lei Antidrogas.

Parece que o Osmaneiro não gostou muito da brincadeira. O deputado pode aproveitar o momento, após ter sua privacidade virtual violada e se por no lugar de quem terá a liberdade violada em uma internação compulsória como prevê o infame PLC 37/2013.

A informação é direto do G1, confira:

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O site oficial do deputado federal Osmar Terra (PMDB) foi invadido nesta quinta-feira (7), segundo confirmou sua chefia de gabinete na Câmara. Os invasores publicaram uma entrevista forjada envolvendo o parlamentar gaúcho e um personagem fictício. Um diálogo fictício por escrito coloca o deputado relatando ter usado maconha durante visita ao presidente do Uruguai, José Pepe Mujica. A página foi retirada do ar.

O deputado é autor do projeto de lei antidrogas que tramita no Congresso Nacional e estava no país vizinho nesta semana para participar de uma audiência no Senado uruguaio, que se prepara para votar a legalização do consumo e produção da cannabis.

De acordo com Jorge Lemainski, chefe de gabinete do parlamentar, a invasão foi percebida ainda na noite de quarta-feira (6) por Terra. A Polícia Federal foi acionada para apurar o ocorrido. “Já temos algumas pistas de autoria. Ainda hoje (quinta) devo receber um relatório da empresa que hospeda o site para tentar encontrar falhas que permitiram que isso acontecesse. A Polícia Federal também foi informada e vai nos ajudar”, afirmou ao G1.

O deputado Osmar Terra defende, em seu projeto de lei, penas mais severas para traficantes e a internação involuntária de dependentes químicos. Abertamente, o parlamentar expressa sua preocupação sobre a proposta uruguaia, já que ele teme que a legalização da maconha naquele país influencie na entrada da droga no Brasil.

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O projeto

De autoria do deputado Osmar Terra (PMDB), a proposta prevê a possibilidade de as famílias ou responsáveis legais de usuários de drogas requererem, mesmo sem o consentimento do dependente, a internação em instituição de saúde para tratamento e desintoxicação. Para que haja a internação à revelia, contudo, será necessário o aval de um médico.

A internação involuntária, um dos pontos mais polêmicos da nova lei antidrogas, gerou uma acalorada discussão em plenário. Os opositores da proposta classificaram esse tipo de tratamento de “repressor” e disseram que a medida contraria o livre arbítrio dos dependentes.

O projeto também quer tornar mais dura a punição para os chefes do tráfico de drogas. O texto determina que quem exerce o “comando individual ou coletivo” de organização criminosa voltada ao tráfico de entorpecentes poderá ser condenado a penas que variam entre 8 e 15 anos de prisão em regime fechado. Atualmente, a punição para quem vende, fornece, fabrica, importa ou exporta drogas é de 5 a 15 anos.