Categorias
Legislativo

STJ homenageia família Fischer por luta pela cannabis medicinal

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) está comemorando três décadas de existência com uma série de homenagens chamada ‘STJ 30 anos, 30 histórias’.

“São pessoas que encontraram no serviço prestado pelo Tribunal da Cidadania o deslinde feliz de uma situação controversa”, destacou João Otávio de Noronha, presidente da corte.

Entre os homenageados, estão a família Fischer e a luta de Norberto e Katiele para medicar a filha Anny com cannabis medicinal, mesmo que para isso eles precisassem recorrer ao mercado ilegal.

Além da família Fischer, há homenagens a luta de pessoas trans, portadores de deficiência, multiparentalidade, fertilização in vitro, entre outros temas que não deveriam mas ainda são polêmicos.

A exposição “STJ 30 anos 30 histórias” será aberta nesta quarta-feira (02), às 18h, no Tribunal, em Brasília. Fotos dos homenageados serão exibidas no Mezanino do Edifício dos Plenários. Entre elas, a imagem acima.

Baixe aqui

Categorias
Mundo Canábico Notícias sobre maconha

Melhor que o Réveillon” Americanos já estão na fila para comprar maconha na Califórnia

O primeiro dia do ano coincidiu também com o início da venda de maconha para fins recreativos no estado, fato que acabou sendo o maior motivo de comemoração para alguns do que o próprio réveillon. Pouco após a meia-noite desta segunda-feira, clientes já faziam filas em frente aos estabelecimentos. As informações são d’O Globo.

O ano de 2018 começou com filas para muitos cidadãos americanos que queriam comprar maconha na Califórnia, Estados Unidos. O primeiro dia do ano coincidiu também com o início da venda da droga para fins recreativos no estado, fato que acabou sendo maior motivo de comemoração para alguns do que o próprio réveillon. Pouco após a meia-noite desta segunda-feira, clientes já faziam filas em frente aos estabelecimentos.

Na cidade de Sacramento, capital do estado, 25 pessoas amanheceram na fila em frente a uma das 50 lojas recém-licenciadas para a venda, onde houve até uma celebração com direito a corte de fita de inauguração. A loja já vendia maconha para fins medicinais desde 2009. O primeiro cliente com intuito de comprar a droga para fins recreativos foi Mike Shorrow, de 63 anos. Usuário há décadas, ele adquiriu quatro gramas de maconha e pagou cerca de US$ 100 (em torno de R$ 320), valor que achou um pouco alto, mas que, segundo ele, valeu a pena por ter evitado a compra no mercado negro.

— Isso é algo que todo esperamos, algo que pode ajudar muitas pessoas e não há motivo para não compartilhar isso — comemorou o tatuador Johnny Hernandez, acrescentando que espera que a legalização da maconha possa diminuir o estigma contra os usuários.

Americanos iniciam 2018 fazendo fila para comprar maconha na Califórnia
O empresário Steve DeAngelo, ativista pela legalização da maconha, faz a primeira compra legal de maconha para fins recreativos na California – ELIJAH NOUVELAGE / REUTERS

A lei que libera a venda da droga para fins recreativos vem duas décadas depois que a Califórnia legalizou o uso para fins mediciais. A venda pode ser feita para adultos com idade a partir de 21 anos. A Califórnia é o sexto estado dos Estados Unidos e, de longe, o mais populoso, a se legalizar para além da maconha medicinal e permitir a venda de produtos de cannabis de todos os tipos a clientes de pelo menos 21 anos de idade.

Colorado, Washington, Oregon, Alasca e Nevada foram os primeiros a introduzir as vendas de maconha para uso recreativo de forma regulada, licenciada e tributada pelo governo. Massachusetts e Maine devem seguir no mesmo rumo este ano.

Um presença marcante nas compras de Ano-Novo foi o empresário e ativista pela legalização Steve DeAngelo, de 59 anos. Ele foi o primeiro cliente de um dos maiores estabelecimentos do ramo na California, chamado Harborside. Kathleen Santos, 50 anos, foi outra que aguardou na fila para estar “na vanguarda” dos esforços de legalização. Ela disse que tem comprado maconha com um cartão médico há anos e não concorda com a alta tributação sobre a droga, mas espera que a indústria agora seja mais regulamentada.

Categorias
Notícias sobre maconha

Maconha como presente de Natal? Nos Estados Unidos aconteceu isso!

Legalização do uso social da maconha incentiva trocas e já movimenta o varejo. Para entusiastas, a erva cultivada em casa é um presente particularmente especial. As informações são d’O Globo.

Portland (EUA) – A legalização da maconha para uso recreativo em quatro estados americanos (Califórnia, Nevada, Maine e Massachusetts) abriu as portas para a nova tradição de Natal: presentes à base da erva.

Um dos que já estão neste espírito é Peter Bernard, que contou à agência de notícias AP que distribuirá aos amigos cookies feitos com maconha.

A tradicional troca de presentes, agora envolvendo produtos de maconha, se tornou mais fácil nesses quatro estados, enquanto nos outros acabou virando um problema. Um casal foi preso em Nebrasca transportando maconha que planejava dar de presente de Natal a amigos. Barbara, de 70 anos, e Patrick Jiron, de 80, viajavam da Califórnia a Vermont e não sabiam que era ilegal transportar a erva em Nebrasca.

E como só um estado dos EUA tem vendas de maconha no varejo, Bernard e outros entusiastas dizem que a erva plantada em casa é um presente particularmente especial.

— Eu pensei: tenho toda essa maconha, poderia apenas dá-la — disse James MacWilliams, que vai distribuir potes “chiques” com sua produção.

Os números de vendas legais mostram leve alta no fim do ano. Nos quatro estados onde o uso recreativo já era liberado (Alasca, Colorado, Oregon e Washington), há “geralmente um bom mês”, entre o fim de novembro e janeiro, diz Roy Bingham, da BDS Analytics, empresa que compila dados sobre a indústria de maconha.

Categorias
Esportes e Maconha

Ministro do Esporte da Russia faz piada e diz que vão dar maconha para Seleção da Holanda, se ela se classificar

O presidente da Federação Russa de Futebol e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2018, Vitaly Mutko fez uma brincadeira polêmica no último sábado, em São Petersburgo. Durante a entrevista coletiva em um hotel ele disse que mandaria entregar maconha para a seleção holandesa, caso a Laranja Mecânica se classifique para o torneio do ano que vem. Logo após a frase, fez questão de dizer que era uma piada. As infos são do GE.

Ao comentar sobre as opções de centros de treinamento para a Copa, Mutko citou a região de Ulyanovsk como uma das que está preparada para receber as seleções. O local fica a cerca de 800 quilômetros de distância da capital Moscou, por exemplo, e talvez por isso tenha virado o alvo da polêmica piada com os holandeses:

“Vamos recomendar a região de Ulyanovsk para a Holanda. Se eles ficarem lá, podemos mandar entregar maconha para eles. Na Holanda é liberado. Estou brincando, é claro (risos). Em geral, cada equipe faz suas próprias exigências”, disse Mutko.

Primeiro, a Holanda precisa conquistar sua vaga no Mundial. O time ainda está em terceiro lugar do Grupo A das eliminatórias da Europa com 10 pontos, atrás de Suécia e França, ambas com 13. Faltam quatro rodadas e apenas os oito primeiros colocados de cada chave garantem lugar direto na Copa. Os segundos melhores farão repescagem para definir os quatro restantes que irão à Rússia.

Na Holanda o uso de maconha é tolerado em algumas situações específicas. Os “coffee shops”, por exemplo, podem vender cinco gramas por dia para uma pessoa, mas menores de 18 anos não têm permissão.

Categorias
Ciência e Saúde

Universidade Federal do interior de São Paulo procura idosos com Parkinson para experimentar Maconha Medicinal

Um grupo da Universidade Federal de São Carlos, SP, procura voluntários idosos que queiram participar do estudo que analisará o efeito do canabidiol, substância derivada da maconha, no controle da ansiedade e o quanto esse efeito pode reduzir os tremores que acometem os pacientes com doença de Parkinson. As informações são do G1.

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) estudam o efeito do canabidiol (CBD) no controle da ansiedade em pessoas com Parkinson e buscam idosos que queiram participar do levantamento.

Estudos anteriores apontaram para o efeito neuroprotetor da substância extraída da maconha, com melhora na qualidade de vida, sono e sintomas de depressão dos idosos. O que o grupo pretende agora é analisar o impacto dela no controle da ansiedade e checar o quanto esse efeito pode reduzir os tremores que acometem os pacientes.

UFSCar busca idosos para estudo sobre efeitos da maconha no controle da ansiedade no Parkinson
“Espera-se que o canabidiol atenue as medidas de ansiedade subjetiva, verificada via testes neuropsicológicos; fisiológica, indicada pela pressão arterial e frequência cardíaca; e os tremores, verificados por meio de um acelerômetro”
, explicou a pesquisadora Stephanie Martins.

Proposta
Financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o estudo foi idealizado pelo professor Marcos Hortes Nisihara Chagas, do Departamento de Gerontologia da UFSCar, e conta com a participação de pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP Ribeirão Preto e do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP São Carlos.

“A ideia foi proposta tendo em vista que nessa doença existem sintomas como o tremor, que em situações de ansiedade é aumentado significativamente, demandando tratamentos eficazes para atenuação”, contou Stephanie.
Ao todo, serão escolhidos 26 voluntários. Podem participar homens e mulheres diagnosticados com Parkinson idiopática, que não tenham transtornos cognitivos e doenças graves coexistentes e que não façam uso de benzodiazepínicos, como ansiolíticos, sedativos, relaxantes musculares e anticonvulsivantes.

Segundo a pesquisadora, serão realizados dois testes, com intervalo de 15 dias entre eles, e cada avaliação terá cerca de três horas de duração. Um grupo de participantes receberá uma cápsula de CBD em pó dissolvido em óleo de milho e o outro, placebo. Depois, os voluntários passarão por testes de simulação de apresentação em público, o que induz à ansiedade, e por ensaios neuropsicológicos. A pressão arterial e a frequência cardíaca também serão verificadas.

“Para aqueles pacientes que apresentarem algum transtorno cognitivo, haverá o encaminhamento para atividades de estimulação na universidade. Finalizados os testes, os resultados serão analisados”, disse.

Os interessados em participar podem entrar em contato com os pesquisadores pelos e-mails [email protected] e [email protected]

Categorias
Notícias sobre maconha

Realidade: Um em cada três presos do país responde por tráfico de drogas

Dados inéditos se referem a 22 estados; 5 não possuem os números. Com a Lei de Drogas, percentual de presos pelo crime foi de 8,7% em 2005, um ano antes da atual lei 11.343 de 2006, para 32,6% agora. As informações são do G1.

mapa-presos-por-trafico-de-drogas-2

Um em cada três presos no país responde hoje por tráfico de drogas. Os dados inéditos, obtidos pelo G1 junto aos governos estaduais e tribunais de Justiça e referentes a este ano, mostram uma mudança drástica no perfil dos presos brasileiros em pouco mais de uma década. Se antes as cadeias estavam lotadas de condenados por crimes contra o patrimônio, como roubo e furto, agora elas abrigam milhares de pessoas que respondem pelo crime de tráfico – parte delas ainda sem julgamento.

Levantamento divulgado pelo G1 em 2015 revelou que o aumento no número de presos por esse tipo de crime foi de 339% de 2005 a 2013, fruto de uma alteração na Lei de Drogas, em vigor desde 2006. A lei endureceu as penas para os traficantes, mas teve um efeito perverso para os usuários e pequenos traficantes. Nos últimos quatro anos, a situação só se agravou. Agora, o aumento chega a 480% em 12 anos – isso sem contar 5 dos 27 estados, que dizem não ter dados disponíveis.

O boom de presos por tráfico ajuda a explicar a superlotação dos presídios no país. Há hoje 668,2 mil presos para 394,8 mil vagas, como mostra outro levantamento do G1. Nesta quarta (1), o ministro do STF Luís Roberto Barroso defendeu a legalização das drogas como forma de frear o aumento da população carcerária.

“A crise no sistema penitenciário coloca agudamente na agenda brasileira a discussão da questão das drogas. Ela deve ser pensada de uma maneira mais profunda e abrangente do que a simples descriminalização do consumo pessoal, porque isso não resolve o problema. Um dos grandes problemas que as drogas têm gerado no Brasil é a prisão de milhares de jovens, com frequência primários e de bons antecedentes, que são jogados no sistema penitenciário. Pessoas que não são perigosas quando entram, mas que se tornam perigosas quando saem. Portanto, nós temos uma política de drogas que é contraproducente. Ela faz mal ao país”, afirmou Barroso.

O levantamento feito agora pelo G1 leva em conta os dados mais atualizados dos governos estaduais e dos tribunais de Justiça. São números exclusivos. Os últimos dados oficiais divulgados em 2016 pelo Ministério da Justiça são relativos apenas a dezembro de 2014. O órgão deve divulgar um novo balanço completo em breve – ainda assim, com dados defasados, de 2015.

Comparando o último levantamento, que tem dados de 2013, com o de agora, é possível perceber que:

O percentual de presos por tráfico subiu de 23,7% para 32,6% em 4 anos

O aumento no nº de presos pelo crime desde a Lei de Drogas passou para 480%

Nenhum estado tem menos de 15% de presos por tráfico

Em São Paulo, o aumento no percentual de presos por tráfico de drogas foi de 26,4%, em 2013, para 35,8% agora. Em Santa Catarina, 42% dos presos respondem por tráfico atualmente.

No Paraná, o percentual de presos por tráfico passou de 16,8% em 2013 para 59,3% neste ano. O estado possui o maior percentual do Brasil. O aumento, no entanto, não pode ser considerado “real”, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária. O órgão argumenta que havia dificuldade na alimentação dos dados, por causa da burocracia, mas que hoje “os sistemas estão sendo interligados e as informações são alimentadas de maneira mais ágil e precisa”.

A vice-presidente institucional da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), Renata Gil, diz que os números precisam ser avaliados de acordo com as características prisionais de cada estado, “com a implantação do crime no território”. “No Rio, por exemplo, antes de 2007, havia cerca de 38 mil policiais. Em 2016, eram 50 mil. Com mais policiamento ostensivo, conclui-se que há mais prisões.”

presos-por-trafico-de-drogas

Dados

A equipe de reportagem do G1 teve dificuldade para obter os dados em boa parte dos estados. Sete governos (Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro) não forneceram a estatística. Alguns alegaram falta de pessoal para fazer o levantamento e outros disseram simplesmente não possuir os números. Em Pernambuco, o governo alegou “questão de segurança” para não fornecer o contingente. No caso da Paraíba, o G1 conseguiu obter o dado apenas com o Tribunal de Justiça. O TJ do RN também forneceu dados, mas parciais. O órgão passou os dados de presos provisórios respondendo por tráfico, mas não conseguiu as informações sobre os condenados. Procurados, os outros cinco tribunais de Justiça também não conseguiram o dado.

No Tocantins, assessores da Secretaria de Justiça tiveram de pedir o número por meio de um memorando e/ou ligando para cada uma das 41 penitenciárias do estado, que, por sua vez, fizeram uma consulta a ofícios em papel. Parte dos estados demorou três semanas para conseguir enviar o dado, caso de São Paulo, que também teve de fazer um levantamento em cada coordenadoria regional. São cinco no estado.

Aumento após a Lei de Drogas

Em 2006, quando a lei 11.343 começou a valer, eram 31.520 presos por tráfico nos presídios brasileiros. Em 2013, esse número passou para 138.366. Agora, são ao menos 182.779.

O padre Valdir João Silveira, coordenador nacional da Pastoral Carcerária, afirma que a mudança no perfil dos presidiários do país é bastante perceptível. “O perfil mudou e vem mudando cada vez mais. São usuários de drogas [sendo que a lei não prevê a reclusão de usuários] e pequenos traficantes, ou mesmo pessoas que foram presas por pequenos delitos, mas que a causa é droga. Além disso, por causa das questões sociais, os presos são cada vez mais pobres e mais jovens”, diz.

Como consequência da Lei de Drogas, o padre afirma que não só aumentou a superlotação nos presídios, mas também o desespero. “É bem comum que os presos já cheguem com crise de abstinência, o que causa tumultos, pois eles ficam muito agitados. Já presenciei tentativas de suicídio”, diz.

O defensor público Vitore André Zílio Maximiano, que já foi secretário Nacional de Políticas sobre Drogas, afirma que alguns fatores contribuíram para o aumento vertiginoso dos presos por tráfico. Segundo ele, os casos não são investigados como deviam ser. E, na falta de um critério objetivo para definir quem é usuário e quem é traficante, fica a cargo do policial que fez a ocorrência e do juiz esse papel, diz.

O defensor, que atua no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros cotidianamente, diz que hoje é notória a grande quantidade de presos por tráfico nas cadeias. “Estamos falando de um jovem, pobre, facilmente preso pela polícia. Às vezes um jovem chega perto de mim no presídio, eu vejo o perfil e ele nem precisa dizer do que é acusado.”

Maximiano afirma que o Supremo Tribunal Federal já entendeu que, no caso do tráfico em pequenas quantidades, quando a pessoa é “primária” (sem antecedentes), sem envolvimento com facção, é possível a redução e substituição por penas alternativas. “Mas, infelizmente, o Judiciário brasileiro não está seguindo essa decisão. Essa é a principal causa do aumento de prisões, colocando esses jovens como uma presa fácil das organizações criminosas”, diz.

“O Brasil, de Norte a Sul, tem prendido mal, de forma excessiva e, sobretudo, pessoas primárias, que estão envolvidas com um delito que não envolve violência. Elas são o elo mais frágil dessa cadeia”, afirma. “As pessoas precisam entender que a prisão não é a única resposta. Tem um rol de medidas cautelares que significam a existência de um processo justo. Assistindo às cenas dantescas de rebeliões, de decapitações, estamos descobrindo, um pouco tarde, que esse excesso de pessoas presas tem contribuído para aumentar ainda mais a violência.”

A vice-presidente institucional da AMB, Renata Gil, também credita à Lei de Drogas o aumento de presos no país, mas discorda que o Judiciário seja um dos responsáveis por superlotar as cadeias. “A rigidez não é do juiz nem do policial. A rigidez é da lei. A lei diz que qualquer pessoa presa em condição de traficante é traficante, não importa a quantidade. E há a questão de analisar como o tráfico está implantado nos territórios. No Rio, com as UPPs, o traficante passou a vender em pequenas quantidades, com um papelote, dois. Aí ele busca na fonte e fica nesse trabalho de formiguinha. Então não é porque ele porta uma pequena quantidade que ele é um usuário apenas. E uma outra coisa que as pastorais não consideram é que, em geral, pelas características de pobreza do país, quase todo usuário trafica para manter seu vício. E isso é algo que ninguém enfrenta.”

Renata, que é juíza criminal no Rio, diz que é reticente também quanto à descriminalização, defendida por Barroso. “Essa é uma questão que não pode ser pensada apenas no campo jurídico. É preciso uma estrutura de saúde pública. É um debate que é muito mais amplo que apenas pensar em descriminalizar. O exemplo dos países que fizeram isso não são muito positivos. Basta ver a Holanda retrocedendo no seu posicionamento. Eu tenho muito receio de que no Brasil a gente não tenha condição de tratar o usuário com a descriminalização. Pois se passa a ser permitido, há um aumento de usuários. A gente tem que trabalhar melhor a conscientização das famílias quanto ao uso. Eu não vejo nenhuma política pública que se preocupe em explicar quais as consequências do uso das drogas, como elas estão implantadas na sociedade, todo o crime por trás desse comércio ilegal, quantas pessoas morrem e quantas crianças são cooptadas. Quando você aceita o incremento do uso, é preciso pensar nas consequências disso. Se o Estado não está presente hoje, imagina quando for permitido.”

Para a juíza, é o Estado “que tem que tomar pé do problema”. “A política de segurança hoje é colocar policiamento na rua para combater o crime, sem o que a gente vem conversando há tempos, que é a necessidade da presença do Estado, com assistência social, com educação. Sem políticas estruturantes, eu não vejo nenhuma salvação por nenhum diploma legal nem nenhum entendimento jurisprudencial.”

Investimentos

O coordenador nacional da Pastoral Carcerária afirma que a falta de investimentos dos estados também deteriorou as condições dos presos. “Sabonete, papel higiênico, roupa de cama, tudo piorou. Isso exige que as famílias façam a manutenção das pessoas presas, mas são pessoas pobres, muitas vezes desempregadas. Gente que não consegue comer para levar a comida para o filho na prisão. Aí vai buscar trabalho onde? No tráfico de drogas. É um ciclo vicioso.”

Para o padre Valdir João Silveira, uma das principais medidas que precisam ser tomadas para melhorar a situação dos presídios é reconhecer que muitos desses “novos presos” são dependentes químicos e que, por isso, necessitam de tratamento. “Presídio não é hospital. Pelo contrário, presídio tem droga. Tem que ter alternativas à prisão para tratar essas pessoas, como programas sociais para tratar os dependentes.”

Frases

 

“Um dos grandes problemas que as drogas têm gerado no Brasil é a prisão de milhares de jovens, com frequência primários e de bons antecedentes, que são jogados no sistema penitenciário. Pessoas que não são perigosas quando entram, mas que se tornam perigosas quando saem. Portanto, nós temos uma política de drogas que é contraproducente.” (Luís Roberto Barroso, ministro do STF)

“O perfil mudou e vem mudando cada vez mais. São usuários de drogas e pequenos traficantes, ou mesmo pessoas que foram presas por pequenos delitos, mas que a causa é droga. Além disso, por causa das questões sociais, os presos são cada vez mais pobres e mais jovens.” (Padre Valdir João Silveira, da Pastoral Carcerária)

“Estamos falando de um jovem, pobre, facilmente preso pela polícia. Às vezes um jovem chega perto de mim no presídio, eu vejo o perfil e ele nem precisa dizer do que é acusado.” (Vitore André Zílio Maximiano, defensor público)

“A rigidez não é do juiz nem do policial. A rigidez é da lei. A lei diz que qualquer pessoa presa em condição de traficante é traficante, não importa a quantidade. E há a questão de analisar como o tráfico está implantado nos territórios. No Rio, com as UPPs, o traficante passou a vender em pequenas quantidades.” (Renata Gil, vice-presidente da AMB)

Categorias
Direito e Política Mundo Canábico Notícias sobre maconha

Facebook está deletando páginas sobre maconha em estados que já estão legalizados

O uso medicinal é liberado desde 2011 em Nova Jersey, mas parece que o Facebook não está muito conectado com as leis locais. Três dispensários da cidade tiveram suas páginas deletadas por supostamente terem violados as políticas e regas da rede social. As informações são do O Globo

Facebook deleta páginas sobre maconha medicinal nos EUA – Smoke BuddiesO uso medicinal da maconha é amplamente difundido nos EUA, com a prática sendo legal em 23 dos 50 estados americanos. As legislações estaduais avançaram, mas aparentemente, o Facebook não acompanhou a mudança. Apenas nesta semana, três dispensários de Nova Jersey tiveram suas páginas na rede social encerradas por supostamente terem violado as regras do site.

Em reportagem, a emissora ABC informa que as lojas Compassionate Sciences, Garden State e Breakwater Treatment foram as prejudicadas. As regras do Facebook proíbem a publicidade de “drogas ilegais, sob prescrição e recreativas”, assim como de tabaco, armas, serviços adultos e suplementos não seguros, “determinados pelo Facebook”.

— É um desserviço para os pacientes de Nova Jersey — disse Peter Rosenfeld, membro do conselho da organização Coalition for Medical Marijuana. — Eles estão tratando como se as lojas estivessem vendendo maconha ilegalmente, quando elas são entidades sem fins lucrativos controladas e reguladas pelo Estado de Nova Jersey.

O uso medicinal da maconha é permitido em Nova Jersey desde 2011, e o estado possui cinco dispensários do produto. Segundo ativistas, as páginas no Facebook servem como canal de comunicação com os pacientes, além de servirem como fonte de informação sobre quais plantas são indicadas para determinado tratamento e promoções. O estado possui mais de 5,5 mil pacientes registrados.

Uma porta-voz da companhia informou à Associated Press que as páginas foram retiradas do ar por “violarem os padrões de comunidade”.

Categorias
Ciência e Saúde Notícias sobre maconha

Mais uma mãe conseguiu liminar na Justiça para importar óleo de maconha pago pelo governo

José Bernardo, 8 anos, sofre até 100 convulsões por dia, decorrente da Síndrome de West. E o custo para tratar o menino com o óleo de maconha é de R$ 33 mil por ano, mas que agora justiça decidiu que o governo irá pagar. As informações são do G1.

José Bernardo da Silva Neto tem oito anos e foi diagnosticado com Síndrome de West e paralisia cerebral quando tinha poucos dias de vida. A família mora em Jupi, no Agreste, e a dona de casa Silvânia Oliveira, mãe do menino, optou por colocar um capacete no garoto para evitar sequelas na cabeça após as convulsões – que chegam a até 100 por dia. Para tratar a criança, a Justiça Federal determinou que o Governo de Pernambuco forneça um medicamento à base de canabidiol.

O remédio é importado e o custo do tratamento para a família seria de R$ 33 mil por ano. “Senti alívio e a esperança renasceu quando soube que meu filho usaria o medicamento. Cada crise dele é como se fosse em mim”, revela a mãe.

De acordo com o Ministério da Saúde, a doença “é caracterizada por um tipo específico de crise epilética denominada espasmos epiléticos”. Ao G1 a mãe da criança diz que “Bernardo chega a ter 100 crises por dia”. Ela também é mãe de duas meninas, uma de seis e outra de dois anos. “Elas interagem muito com ele, brincam e fazem companhia”, diz.

“Com poucos dias de vida eu percebi que Bernardo tinha algumas crises [epiléticas]. Nas ultrassonografias, o médico dizia que estava tudo bem, que o bebê era saudável. O problema veio quando forçaram o parto normal por muito tempo e só depois resolveram fazer a cesariana. A síndrome e a paralisia foram consequências desse erro. Ele ainda ficou 15 dias na incubadora e teve uma parada cardiorrespiratória”, lembra Silvânia Oliveira. O menino não fala e começou a andar há pouco tempo, mas frequenta a escola regular e está no 3º ano do Ensino Fundamental.

Silvânia era agricultora, mas parou de trabalhar para dar mais assistência ao filho. O marido dela é agricultor e também vende doces. Ela diz que Bernardo tem crises epiléticas até quando dorme. Há espasmos em que ele pisca muito os olhos, em outros roda a cabeça sem controle ou cai e fica paralisado. Devido às quedas os dentes do menino são quebrados e a mãe optou por ele usar um capacete para não machucar a cabeça.

Menino passou a utilizar capacete por causa das constantes quedas que sofre devido à doença (Foto: Reprodução/ TV Asa Branca)
Menino passou a utilizar capacete por causa das constantes quedas que sofre devido à doença (Foto: Reprodução/ TV Asa Branca)

A dona de casa conta que começou a lutar pelo tratamento de José Bernardo quando o menino tinha oito meses. Um pediatra foi quem diagnosticou que a criança tinha crises convulsivas e, como na época não havia neuropediatra nas cidades mais próximas à Jupi, Silvânia decidiu procurar um especialista em Caruaru, também no Agreste. “Apesar do acompanhamento, as crises continuavam. Eu não percebia nenhuma melhora nele”, diz.

José Bernardo começou um tratamento no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), em Recife, mas também não obteve o êxito esperado, segundo a mãe. Ela chegou a levá-lo para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, em São Paulo. Na unidade de saúde foi passada a dieta cetogênica para o menino. De acordo com Silvânia, o intuito era o de tratar a síndrome por meio deste método.

“Durante a dieta ele teve uma gripe e ficou dois dias sem abrir os olhos. O médico disse que era uma pneumonia grave por causa da dieta que era muito rigorosa”, explica a mãe de José Bernardo. Segundo a Associação Brasileira de Epilepsia, a dieta cetogênica é terapêutica e calculada com base na altura, idade e peso da criança. “Quando ingerida permite uma incompleta queima das gorduras pelo fígado resultando em corpos cetônicos no sangue e urina”, informa a associação.

com-capacete-para-se-proteger-convulsoes-mais-uma-crianca-recebera-extrato-de-maconha-smoke-buddies-III
Anvisa autorizou uso do medicamento à base do canabidiol (Foto: Joalline Nascimento/ G1)

Depois deste tratamento, Silvânia Oliveira decidiu levar o filho para o neuropediatra Milton Garcia, em Garanhuns. Foi o médico quem deu toda a documentação comprovando a doença de Bernardo para que ela entrasse com o processo no MPF. “Ele me falou do remédio à base de canabidiol e eu comecei a correr atrás”, diz.

Após o diagnóstico do médico, Silvânia solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a autorização para a compra do medicamento e, em seguida, entrou com o processo no MPF para que o governo do estado custeasse o remédio. Como o medicamento vem dos Estados Unidos, a mãe de Bernardo teria que pagar cerca de R$ 20 mil por uma quantidade de remédio que duraria três meses.

“Quando Bernardo começar a usar o remédio, vou ter que enviar a cada três meses um laudo para a Anvisa para mostrar que o medicamento está funcionando nele. Esta é uma das normas para que eles autorizassem a utilização do remédio”, conta a mãe.

O medicamento
O canabidiol é uma substância presente na Cannabis sativa, planta utilizada para a produção da maconha. “Apesar de usarem a Cannabis para produzir a maconha, o canabidiol não causa dependência na criança que faça uso do medicamento feito à base dele. Isso porque selecionam apenas os princípios ativos antiepiléticos presentes na planta para fazer o remédio”, explica o neuropediatra Milton Garcia.

O especialista que diagnosticou a doença de José Bernardo ainda destaca que a Síndrome de West prejudica todo o desenvolvimento da criança. “É como se o cérebro trabalhasse atordoado o tempo todo. Então eles não consegue aprender ou se desenvolver”, diz.

Categorias
Ciência e Saúde Notícias sobre maconha

Criança diminui convulsões de 30 para 5 após uso do óleo de Maconha

Raquel Daniele mora em Jupi, Pernabuco e já chegou a ter 137 convulsões em 12 dias. Menina de seis anos tem autismo e é portadora da Síndrome de West. O G1 acompanhou o caso dessa criança.

Há dois meses Raquel Daniele Ferreira, de seis anos, utiliza um medicamento à base de canabidiol como tratamento da Síndrome de West. A menina mora com a família em Jupi, no Agreste de Pernambuco, e já chegou a ter 137 convulsões em 12 dias e 30 espasmos em 24 horas. Mas, após o uso do remédio, ela teve cinco crises em dois meses. “Saber que existia uma medicação que poderia trazer o alívio à minha filha foi a maior alegria que eu tive”, diz a autônoma Ivanise Ferreira, mãe da menina.

“Antes eu morava num sítio, mas por causa da doença da minha filha, aluguei uma casa em Jupi para facilitar o tratamento dela. Os familiares me ajudam bastante a cuidar dela. O remédio nos trouxe um alívio muito grande. Quando um filho sofre, a mãe sofre junto. Mas agora eu não sofro mais. Para as mães com os filhos na mesma situação que a minha, eu digo que é necessário ter força, fé em Deus e nunca pensar em desistir”, ressalta Ivanise.

Raquel começou a apresentar os sintomas da síndrome com três meses de vida. A mãe a levou para o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), em Recife, onde a menina iniciou o tratamento. “Eu não tive problemas no parto. Raquel parecia um bebê saudável, mas ela foi diagnosticada com essa doença. Ela também tem autismo”, conta a mãe.

Hoje a menina é acompanhada pelo neuropediatra Milton Garcia, que falou do medicamento à base de canabidiol para a mãe de Raquel. Após saber da existência do remédio, Ivanise Ferreira disse que iria “buscar o medicamento em qualquer lugar para ver a filha bem”.

A autônoma procurou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) depois de ter a documentação que comprova a doença de Raquel para obter a autorização para a compra do remédio. “Depois eu fui até o MPF [Ministério Público Federal] para que o governo do estado custeasse o canabidiol”, explica.

Raquel utiliza remédio em pasta desde novembro de 2015 (Foto: Joalline Nascimento/ G1)
Raquel utiliza remédio em pasta desde novembro de 2015 (Foto: Joalline Nascimento/ G1)

Em setembro de 2015, uma decisão judicial obrigou o governo estadual a cobrir os gastos do medicamento. A menina começou a usar o remédio em óleo, mas o resultado não foi positivo. De acordo com a mãe, as crises passaram a ser mais intensas, embora a quantidade tenha diminuído. Ivanise contou ao G1 que no mês de novembro o medicamento chegou em pasta. “Coloco uma determinada quantidade da pasta numa colher e diluo no azeite de oliva extra virgem. Ela toma uma vez por dia. Depois disso, ela só teve cinco crises em dois meses”, comemora a mãe.Os espasmos de Raquel são como um choque e duram poucos segundos. A menina não fala e começou a andar com dois meses. A autônoma lembra que a filha, aos três anos, cantava e contava os números. Mas após as crises aumentarem, ela não conseguiu mais falar. Raquel frequenta a escola regular e está no 1º ano do Ensino Fundamental.

O medicamento

O canabidiol é uma substância presente na Cannabis sativa, planta utilizada para a produção da maconha. “Apesar de usarem a Cannabis para produzir a maconha, o canabidiol não causa dependência na criança que faça uso do medicamento feito à base dele. Isso porque selecionam apenas os princípios ativos antiepiléticos presentes na planta para fazer o remédio”, explica o neuropediatra Milton Garcia.

O especialista ainda destaca que a Síndrome de West prejudica todo o desenvolvimento da criança. “É como se o cérebro tralhasse atordoado o tempo todo. Então eles não consegue aprender ou se desenvolver”, diz.

Categorias
Música Notícias sobre maconha

Wiz Khalifa quer que fãs joguem maconha no palco em shows aqui no Brasil

Rapper de ‘See you again’ estará em Sampa, Floripa e no Planeta Atlântida no RS. Khalifa diz que é comum receber baseados ao vivo e lembra ‘presente’ em 2013. Via G1

O Khalifa tá de olho na maconha deles. O rapper de 28 anos costuma receber baseados de presente jogados em palcos pelo mundo. Em 2013, por exemplo, um fã de Florianópolis comemorou e registrou no YouTube o trago que Wiz Khalifa deu na erva do seu amigo. O cantor volta em alta ao Brasil para mostrar um disco novo, “Khalifa”, e um megahit, “See you again”. Em troca, ele diz ao G1 esperar que fãs sigam jogando maconha para ele nos shows.

https://www.youtube.com/watch?v=dGSOJZIZV08

Wiz Khalifa volta a Florianópolis no dia 29 de janeiro. Ele é atração do festival Planeta Atlântida, no Rio Grande do Sul, no dia 30. No dia 31, ele canta em São Paulo, no Espaço das Américas. Veja o serviço abaixo.

O Khalifa tá de olho na maconha deles. O rapper de 28 anos costuma receber baseados de presente jogados em palcos pelo mundo. Em 2013, por exemplo, um fã de Florianópolis comemorou e registrou no YouTube o trago que Wiz Khalifa deu na erva do seu amigo. O cantor volta em alta ao Brasil para mostrar um disco novo, “Khalifa”, e um megahit, “See you again”. Em troca, ele diz ao G1 esperar que fãs sigam jogando maconha para ele nos shows.

Wiz Khalifa volta a Florianópolis no dia 29 de janeiro. Ele é atração do festival Planeta Atlântida, no Rio Grande do Sul, no dia 30. No dia 31, ele canta em São Paulo, no Espaço das Américas. Veja o serviço abaixo.

Não é piada: maconha é assunto central no trabalho do norte-americano. Na conversa por telefone, ele confirma que, além do novo disco de janeiro, também lançará em 2016 “Rolling Papers – Vol. 2”. A sequência do álbum de sucesso com capa enfumaçada de 2011 vai sair em “algum momento de 2016”, ele adianta.
O título “enrolando papeis”, é referência à maconha. Rolling Papers também é nome de sua linha de acessórios para fumar. Além disso, o rapper empresta o codinome à sua marca de erva medicinal, Khalifa Kush. O consumo recreativo ou medicinal, já é permitido em alguns locais dos EUA, é um mercado bilionário em potencial, no qual o esperto artista está de olho.
Na entrevista, Wiz Khalifa deu respostas curtas e uma assessora na linha vetou perguntas “pessoais”. O Oscar, por exemplo, foi assunto vetado. Wiz era cotado para indicação. “See you again”, trilha de “Velozes e furiosos 7”, não entrou na lista. Natural perguntar sobre as críticas de outros artistas, inclusive o colega Snoop Dogg, sobre a falta de negros indicados.
“Não presto atenção nisso e não estou envolvido de maneira nenhuma”, esquivou-se. Lacônico, afirmou que não tinha expectativa de ser indicado, mesmo com o hit mais ouvido de 2015 no YouTube estivesse na lista do Globo de Ouro, e disse não vai assistir à premiação, enquanto a assessora intervinha.
E o disco novo? “A maior parte é de coisas que eu queria colocar nos meus discos anteriores, mas não consegui”, diz, em um resumo pouco promissor do material. Talvez o título, “Khalifa”, afirme algo maior. O apelido foi supostamente dado pelo avô, que era muçulmano. Em 2016, poderia afirmar origem da família em uma época sensível para isso EUA. Só que não. “Não entro em política ou coisa assim”, desconversa.

Curiosamente, a maconha é legalizada na conversa. “Sim, acontece o tempo todo”, diz o músico ao ser perguntado sobre o vídeo de 2013 em Floripa. Ele não se lembra se a erva era de qualidade (“eu acho que estava muito doidão”), mas não hesita ao ser perguntado se os fãs podem mandar os mesmos presentes nos shows deste ano: “Eles deveriam”.

Wiz Khalifa no Brasil – Serviço

Florianópolis
Data: 29 de janeiro (sexta)
Local: Rod. Pontal do Jurerê – Vargem Pequena, Florianópolis – SC
Ingressos: 4º lote
Pista: R$ 121; Pista VIP: R$ 132; Camarote: R$ 154; Área Premium: R$ 231
Venda: Blueticket.com.br

Planeta Atlântida – RS
Data: 30 de janeiro (sábado) – 2º dia do festival
Local: Sede da Saba, na praia de Atlântida, em Xangri-Lá.
Ingressos 3º lote
Arena: R$ 195 (um dia) – R$ 290 (passaporte)
Camarote: R$ 390 (um dia) – R$ 610 (passaporte)
Venda: www.planetaatlantida.com.br

São Paulo
Data: 31 de janeiro (domingo)
Local: Espaço das Américas
Endereço: Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda
Ingressos: Pista Premium: R$ 340,00 (inteira)
Pista: R$ 180,00 (inteira)
Mezanino: R$ 340,00 (inteira)
Venda: www.ingressorapido.com.br