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Ativismo

Maconha Medicinal não existe? Jornal Paranaense e Psícologo do Paraná mostram total desconhecimento sobre o tema

Desde 2014, quando o Brasil teve o primeiro debate sobre maconha no senado muitos brasileiros tiveram oportunidade de explanar para a sociedade os diversos usos da cannabis. Advogados, médicos, pacientes, mães, usuários que fazem uso medicinal, recreativo, professores, historiadores e químicos. De lá para cá, o tema avançou um pouco, mas parece que para alguns não tanto assim…

Na Legislativo e na Anvisa a maconha medicinal avançou um pouco, o tema também avançou principalmente depois que o documentário do Tarso Araújo, levou para dentro do cinema e das casas das família a aflição de uma família que precisa de uma “droga ilegal” que é a protagonista no que diz respeito a qualidade de vida. Por outro lado, as “fake news” e o retrocesso do nosso País acaba levando para um lado totalmente oposto no que diz respeito a informação e os avanços sobre as pesquisas da cannabis, a fala que a maconha medicinal não existe já é conhecida e proferida pelo conhecidíssimo ministro “Osmar Terra Plana”.

Se antes tínhamos políticos como Marisa Lobo, que defendeu a suposta “cura gay” e internação compulsória de usuários de maconha, agora é a vez do vice-presidente da Associação Paranaense de Psiquiatria (APPSIQ), Marcelo von der Heyde que se estrepa e mostra seu desconhecimento acerca do tema em um jornal que virou palanque para o conservadorismo, a Gazeta do Povo.

A confusão é proposital, porque sugere que a maconha, em si, é medicinal. Confunde-se, assim, o uso clínico com o uso recreativo, que demanda da sociedade uma outra discussão, completamente diferente”, explica. “Esse termo – maconha medicinal – foi escolhido a dedo porque dá a ideia de que fumar maconha faz bem para o corpo. A ideia de que a maconha pode ser medicinal estimula o consumo recreativo”.

O psiquiatra quer separar o CBD do THC e parece não tomar nota de pesquisa de químicos, neurologistas e tantos outros pesquisadores e científicos sobre os benefícios da cannabis para o corpo, seja de forma medicinal, como em alguns casos na sua forma social ou como diz ele “recreativa”.

Uso recreativo, vicia?
“Especialistas em dependência química têm tido cada vez dificuldade em engajar os dependentes em maconha, pois eles não reconhecem os prejuízos do uso da substância”, afirma Marcelo von der Heyde.

Ele parece entender pouco do sistema endocanabinóide o que é digno de pena, tendo em conta que qualquer ativista consegue explicar o que ele está usando como argumento na entrevista. Na entrevista ele afirma que a “cannabis medicinal não é tão medicinal assim” e “sua eficácia diminui com o passar do tempo, e os ataques voltam”.

Qualquer pessoa sabe que tal efeito corpo humano é exatamente assim com todas as drogas, seja com maconha, com álcool ou com paracetamol. Nosso corpo cria resistência conforme é exposto a substâncias, simples! E se o ato de tomar café vira um costume ou um vício ao ser ingerido todos os dias, porque com a maconha seria diferente?

Quem nunca teve que tomar um remédio mais forte para tratar uma gripe?
Porque antes ficávamos ébrios com apenas uma lata de cerveja?
A resposta é a mesma em todos os casos!

Segundo ele existem em todos os casos existem outros medicamentos que alcançam resultados semelhantes “mas o canabidiol surge como uma panaceia” (remédio que serve para tudo).
Talvez esse medo existiu depois que ele tomou conhecimento da vóvó defendendo a maconha (acima), mas o fato é que existem pesquisas em diversos setores da saúde afirmando o contrário. Ou seja, maconha hoje já vem tratando diversas doenças como autismo, câncer, alzheimer, parkinson, epilepsia e tantas outras.

No fim das contas a matéria busca o tempo todo concluir que a maconha medicinal não tem nada a ver com a liberação da maconha para uso recreativo, o que é lógico do ponto de vista da regulamentação. Porém, se torna demasiado ao atacar a saúde mental dos usuários sociais, baseado em nada.

Você já viu algum usuário que fumou e está se sentindo ir pro hospital ou pro psicólogo? Pois é!

Matéria fraquíssima da Gazeta do Povo!

 

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Música

Música: Feminine Hi-Fi reúne mulheres da Jamaica e do Brasil no clipe Femina Ganja

A Feminine Hi-Fi, projeto e selo paulistano comandado por mulheres e focado na linguagem do reggae e sound system, lançou no último dia 10 de outubro a faixa “Femina Ganja“. O single, produzido por Digitaldubs, conta com vozes e composição das cantoras Lei Di Dai, Laylah Arruda, Mis Ivy, Shirley Casaverde e também da jamaicana Sister Carol. A notícia é do site de música ZonaSuburbana.

Femina Ganja traz para os ouvintes o formato que se popularizou na Jamaica a partir dos anos 1960 e se espalhou por todo o mundo nas festas de sound system. Nele, diversos cantores versam sobre o mesmo riddim (nome dado na Jamaica à base instrumental), o que inspirou ao longo do tempo outros gêneros e vertentes musicais, como o rap e seus cyphers.

A jamaicana Sister Carol, nascida em Kingston, foi criada no bairro do Brooklin, em Nova York, e abriu sua própria gravadora, chamada Black Cinderella, nos anos 1980. É uma das vozes femininas pioneiras do reggae mundial. Também conhecida como Mother Culture, traz em suas letras mensagens conscientes sobre temas como poder feminino, ancestralidade e sociedade. Em passagem pelo Brasil em 2018, Carol se reuniu às cantoras Laylah Arruda, Lei Di Dai, Mis Ivy e Shirley Casaverde sob produção musical do Digitaldubs, e o resultado foi o single “Femenina Ganja”.

A faixa está disponível em todas as plataformas digitais, e a estreia vem acompanhada de videoclipe, dirigido por Bianca Hoffmann.

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Ativismo Legislativo

Ao Vivo: Debate sobre regulação do cultivo de cannabis na ANVISA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está discutindo nesta terça-feira (11), a liberação do cultivo e produção de maconha para fins medicinais e científicos. A Diretoria da Anvisa (Dicol) falará primeiro sobre sobre os requisitos técnicos e administrativos para o cultivo da planta, única e exclusivamente para fins medicinais e científicos.

Também vai falar dos procedimentos para o registro e monitoramento de medicamentos produzidos à base de Cannabis spp., seus derivados e análogos sintéticos. As duas matérias têm relatoria do diretor-presidente da Anvisa, William Dib.

Se aprovados as duas propostas, elas serão levadas à consulta pública. Após essa etapa, os técnicos finalizam um projeto final que terá que ser votado pela diretoria da agência novamente. Ainda não há estimativa quando a norma técnica poderia entrar em vigor.

Participação na reunião
Segundo publicação no portal da Agência, informa que o tempo de manifestação oral foi dividido de forma a permitir que todos os inscritos para manifestações orais relativas (tentando mostrar os lados a favor e contra), acerca da maconha, nos itens 2.3.2 e 2.3.3 da Reunião Ordinária Pública 14, de 11 de junho de 2019 tenham a oportunidade de apresentar suas considerações sobre os itens de maneira breve e objetiva.

As informações a participação social nesse processo será garantida com o acolhimento das manifestações e contribuições, que poderão ser encaminhadas durante todo o período da Consulta Pública. Este instrumento possibilita o debate e o acolhimento das contribuições de todos os interessados.

Acompanhe ao vivo
https://www.youtube.com/watch?v=CiBrFcN9ngQ

Lista de convidados
O Portal SECHAT teve acesso à lista de pessoas que se inscreverem e foram aprovados para falar. Cada pessoa terá dois minutos para expor seu ponto de vista e suas justificativas para a regulamentação do uso medicinal da maconha.

Conheça a lista:

  • Ana Luiza Cavalcanti – representante da Rede Latinoamericana de Mulheres CanábicasAndre Cornelsen Brofman – advogado
  • Beto Vasconcelos – advogado da Comissão de Juristas para Revisão da Lei sobre Drogas
  • Daniel Kager – engenheiro, especialista em fertilizantes
  • Eduardo Kupper Pacheco de Aguirre – advogado
  • Elisaldo Carlini – cientista pioneiro em pesquisa sobre maconha no Brasil
  • Endy Lacet – diretora administrativa da Abrace
  • Euclides Lara Cardozo Junior – farmacêutico e bioquímico, desenvolve pesquisas na área
  • de plantas medicinais
  • Giordano Magri – advogado na área de Direitos Humanos
  • João Luiz Homem de Carvalho – professor da UnB das disciplinas de Agricultura Alternativa e Decrescimento
  • Juma Santos – ativista, avó de paciente com epilepsiaLaerte Dall’Agnol – farmacêutica bioquímica industrial
  • Leandro Cruz Ramires da Silva – presidente da Ama+me
  • Leonardo Scolari Aliende – pesquisador CNPq e presidente da Associação Canábica Serra da Mantiqueira
  • Luciana M. Nolli – farmacêutica, pesquisadora do uso da ayahuasca terapêutica
  • Margarete Brito – diretora executiva da Apepi (Apoio a Pesquisa e a Pacientes da Maconha Medicinal) e colunista do Sechat
  • Mario Luiz Grieco – médico, presidente da Knox Medical no Brasil
  • Nathan Marcelo Moreira e Fernando Mendes – empresários
  • Norberto Prestes – representante da Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica e de Insumos Farmacêuticos
  • Paulo Jordão – CEO da empresa Canapi
  • Pedro Antonio Pierro Neto – neurocirurgião funcional, pioneiro na prescrição do canabidiol no Brasil, está à frente do Sechat
  • Pedro Luis Sabaciauskis Pereira – presidente da Santa Cannabis (Associação Catarinense de Cannabis Medicinal)
  • Rafael Evangelista Ladeira – fundador presidente da Aliança Verde – Instituto de Pesquisas de Plantas Medicinais
  • Raoni Murillo Molin – presidente da Associação Canábica Norte Paranaense
  • Ricardo Handro, advogado representante da Cannab
  • Rodrigo Mesquita – Advogado, membro fundador da Reforma Drogas
  • Salomon Tinman – empresário
  • Theo Van Der Loo – presidente da Bayer do Brasil
  • Wilson da Silva Lessa Júnior – Médico e colunista do Sechat
  • Yuri Ben-Hur da Rocha Tejota – advogado
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Notícias sobre maconha

Pai reagiu a assalto para evitar o roubo do carro com remédio de maconha

Nesta quinta-feira quem lê o portal de notícias da Globo, o G1. Viu um homem que é arrancado do carro, arrastado e agredido por dois ladrões que queriam roubar o seu veículo nesta quinta-feira (6), em São Carlos (SP), no entanto ele reagiu e posteriormente disse à polícia que estava tentando salvar o remédio de alto custo do filho.

O fato aconteceu por volta das 7h quando Adex Jorge saia de casa, no Jardim Medeiros, e foi registrado por uma câmera de segurança. (Confira o vídeo abaixo).

A Polícia Militar fez buscas com a ajuda de um helicóptero, mas eles ainda não foram encontrados.

Dois ladrões abordaram ele quando ele abriu o portão para colocar uma sacola na lixeira. Na imagem, um dos homens o puxa para fora do carro e o arrasta pelas pernas.

Ele ainda o agride com chutes. O outro ladrão também chuta Jorge no chão e depois os dois entram no carro e vão embora, deixando-o caído na rua.

Jorge disse à polícia que não queria sair do carro porque dentro dele estava o medicamento do filho, que é à base de canabidiol. Um remédio de alto custo e difícil de conseguir.

O medicamento é usado para tratar o filho João Vitor, que tem uma Síndrome de Dravet, uma doença rara que causa crises convulsivas.

EPTV mostrou o caso de João Vitor em 2015 em São Carlos — Foto: Arquivo/EPTV EPTV mostrou o caso de João Vitor em 2015 em São Carlos — Foto: Arquivo/EPTV
EPTV mostrou o caso de João Vitor em 2015 em São Carlos — Foto: Arquivo/EPTV

Quando nasceu, o menino tinha, em média, 150 crises por dia e começou a tomar o remédio, feito com extrato de maconha, em 2012. O medicamento custa cerca de R$ 5 mil e a família entrou na justiça para ter direito ao tratamento. O caso foi mostrado pela EPTV, afiliada da TV Globo, em 2015.

Reação
Jorge disse que ofereceu resistência porque achou que a arma usada pelo assaltante para lhe ameaçar era falsa. Mesmo preocupado em recuperar primeiro o medicamento do filho, na avaliação da polícia, reagir assim a um assalto não é recomendado e perigoso.

“A vítima foi surpreendida, que é quando está chegando ou saindo de casa, foi rendida e entrou em luta corporal porque achou que a arma era de brinquedo, o que é um erro porque até a gente tem dificuldade para diferenciar uma arma de verdade de uma de brinquedo. Não deve em hipótese alguma reagir”, afirmou o capitão da PM, Renato Gonzalez.

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Notícias sobre maconha

Bolsonaro aprova lei que permite internação involuntária de usuários de maconha

Má notícia para os usuários de maconha, principalmente os que votaram no Bolsonaro. Ele sancionou a lei aprovada pelo Congresso que autoriza a internação sem consentimento sem a necessidade de autorização judicial. A medida ainda gera divergências entre profissionais responsáveis pelo tratamento. O texto foi publicado nesta quinta-feira (5) no “Diário Oficial da União” e noticiado pelo G1.

Além de endurecer a política nacional antidrogas, a lei fortalece as comunidades terapêuticas, instituições normalmente ligadas a organizações religiosas e usuários de maconha poderão ser internados por até três meses.

A nova lei estabelece que:

A internação só poderá ser feita em unidades de saúde e hospitais gerais
e a internação dependerá do aval de um médico responsável e terá prazo máximo de 90 dias, tempo considerado necessário à desintoxicação.

A solicitação para que o dependente seja internado poderá ser feita pela família ou pelo responsável legal; não havendo nenhum dos dois, o pedido pode ser feito por um servidor da área da saúde, assistência social ou de órgãos integrantes do Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad), exceto da segurança pública.

Inicialmente foi escrito pelo deputado Osmar Terra (MDB-RS), atual ministro da Cidadania, e em 2013 encaminhado ao Senado, onde só foi aprovado em 15 de maio.

Voluntária x involuntária
A Lei de Drogas em vigor não trata da internação involuntária (sem consentimento) de dependentes químicos. Com a nova lei, que vale já a partir desta quinta-feira, passa a haver um clara distinção da internação voluntária, com consentimento do dependente, e da involuntária.

A lei sancionada por Bolsonaro também estabelece que a internação involuntária depende de avaliação sobre o tipo de droga consumida pelo dependente e será indicada “na hipótese comprovada da impossibilidade de utilização de outras alternativas terapêuticas previstas na rede de atenção à saúde”.

Pelo texto, a família ou o representante legal do paciente poderão solicitar a interrupção do tratamento “a qualquer tempo”. Além disso, a lei determina que tanto a internação involuntária quanto a voluntária devem ser indicadas somente quando “os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes”.

Comunidades terapêuticas
A lei inclui as Comunidades Terapêuticas Acolhedoras no Sisnad. De acordo com o texto, a permanência dos usuários de drogas nesses estabelecimentos de tratamento poderá ocorrer apenas de forma voluntária. Para ingressar nessas casas, o paciente terá de formalizar por escrito seu desejo de se internar.

O texto estabelece que esses locais devem servir de “etapa transitória para a reintegração social e econômica do usuário de drogas”. Ainda que o paciente manifeste o desejo de aderir às comunidades, será exigido uma avaliação médica prévia do dependente.

O acolhimento dos dependentes nessas comunidades deve ser dar em “ambiente residencial, propício à formação de vínculos, com a convivência entre os pares, atividades práticas de valor educativo e a promoção do desenvolvimento pessoa”. Fica vedado o isolamento físico do usuário nesses locais.

Bolsonaro entretanto, vetou quatro itens que haviam sido aprovados pelo Congresso sobre as comunidades terapêuticas. Poderia ficar muito pior:

  • Pessoas que não são médicas avaliassem o risco de morte de um dependente, para que o acolhimento pudesse ser feito de imediato nessas comunidades.
  • Fosse dada prioridade absoluta no SUS para as pessoas que passam por atendimento em comunidades terapêuticas.
  • A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) definisse as regras de funcionamento das comunidades terapêuticas
  • As comunidades não fossem caracterizadas como equipamentos de saúde
  • Veto sobre redução de punição

Bolsonaro vetou dispositivos que permitiam a redução da pena para quem for pego com drogas, de acordo com o volume apreendido. O trecho vetado estabelecia que a pena deveria ser reduzida se “as circunstâncias do fato e a quantidade de droga apreendida demonstrarem o menor potencial lesivo da conduta”.

Pela proposta aprovada no Senado e encaminhada ao presidente, o texto estabelecia que a pena seria reduzida de um sexto a dois terços caso seja comprovada uma das duas situações abaixo:

  • A pessoa não for reincidente e não integrar organização criminosa
    as circunstâncias do fato e a quantidade de droga apreendida demonstrarem o menor potencial lesivo da conduta
  • Trecho vetado também aumentava, de 5 para 8 anos de reclusão, a pena mínima para traficante que comanda organização criminosa.

A justificativa do veto, também publicada no Diário Oficial da União, afirma que “a propositura [aprovada no Senado] se mostra mais benéfica ao agente do crime de tráfico de drogas em comparação com a redação original da norma que se pretende alterar”.

“[O texto] acaba por permitir o tratamento mais favorável para agentes que não sejam primários, que não tenham bons antecedentes ou que sejam integrantes de organizações criminosas, o que se coloca em descompasso com as finalidades da reprimenda penal e com os princípios da lesividade e da proibição da proteção deficiente”, diz o a justificativa do veto.

Pesquisa sobre drogas censurada e site fora do ar
A lei foi sancionada após polêmicas envolvendo o governo federal e dados usados na criação de políticas antidrogas. O ministro da Cidadania, Osmar Terra, autor do projeto sancionado nesta quinta pelo presidente, vem contestando o resultado de uma pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que concluiu que não existe uma epidemia de drogas no Brasil.

O estudo acabou censurado pelo Ministério da Justiça, que alegou discordar da metodologia. A pesquisa ouviu mais de 16 mil pessoas entre 2014 e 2017.

Além disso, o governo tirou do ar o site do Observatório Brasileiro de Políticas sobre Drogas (Obid), com levantamentos nacionais sobre uso de drogas no país O Ministério da Cidadania informou que o site ficou fora do ar porque está sendo “migrado e atualizado”, após deixar a pasta da Justiça no início do governo de Jair Bolsonaro.

A página do Obid é o único banco de dados oficiais com os levantamentos nacionais sobre o uso de drogas e uma importante fonte de referência para pesquisadores e profissionais da área de saúde que trabalham com dependentes químicos.

Internados involuntariamente
O Fantástico no último domingo (2), mostrou relatos de dependentes químicos que foram internados contra a própria vontade. Fato que não é nenhuma novidade para muitos usuários da erva.

https://www.youtube.com/watch?v=aQGTWtP3aIY

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Curiosidades Tecnologia Maconha

Jroll – Conheça a maquina de bolar baseado expresso que viralizou no Whatsapp!

Nas últimas semanas uma maquina fantástica que enrola baseados acabou ganhando fama em todos os grupos de whatsapp de maconha e entre os amigos canabistas também. Mas de onde surgiu essa invenção? Como é o nome da maquina de enrolar maconha? Onde vende essa tecnologia canábica?

A maquina de enrolar baseados se chama Jroll X10 e ainda não foi lançada, no entanto o comercial oficial da empresa mostra a facilidade de ter um beck bolado logo pela manhã, enquanto se faz um café. Mas realmente pode ser uma mão na roda para quem não tem um braço, por exemplo. Veja o comercial oficial abaixo!

Os preços ainda não foram divulgados, no entanto a Legalize Já aposta que o valor da maquina deverá custar cerca de 350 dólares – preço similar a uma maquina de expresso de café. A evolução do design é demais e foi postada no instagram oficial deles.

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umdois

O UmDois entrevistou o Drauzio Varella e ele falou TUDO SOBRE MACONHA

O canal mais maconheiro da internet brasileira conseguiu fazer um super quadro com o Drauzio Varella respondendo tudo sobre maconha e questões que todo mundo que assistiu a série dele – “Drauzio Dichava” e ficou com vontade de saber.

https://www.youtube.com/watch?v=VAP-rbUMNmc

A entrevista do Mituo foi demais e com certeza esse é um marco para os maconhistas brasileiros, o médico mais famoso do Brasil reconhecendo em primeiro os avanços da maconha e segundo aceitando participar de um canal notoriamente canabista.

Vida longa ao UmDois!

 

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Curiosidades Especiais

Drauzio Dichava: Dr. Drauzio Varella lança série falando só sobre maconha

O doutor mais conhecido do Brasil, Dr. Drauzio Varella vai começar uma série só sobre maconha. A série Drauzio Dichava, que terá lançamento no dia de hoje – 22 de abril, pontualmente às 4:20 vai abordar o uso adulto da maconha (antes chamado de “uso recreativo”). Não somente do ponto de vista científico e de saúde, mas analisando também os impactos sociais da política que envolve a cannabis. Vamos dichavar este assunto.

“Há 12 mil anos, já havia maconheiros no planeta”, assim começa o vídeo o médico mais reconhecido no país ao abordar um tema que é tendência mundial: a regulamentação da maconha.

São cinco episódios, lançados simultaneamente (colocamos todos nesse post), a nova série do Portal Drauzio Varella no entanto o episódio “O Jardineiro Fiel” que deveria ser o quinto e ultimo episódio da séria Drauzio Dichava vazou acidentalmente no UOL, o episódio em questão mostrava a realidade de uma pessoa que cultiva e vende maconha, que se autodenomina um agricultor-comerciante, mas que perante a atual lei de drogas seria preso como traficante.

O episódio conta com pessoas importantes como o historiador Mauricio Fiore, do Cebrap – Centro Brasileiro de Análise Planejamento, o Dr. Emílio Figueiredo, advogado da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas.

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Cinema e Televisão Curiosidades

Netflix: Documentário sobre a história da influência da maconha na música e a guerra as drogas

A Netflix lançou no último 4/20 o documentário Grass Is Greener (A grama é mais verde), no Brasil chamado Baseado em Fatos Raciais, que mostra como a maconha se tornou combustível para o jazz e o hip-hop, e também o estopim de uma guerra contra as drogas baseada na injustiça racial. Este documentário analisa a complexa relação dos EUA com a maconha. Vale muito a pena ver!

Dirigido e narrado pela lenda do hip hop, Fab 5 Freddy (Fred Brathwaite) que foi apresentador da MTV e conta a relação da música com a maconha. Como surgiu os primeiros músicos que defenderam a maconha no jazz, até hip hop e a maconha.

O documentário tem depoimentos de nomes importantes que levantaram a bandeira da legalização há mais de 30 anos, Snoop Dogg, Cypress Hill, Run DMC e Damian Marley.

 

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Cinema e Televisão Mundo Canábico

Fantástico: Maconha e CBD viram febre nos Estados Unidos e gera polêmica

Após decisão do Congresso americano no fim de 2018, várias lojas que vendem a substância surgiram. Dá para encontrar CBD em comidas e bebidas. Mas nem sempre realmente existe a substância indicada, é o que diz a matéria do Fantástico deste domingo 15/04/2019.

A onda verde está dominando os Estados Unidos. Por todo país, é possível encontrar estufas com milhares de pés de cannabis e até mesmo empreendedores brasileiros que estão extraindo o CBD e criando produtos industriais. No entanto a matéria que tenta a todo momento separar Maconha do CBD na reportagem aborda algo surpreendente, explica que com o avanço do mercado, agora também há produtos que estão sendo lançados por empresas mal intencionadas e sendo vendidas como se o CBD fosse parte dos ingredientes, ou seja seria um comestível medicinal de canabidiol. É o caso de um “cookie” e um “carro de comestíveis de maconha” que está na rua e até mesmo de outros tantos produtos que você irá ver.

Além do enfoque para as três letrinhas (CBD) estarem estampadas em diferentes produtos – doces, bebidas, cremes, óleos. Os repórteres Tiago Eltz e Lucas Louis também mostraram a polêmica por trás do uso da substância, que também tem sido vendida como a cura pra muitas doenças e transtornos, mas o fato é que ainda existem poucas pesquisas e os governos não ajudam tanto com o tema.
Veja a matéria abaixo e assine o nosso canal para ficar informado!

A matéria é um tanto tendenciosa (como toda matéria produzida por esse tipo de programa) mas mostra uma realidade que é de fato conhecida por quem acompanha o avanço do green rush. Enquanto o THC não é legalizado a palavra cannabis ou maconha continuará sendo estigmatizada, portanto quem está nesse mercado acaba criando outros produtos com outras substâncias para ganhar mercado, mesmo que sem a substância.