Pouco depois de o governo federal anunciar medidas para permitir o acesso a serviços bancários aos negócios de venda de maconha, a Associação de Banqueiros do Colorado (CBA) afirmou que essas regras não oferecem suficiente proteção para os bancos e que por isso não deveriam trabalhar com estes comerciantes.

A decisão da CBA, embora esperada, causou a imediata resposta pelos dirigentes da Marijuana Industry Group (MIG), entidade que agrupa dezenas de negócios de cultivo e venda de maconha no Colorado, cujo consumo para uso recreativo é legal desde janeiro.

“A falta de opções bancárias para a indústria da maconha é um problema de responsabilidade, segurança pública e segurança pessoal”, afirmou hoje a Agência Efe, Michael Elliott, diretor-executivo de MIG.

Elliott disse que, até o anúncio da associação bancária, ainda “tinha esperança que os bancos trabalhariam com a indústria da maconha legal no Colorado”, e acrescentou que a decisão da CBA é “uma nova lembrança do quanto é importante resolver este tema de maneira definitiva”, o que poderia acontecer com uma lei do Congresso.

Segundo a CBA, as novas regras divulgadas nesta sexta-feira pelos Departamentos de Justiça e do Tesouro dos Estados Unidos “só reforçam e reiteram que os bancos podem enfrentar acusações por fornecer contas a negócios relacionados com a maconha”.

Don Childears, presidente e gerente geral da CBA, ressaltou que as novas normas federais dizem aos bancos “que sirvam esses clientes a seu próprio risco, enfatizando todos os riscos que correm”.

E afirmou que as novas regras, longe de indicar que os bancos não serão acusados por servir aos negócios de maconha, “reiteram todas as razões pelas quais se podem apresentar acusações”, e inclusive “impõem uma grande carga aos bancos”, já que os obriga a conhecer e controlar as atividades de seus clientes relacionados à maconha.

“Nenhum banco pode cumprir(essas regras)”, declarou Childears, que também vê a necessidade de uma nova lei do Congresso para resolver o problema.

O Congressista democrata Ed Perlmutter apresentou recentemente um projeto de lei, a iniciativa HR 2652 e da “Ata de Acesso aos Bancos para Negócios de Maconha”, que proíbe que o governo federal puna as instituições financeiras que ofereçam serviços aos negócios de maconha legal.

Childears ressaltou também a urgência de uma solução imediata para que se ofereça um acesso efetivo aos serviços bancários a estes negócios. “Permitiria resolver em alto grau o tema das regras e os impostos estaduais, servir aos clientes e aos negócios nas transações legais e ajudar a segurança pública”, explicou.

Via EFE / Yahoo!