A NFL precisa repensar sobre a maconha. Artigo assinado por veteranos defende a regulação da erva no mínimo com fins terapêuticos. As informações são do Terra.

Com o futebol americano em destaque nesta semana, conforme se aproxima o Super Bowl XLIX, um grupo de atletas campeões da NFL escreveu um texto opinativo pedindo que a liga revise suas políticas do uso de maconha entre atletas. Publicado no Huffington Post, o artigo assinado por Scott Fujita, Brendon Ayanbandejo e Marvin Washington defende que a droga tenha seu uso regularizado no mínimo com fins medicinais.

Em um país onde a maconha está liberada na metade dos estados para o tratamento de doenças, a liga esportiva de maior importância segue tratando ela como doping. Jogadores flagrados com a droga nos exames antidoping são punidos por abuso de substâncias, embora utilizem-na geralmente como analgésico para as dores decorrentes dos fortes impactos durante jogos.

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Fujita
Scott Fujita assinou artigo com outros ex-atletas defendendo usos medicinais da erva

Fujita, Auyanbadejo e Washington, todos campeões do Super Bowl enquanto jogadores de futebol americano, pediram que a liga analise a regularização da maconha do ponto de vista científico, que cada vez mais aponta para os benefícios dela em ramos medicinais.

“Não há mais lugar, seja na NFL ou no país como um todo, para as injustiças e hipocrisias das políticas proibitivas do uso da maconha. Está na hora da NFL liderar e criar uma política racional e baseada na ciência para o uso da maconha”, argumentou o trio.

Os três também pedem que a NFL aloque dinheiro para que pesquisas a respeito da eficácia do uso da maconha para tratar de lesões cerebrais, consideradas o maior problema de saúde entre ex-jogadores, alguns dos quais processam a liga pelos transtornos causados pelas sequelas de anos dando ou recebendo tackles nos campos.

Coincidentemente, o Arizona, Estado onde será realizado o Super Bowl no próximo dia 1º de fevereiro, é um dos que permitem o uso da droga.