Santiago do Chile – A candidata de direita à presidência do Chile, Evelyn Matthei, qualificou como “interessante” o debate sobre a regularização da produção e venda da maconha, como tem feito o governo uruguaio.

“O experimento uruguaio é interessante, deve-se discuti-lo”, afirmou a candidata, “embora seja necessário abordar o tema de maneira séria e informada”.

No Chile, a Lei de Drogas estabelece penas para o tráfico de substâncias entorpecentes ou psicotrópicas ilícitas, entre elas a maconha, considerada no Chile como uma droga capaz de produzir “dependência física ou psíquica”, e “graves efeitos tóxicos ou danos consideráveis à saúde”.

Matthei questionou que a maconha seja considerada droga pesada e que esteja na chamada “lista um”. “Não sei como chegou a lista um”, disse.

“Nós temos que definir efetivamente o que é porte e consumo próprio, porque há situações em que pessoas passam muito tempo na prisão por portar pequenas quantidades de maconha”, acrescentou.

Para ela é importante saber qual é o dano verdadeiro produzido pela maconha, cujo princípio ativo é o tetrahidrocannabinol, conhecido pela sigla THC.

Mas a candidata da ultraconservadora União Democrata Independente (UDI) esclareceu que “um olhar somente focado na penalização, em geral, não produziu bons resultados em nenhum lugar do mundo”.

Evelyn Matthei

Via Uol Notícias / EFE