Barry e Joy Lambert são avós da pequena Katelyn Lambert, que sofre até 1.400 convulsões por dia. A generosa quantia sedida pelos Lamberts é a maior quantia já recebida pela Universidade de Sydney. As informações são do O Globo.

Um casal fez uma doação de US$ 33,7 milhões a uma universidade australiana para a investigação médica em cannabis, de acordo com o site “Mashable”. A generosa quantia sedida por Barry e Joy Lambert é a maior quantia já recebida pela Universidade de Sydney. Com ela, o casal espera colocar a Austrália na vanguarda da pesquisa de cannabis medicinal.

“Nossa visão é tornar a Austrália líder mundial em pesquisa para entender o poderoso potencial medicinal da planta cannabis”, Barry disse em um comunicado.

Os principais ingredientes da maconha, conhecidos como canabinoides – tetrahidrocanabinol (THC) e canabidiol (CBD) – já ajudaram aqueles que sofrem de epilepsia e reduziu o número de convulsões.

Os Lamberts são avós da pequena Katelyn Lambert, que sofre até 1.400 convulsões por dia devido a uma forma rara de epilepsia, síndrome de Dravet. Seu pai, Michael, tem sido um defensor da legalização da maconha medicinal na Austrália. A condição da menina afetou também a vida dos avós, que decidiram que não mais podiam sentar e esperar a mudança.

Kid Lambert
Katelyn Lambert, que sofre até 1.400 convulsões por dia devido a síndrome de Dravet.

“A experiência da nossa neta, que sofre de epilepsia debilitante, abriu nossos olhos para a possibilidade extraordinária de os canabinóides tratarem não só sua condição, mas uma série de doenças crônicas que muitas vezes não respondem aos tratamentos convencionais”, disse Barry. “Acreditamos que este investimento no futuro da ciência e da medicina australiana irá fornecer evidência muito necessária para fazer avançar rapidamente o uso de canabinóides medicinais no tratamento de epilepsia infantil e outras doenças graves”

A doação permitirá que a universidade crie um programa plurianual, que visa aumentar sua pesquisa clínica e científica relacionadas com canabinoide, e eventualmente, produzir maconha medicinal.

Joy LambertA prioridade da iniciativa será compreender como as 10 variações de canabinóides podem ser usadas para tratar a epilepsia, particularmente o CBD. Também vai explorar as doenças que podem ser tratadas com cannabis e começar a se mover na direção de ensaios clínicos.Barry Lambert

Michael Spence, vice-chanceler da Universidade de Sydney, disse que o programa coloca Austrália à frente de países como os Países Baixos e os Estados Unidos na ciência do canabinóide.

“Ele permite pesquisa em uma ampla gama de aplicações como vício, câncer, obesidade, epilepsia infantil e dor crônica para a demência e transtornos de saúde mental”, Spence disse em um comunicado. “Sua generosidade reconhece o compromisso da Universidade com a investigação interdisciplinar que pode alcançar resultados de mudança de vida.”

Atualmente, o uso médico da cannabis é legal no Canadá, Áustria, Holanda, Israel, Espanha, Itália, e mais de 20 estados nos Estados Unidos. Não é legal em nenhum dos estados da Austrália.