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Medicamento derivado da cannabis é autorizado pela primeira vez no país. Segundo o Diretor do Instituto de Saúde Pública (ISP) do Chile, Ricardo Fabregas, a iniciativa abre caminho para a regulamentação do uso da maconha para fins medicinais. As informações são do LAInfo.es

O Instituto de Saúde Pública (ISP) do Chile autorizou pela primeira vez a importação de um medicamento derivado da cannabis para aliviar as dores de uma paciente que sofre de câncer e lúpus.

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Cecilia Heyder vai se beneficiar do tratamento após solicitar a autorização para importação do Sativex no início de 2013.

A paciente que sofre de câncer de mama e lúpus, Cecilia Heyder, vai se beneficiar do tratamento após solicitar a autorização para importação do Sativex no início de 2013. A autorização foi emitida para uma única pessoa e permite a importação para um tratamento de três meses.

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O Sativex é um spray bucal do laboratório britânico GW Pharmaceuticals, composto de CBD (canabidiol), uma molécula psicoativa derivada da cannabis sativa (nome científico da maconha), e de THC (tetrahidrocanabinol), substância fabricada pela planta e principal responsável pelos efeitos euforizantes da erva. Seu uso é recomendado para pacientes com esclerose múltipla, mas estudos internacionais já estão sendo realizados para comprovar a eficácia do medicamento contra dores e náuseas associadas ao câncer e a quimioterapias.

De acordo com o Diretor do ISP, Ricardo Fabregas, a iniciativa abre caminho para a regulamentação do uso da maconha para fins medicinais no país.

“Estamos cientes de que o uso terapêutico de certas drogas podem ser benéfico para a população. Desde que evidências científicas comprovem a necessidade do acesso ao medicamento”, disse Fabregas.

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Permissão para cultivar

Recentemente, Rodolfo Carter, prefeito de uma localidade chilena, pediu permissão para cultivar maconha, com fins medicinais, em terrenos municipais. A iniciativa é inédita e beneficiará mais de 200 pacientes.

No Chile, a maconha é classificada como uma “droga pesada” e as sanções para o seu tráfico e cultivo são tão elevados como para qualquer outra substância. O governo chileno criou um grupo de trabalho para estudar a redução da sua qualificação e discutir o seu uso terapêutico, o que reduziria as penas atuais sobre tráfico e cultivo no país.

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