A legalização, liberação e descriminalização da Cannabis Sativa, popularmente conhecida no Brasil como maconha, foi responsável pela reunião de jovens, adultos, estudiosos que através de um coletivo discutiram a problemática da guerra ao tráfico na orla da Jatiúca, em Maceió. A ação da tarde deste sábado, 31, foi organizada pelo Coletivo Marcha da Maconha Maceió, que faz parte de uma política nacional de discussão contra a política antidrogas.

Na ocasião, os participantes debateram o tema no que foi intitulado ‘Sessão 4i20’, uma referência internacional de enfrentamento a guerra do tráfico, através do documentário ‘Cortina de fumaça’ do diretor Rodrigo Mac Niven.

De acordo com a organização do evento, a iniciativa faz parte da preparação para a Marcha da Maconha Maceió, com previsão para o mês de novembro deste ano.

Para o coletivo, há uma relação direta entre essa diminuição de poder do tráfico, com a redução da violência instaurada como cotidiana em favelas e grotas de todo país. “Legalizando a cannabis, que hoje da lista de drogas ilícitas já tem provado ser menos nociva que álcool e tabaco, tiramos o poder de controle e distribuição do tráfico”, analisa Felipe Xavier, do coletivo.

Por que legalizar?

Segundo os militantes, o atual modelo de legislação referente à liamba (maconha) tem origem numa política equivocada de proibicionismo, nos moldes da política norte-americana de Guerra às drogas (War on drugs).

“O proibicionismo é uma política de cerceamento dos direitos de usuários de entorpecentes do mundo todo, capitaneada pelo principal gestor do Capital, o Estado estadunidense, por motivação estritamente econômica”, afirma Xavier, em alusão às perdas econômicas que atingiriam a indústria têxtil ou do petróleo, caso a multi-diversificada indústria do cânhamo irrompesse de forma legalizada.

A Marcha da Maconha é um evento que se propõe à expansão do debate em torno das políticas sobre drogas no Brasil e, com base na decisão do STF quando do julgamento da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 187 em 2011, vem crescendo em número de cidades organizadas e mobilizadas para as discussões.

Via Maceió em Foco