Jacqueline Patterson nasceu com paralisia cerebral. Há certas partes do lado direito do seu corpo que ela não consegue movimentar e sua fala é cheia de pausas antes da pronúncia de qualquer sentença ou até mesmo palavra. Entretanto, ela corre o risco de ser presa ou perder a custódia de seus filhos por comprar e consumir maconha com fins medicinais.

Quando Jacqueline fuma a erva, ela consegue conversar como uma pessoa sem paralisia cerebral. Ela diz que isso a torna “metade da mãe” que seus filhos merecem. O caso dela foi dos exemplos usados no documentário “In Pot We Trust” (“Na Maconha Nós Confiamos”, em tradução livre), disponível gratuitamente no YouTube e produzido pela Showtime em parceria com uma instituição independente.

“Ser uma boa mãe para os meus filhos é a coisa mais importante do mundo para mim. Vale apenas correr o risco,” diz.

Após fumar, Jacqueline fala normalmente o seguinte: “após a terceira tragada é quando eu relaxo. Me sinto muito mais calma, menos apressada e eu consigo controlar músculos que não conseguia antes. Eu não faço tantas caras engraçadas”.

Jacqueline vivia em Kansas, MIssouri, nos Estados Unidos, onde é proibido consumir e comercializar a maconha, mesmo que seja para fins medicinais. Depois de ter sido denunciada para a polícia pela posse de drogas ilegais, ela se mudou para a Califórnia e venceu a ação judicial movida contra ela por alegar o uso exclusivamente medicinal da erva.

A maconha pode ser usada para tratar glaucoma, leucemia, esclerose múltipla, síndrome do estresse pós-traumático e exotoses múltiplas, conforme argumenta o documentário “In Pot We Trust” (“Na Maconha Nós Confiamos”, em tradução livre), disponível gratuitamente no YouTube.

Confira os vídeos abaixo que mostram a mudança de comportamento de Jacqueline após fumar maconha e a argumentação que a levou a ganhar a ação judicial.

Via Exame Info