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Dr. André Barros, Advogado da Marcha da Maconha, destaca o avanço e a importância da luta pela legalização da erva, ressaltando as diversas ações que colocaram o tema em pauta, indo desde as tradicionais mídias até as salas de cinemas, incentivando a discussão acerca do uso da cannabis medicinal diante de toda sociedade e por fim, alerta para que não deixemos a nossa causa ser cooptada pelo mercado e nem que seja contaminada com toda burocracia do Estado.

“Não existe lógica em legalizar a importação de um remédio caríssimo, que vai beneficiar uma minoria, e proibir o cultivo caseiro para fazer o mesmo remédio aqui no Brasil, que vai beneficiar milhões de pessoas. Aqui, no Brasil, temos plantadores que sabem fazer o óleo a custo muito baixo. Um país com tanta terra fértil, sol e água, não pode importar algo que podemos fazer aqui em maior quantidade e muito mais barato para ajudar milhões de pessoas.”

Esse ano foi muito importante para a luta pela legalização da maconha. Nosso movimento fez várias ações que colocaram o uso da maconha medicinal em debate. A ala das mães e crianças que precisam da planta na Marcha da Maconha. Grande repercussão do assunto na televisão. Revistas colocando a questão como matéria principal. A entrada nas salas de cinema do filme “Ilegal”. O movimento “Repense” fortaleceu ainda mais o debate. E terminamos o ano com a nossa Ceia dos Excluídos.

A Sugestão 8 sobre a legalização da maconha para diversos fins levou o assunto ao Senado, com diversas audiências públicas marcadas pelo Senador Cristovam Buarque. A importância de colocar a matéria no Congresso Nacional e a dimensão que o debate foi tomando no decorrer das sessões foi trazendo mais adeptos, principalmente para o uso medicinal.

Porém, a partir daí, a bancada proibicionista começou a demonstrar preocupação diante da comoção pública. Totalmente acuada diante da inevitabilidade de alguma medida a ser tomada, aqueles que são contra a legalização da maconha, que procuram manter essa guerra aos pobres, que reprimiam as Marchas da Maconha por todo o país, que querem colocar os maconheiros na cadeia, passaram a querer cooptar e dividir nosso movimento aceitando a importação do canabidiol.

Creio que todos apoiam a importação do canabidiol, mas lutamos por muito mais. Não existe lógica em legalizar a importação de um remédio caríssimo, que vai beneficiar uma minoria, e proibir o cultivo caseiro para fazer o mesmo remédio aqui no Brasil, que vai beneficiar milhões de pessoas. Aqui, no Brasil, temos plantadores que sabem fazer o óleo a custo muito baixo. Um país com tanta terra fértil, sol e água, não pode importar algo que podemos fazer aqui em maior quantidade e muito mais barato para ajudar milhões de pessoas.

Não vamos deixar nossa causa ser cooptada pelo mercado, nem que o Estado controle e contamine nossa erva com sua burocracia. Em 2015, vamos fazer grandes Marchas da Maconha em defesa da maconha para todos os fins, pelo cultivo caseiro para fins medicinais, vamos para a rua em defesa da planta, que não é do mercado nem do Estado, é nossa, é comum.

Foto de Capa: RRocha / SmokeBud

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