Em sua 12ª edição, manifestação ocorrerá na orla de Ipanema, com concentração a partir de 14h20. As informações são do O Globo.

A 12ª edição da Marcha da Maconha do Rio de Janeiro está marcada para este sábado, a partir de 14h20, e terá como uma das principais bandeiras a defesa do cultivo caseiro de canabis como forma de driblar o tráfico de drogas.

Nos últimos meses, o plantio para consumo próprio ganhou o noticiário com a prisão de cultivadores como o músico André da Cruz Teixeira Leite, mais conhecido como Cert, da banda de rap Cone Crew Diretoria, que foi detido na cidade de Miguel Pereira, no Estado do Rio, e um professor da UFRJ, que mantinha uma pequena plantação em sua casa no Humaitá, na região da Zona Sul carioca.

— A pauta geral é da legalização, com a descriminalização e regulamentação da produção e do uso — diz o vereador Renato Cinco (PSOL), um dos organizadores da marcha. — Defendemos o plantio caseiro porque, para nós, legalização também deve regulamentar o cultivo para consumo próprio.

O uso da maconha medicinal será outro tema do protesto. Em janeiro deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) retirou da lista de substâncias proibidas o canabidiol (CBD), produto derivado da maconha bastante usado no tratamento de pacientes com epilepsia. No mês passado, o órgão aprovou resolução que facilita a renovação do cadastro para a solicitação de importação do medicamento.

Contudo, segundo Renato Cinco, tal regulamentação não flexibiliza a situação de pessoas que fazem o cultivo caseiro por motivos médicos. Além disso, exclui quem não tem condições de arcar com os altos custos do tratamento. E também não trata de outros canabinoides, como o THC, usado por pacientes com câncer para aliviar os sintomas da quimioterapia.

A concentração da Marcha da Maconha está marcada para às 14h20m, na praia de Ipanema, na altura do Jardim de Alah. A passeata está prevista para ter início às 16h20m, horário símbolo da cultura canábica.

A Marcha da Maconha acontece no Rio de Janeiro desde 2002 e, no início, chegou a sofrer censura pela Justiça, que classificava o ato como apologia às drogas. Desde 2011, decisão do Supremo Tribunal Federal garante a legalidade do protesto, que se enquadra na liberdade de expressão e manifestação.

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Foto de Capa: Mídia Ninja – MM RJ 2014