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Descartes, um dos maiores pensadores da história da filosofia, nasceu na França, mas gostava mesmo era da Holanda. O jornalista Frédéric Pagés fez essa constatação em seu pequeno livro: “Descartes e a Maconha – Por que partir para a Holanda?” O filósofo nasceu em La Haye em 1596 e foi para a Holanda em 1618, onde viveu 21 anos de sua vida adulta, até vir a falecer em 1650, em Estocolmo na Suécia.

O motivo para viver tantos anos nos Países Baixos é o mesmo de muitos europeus até hoje: fumar em paz, por bom preço, ervas de maconha selecionadas. As constantes viagens de Descartes são citadas por um dono de “coffee shop” de Amsterdam como prova de que também “traficava”. Tal diálogo é citado pelo jornalista francês.

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Em “Discurso do Método”, sua obra imortal, Descartes cita um fato curioso e bandeiroso: em Ulm, Alemanha, de 10 para 11 de novembro de 1619, permaneceu trancado sozinho num quarto aquecido, entretido com seus próprios pensamentos. Nesta noite, teve visões, sonhos e alucinações, que interpretou como iluminações que recebera como a missão de sua vida: unificar todos os conhecimentos humanos para a construção de um pensamento de certezas racionais. Descartes faz essa narrativa numa obra de sua juventude intitulada Olympica.

Desses fatos, podemos concluir que o gênio construiu o método racional viajando na maconha. Foi a erva sagrada que fez o filósofo sentir Deus dentro de si e, sob o equilíbrio fisiológico trazido pelo sistema endocanabinóide, criar o método cartesiano.

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Trata-se de importantíssima base teórica para o reconhecimento da legalidade do uso da maconha para fins religiosos e científicos.

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