Por Renato Cinco

O ativismo canábico tem um compromisso nas ruas na próxima quarta-feira (27). No Rio de Janeiro, o Dia Nacional pela Legalização da Maconha e Combate ao Câncer começa às 14h20, no Largo de São Francisco, com um debate que vai contar com o músico Marcelo Yuka (que faz uso medicinal da maconha) e o neurobiólogo João Menezes. Às 16h20, será realizada uma passeata pelas ruas do Centro até a Cinelândia.

Em geral, o tratamento para pacientes com câncer é muito agressivo ao organismo humano, causando muitos efeitos colaterais. A quimioterapia causa fortes dores, enjoos, náuseas e perda de apetite. Nenhum remédio receitado legalmente no país vem obtendo um efeito satisfatório no alívio destes sintomas.

Por outro lado, estudos científicos internacionais apontam para a eficiência do uso medicinal da maconha em muitos casos de câncer, minimizando as dores e as indisposições geradas pelo tratamento e estimulando a alimentação do paciente.

A maconha já é regulamentada para fins terapêuticos em vários países, incluindo Uruguai, Israel, Canadá, República Checa e Estados Unidos. Além do câncer, médicos receitam a planta para o tratamento de diversas doenças, como glaucoma, esclerose múltipla e AIDS.

Desde 2006, a lei brasileira prevê que o cultivo e consumo da maconha podem ser autorizados pelo governo federal, desde que exclusivamente para fins medicinais ou científicos. No entanto, a burocracia e a falta de vontade política até hoje impedem que este tipo de autorização especial seja concedido.

O Ministério da Saúde instituiu o 27 de novembro como Dia Nacional de Combate ao Câncer. Para apontar a hipocrisia da proibição e a necessidade de uma política sobre drogas atenta às demandas da saúde pública, a Rede Nacional pela Legalização da Maconha realizará, na mesma data, o Dia Nacional pela Legalização da Maconha e Combate ao Câncer, com atividades em várias cidades do país.

Via Renato Cinco, Vereador Psol-RJ