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Em visita ao Brasil, vice-presidente do Uruguai, Danilo Astori, diz que a lei da Maconha será regulamentada dentro de uma semana e vigorará no país no prazo de mais três semanas. O vice uruguaio disse também que o Brasil deve investir em super-porto de Rocha através do BNDES. As informações são do Estadão.

O vice-presidente do Uruguai, Danilo Astori, disse nesta terça-feira, 29, em São Paulo, após seminário de colaboração comercial com o Brasil na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que a Lei da Maconha será regulamentada dentro de uma semana e, só então, entrará em vigor no país, no prazo de mais três semanas. “Só depois disso será possível avaliar o impacto social e econômico dela”, disse ele em entrevista a um grupo de jornalistas do qual o Estado fez parte.

Por enquanto, segundo Astori, o que se viu foi o estímulo ao debate sobre a questão da liberalização do cultivo, comércio e consumo da droga no mundo inteiro. “Há muita gente debatendo o assunto”, continuou o vice-presidente. “Temos muita esperança de que seja um impacto positivo. Mas, como é uma experiência inédita, sobre a qual nada conhecemos, temos que esperar.”

Astori disse também que o objetivo da lei, ao regulamentar as etapas do processo produtivo da droga, é tentar conter a ação do tráfico. “Não se trata de legalização da droga, mas de regularizar o consumo. Até agora, os métodos repressivos não tiveram resultado. Isso (a lei) pode diminuir a margem do narcotráfico.”

O vice uruguaio revelou também que há muito interesse externo nas políticas de direitos civis do país. “Estamos na vanguarda”, falou. “Há contatos em todos os níveis, mas não de governo a governo ou com o Parlamento. O que há são consultas informais de pessoas de governos ou de parlamentares. Mas existe, sim, um crescente interesse.”

Economia. Astori falou também sobre a possibilidade de o Brasil participar da construção de um super-porto em Rocha, no Uruguai, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), em moldes parecidos com o investimento no porto de Cuba. “Existe, sim uma possibilidade”, disse ele. “Não dá para dizer que é segura, mas existe. Primeiro, pela estatura do BNDES, e depois porque o banco tem um escritório no Uruguai.”

Realizado com o apoio da Embaixada e do Consulado uruguaios e da Fiesp, o seminário de ontem tinha como objetivo mostrar para empresas brasileiras que o país pode ser um destino atrativo para a localização de centros e serviços de distribuição.

De acordo com dados expostos por Astori em sua apresentação, os serviços representam uma proporção elevada de atividade e emprego dentro da economia uruguaia, sendo responsável por 60% do PIB. Nos últimos cinco anos, os serviços realizados do país para o mundo cresceram 80%, ou 7% do PIB, em valores estimados.

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