A pequena cidade, que outrora fora a capital do chocolate, hoje é sede da maior produtora de maconha de capital aberto do mundo. A Canopy Growth emprega mais de 360 colaboradores e dá a Smiths Falls o seu novo título. As informações são da Bloomberg, via UOL

Bastou um pouco de maconha para levantar o astral de uma pequena cidade canadense. A sorte de Smiths Falls, Ontário – 8.885 habitantes – está melhorando desde que a produtora de maconha medicinal Tweed se estabeleceu, há quatro anos, em uma fábrica de chocolate abandonada pela Hershey. A empresa, cujo nome mudou para Canopy Growth, se tornou a maior produtora de cannabis de capital aberto do mundo e é o maior empregador do setor privado da cidade.

“Somos reconhecidos como a capital canadense da maconha – e estamos orgulhosos disso”, disse o prefeito Shawn Pankow, em uma entrevista na prefeitura, um edifício de tijolo de dois andares erguido em 1859 na rua principal. “A economia local sem dúvida está muito melhor do que antes de a Tweed chegar à cidade.”

Smiths Falls está em recuperação, e mais jovens estão se mudando para esta cidade que fica a 75 quilômetros a sudoeste da capital, Ottawa. Há um interesse renovado em pontos comerciais, novas empresas estão chegando e de vez em quando algumas residências viram alvo de guerras de lances.

“Observamos impactos positivos em toda a economia”, disse Pankow, de 52 anos, que também administra uma empresa de consultoria financeira. “As pessoas estão reconhecendo que Smiths Falls é uma comunidade que está no auge.”

A Canopy se tornou uma das queridinhas da bolsa de valores de referência do Canadá. A empresa teve o melhor desempenho do S&P/TSX Composite Index em 2017, com retornos de mais de 250% até o meio-dia de sexta-feira, em Toronto, e subiu 40% só na última semana, com a disparada das ações de empresas relativas à maconha antes da legalização no Canadá e na Califórnia.

Boas-vindas
A Tweed assumiu uma antiga fábrica da Hershey com planos ambiciosos de cultivar maconha medicinal. Hoje, a empresa tem 360 funcionários – uma força de trabalho bem treinada que administra a gestão, a pesquisa, as operações de cultivo, a embalagem e o transporte a partir das instalações, que ainda conservam sinalização e outros resquícios de seu passado no ramo do chocolate. Equipes de construção estão empenhadas na próxima expansão. O estacionamento está lotado.

“Smiths Falls nos recebeu e nós apreciamos isso”, disse o CEO Bruce Linton, que afirma que trabalha o máximo possível com mão de obra, fornecedores e empresas locais enquanto a companhia se prepara para a legalização da maconha no Canadá, prevista para o terceiro trimestre. “Como consequência, a cidade se torna mais desejável e, à medida que isso acontece, minha capacidade de recrutar pessoas mais experientes e de outros lugares do mundo aumenta.”

É notável o contraste com uma década atrás, quando Smiths Falls enfrentou um êxodo da indústria com o fechamento de uma instalação da Stanley Tools Manufacturing e da fábrica da Hershey. Meses depois, o Centro Regional Rideau para pessoas com deficiência no desenvolvimento encerrou suas atividades. Os fechamentos afetaram mais de 1.500 pessoas – um quinto da população.

A Hershey havia chegado em 1963 e, após 25 anos, tinha 750 trabalhadores e uma fábrica movimentada que atraía milhares de visitantes. Em determinado momento, a torre de água da cidade ostentava a imagem de uma barra Hershey e o slogan “Capital do Chocolate de Ontario”.

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