Um novo estudo sobre como a maconha afeta o autismo, sem dúvida, alimenta as chamas do debate sobre a cannabis medicinal, especialmente dadas as suas implicações sobre o uso inexplorado de maconha em crianças para tratamentos médicos.

O estudo sobre como a maconha afeta o autismo, não é o primeiro a sugerir que canabinóides possam ser úteis não só para idosos com doenças como o câncer, glaucoma e até AIDS, além dos jovens que nós passamos décadas tentando “proteger” do suposto efeitos “maléficos” da erva.

Aumenta o relato de pais de crianças com Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) que a maconha afeta o autismo de uma forma possivelmente terapêutica, sugerindo que o sedativo leve pode complementar ou mesmo negar a necessidade de estimulantes e drogas pesadas, comumente usados para tratar a condição, tal como Ritalina, Adderall, ou qualquer medicamento similar de alta potência.

O estudo, publicado na revista Neuron, examina como a maconha afeta o autismo em crianças e as possíveis aplicações terapêuticas da droga nesse contexto.

Os pesquisadores examinaram o efeito de maconha em ratos em maneiras semelhantes.

“Danielle Piomelli de UC Irvine e Olivier Manzoni do INSERM, da agência nacional de investigação francesa, trataram camundongos portadores dos sintomas da Síndrome do X-Frágil (Fragile-X Syndrome), uma doença que causa sintomas autistas, com novos compostos que corrigem a sinalização de transmissores endocanabinoides no cérebro.

Os ratos mostraram melhorias comportamentais dramáticas em testes de labirinto que medem ansiedade e aceitação em espaço aberto “.

O neurocientista Bradley Alger da Universidade de Maryland, não participou na mais recente pesquisa sobre os efeitos da maconha no autismo, mas diz que o estudo abre mais portas indo a fundo nos mistérios do autismo:

“É uma descoberta muito estimulante que poderia ser essencial na compreensão dos endocanabinóides e como esta sinalização lipídica misteriosa realmente funciona.”

Pesquisadores dizem que muito mais estudos, sobre como a maconha afeta o autismo são necessários, antes de considerar uma aplicação prática, a terapia para a doença, particularmente em crianças.

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As informações são via The Inquisitr

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A cor azul marca o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, 02 de abril, porque o transtorno é mais comum em meninos, por isso a coloração azulada nos monumentos das principais cidades brasileiras e na foto de capa da matéria.