Uso da planta como medicamento, por ora, só é autorizado em casos especiais, como o tratamento de crises graves de epilepsia. As informações são do O Globo

Randy Gross espera reunir-se novamente com sua família graças a uma nova lei no Estado americano de Illinois, que incluiu crianças no programa estatal de maconha medicinal, quase um ano depois que sua esposa foi ao Colorado para que seu filho recebesse o tratamento que alivia crises graves de epilepsia.

Segundo a “Associated Press”, Randy vive e trabalha em Illinois. Sua esposa, Nicole, mudou-se com seus dois filhos para que seu menino de 8 anos de idade pudesse legalmente tomar um quarto de colher de chá de óleo de maconha a cada dia.

“Podemos dizer que ele está se sentindo melhor”, disse Nicole Gross sobre seu filho, Chase, que também tem autismo e usa a linguagem de sinais.

“Ele combina quatro ou cinco sinais, dizendo: ‘irmão ir jogar lá embaixo’. Ele se envolve mais, faz melhor contato visual. Se ele percebe algo estranho em seu programa de TV, ele vai bater palmas e nos dar tapinhas nas costas”.

O Departamento de Saúde Pública de Illinois anunciou em dezembro que, em situações especiais, pacientes jovens serão capazes de usar maconha medicinal para qualquer uma das cerca de 40 condições de saúde já autorizadas para adultos, embora algumas — como agitação decorrente da doença de Alzheimer — não sejam condições da infância.

As crianças precisarão obter prescrição assinada por dois médicos, enquanto que os pacientes adultos precisam de apenas um médico para assinar a certificação.

O garoto Chase Gross costumava sofrer crises em que tinha convulsões e sua cabeça tombava. Isso acontecia a cada dois minutos, disse a mãe Nicole. Agora, as crises têm intervalos de 20 a 30 minutos, disse ela.

O óleo verde escuro é composto de canabidiol (CBD) e THC, a substância entorpecente da maconha.