A marcha do Rio já tem data marcada para 9 de maio, e para iniciar as atividades do movimento foi marcado para a segunda-feira dia 9 um ato em solidariedade aos cultivadores, usuários recreativos e medicinais que estão sendo perseguidos e classificados como traficantes. As informações são do O Globo.

RIO – Defensores do plantio doméstico de maconha se reunirão, na próxima segunda-feira, para pedir a liberdade de cultivadores presos e de vítimas da chamada guerra às drogas. Organizado por grupos que participam também da Marcha da Maconha, o evento será realizado às 16h20, próximo à Central do Brasil.

Acesse o evento no face e confirme presença: https:https://www.facebook.com/events/1426939807599321/

“Desde o inicio do ano, vários cidadãos que optaram por plantar sua maconha para fins medicinais ou culturais vem sido perseguidos e encarcerados por todo país. Só no mês passado, foram vitimas dessa lei ultrapassada o portador de epilepsia e militante da Marcha Cabelo e o rapper Cert da Cone Crew Diretoria”, diz a descrição do evento, em referência a dois do presos recentemente.

O principal argumento dos defensores do plantio é que, ao cultivar a própria erva, os usuários deixam de financiar o tráfico de drogas. Desde o início do ano, a discussão ganhou força, assim como o cerco à prática. Em 22 de fevereiro, foi preso André da Cruz Teixeira Leite, o Cert, um dos fundadores da banda de rap Cone Crew Diretoria, em Miguel Pereira, no Centro Sul Fluminense. Cultivadores afirmaram que o músico seria usuário, enquanto a Polícia Civil informou ter encontrado na casa triturador da droga, material de endolação e embalagem, além de radiotransmissor. Ele foi classificado como traficante.

– Não queremos deixar que o assunto morra. Faremos um ato lembrando dos presos, com suas famílias. A ideia surgiu fim de semana passado, na primeira reunião para definir questões ligadas à Marcha da Maconha, que será no dia 9 de maio. Teremos uma faixa e panfletos. A ideia é aproveitar o horário de pico da Central para atingir pessoas que não conhecem a causa ou mesmo os que acham que a marcha é um movimento de playboys da Zona Sul – explica Matias Maxx, editor da Revista SemSemente, e um dos organizadores da marcha desde 2007.

Até maio deverão ser realizados outros eventos ligados ao tema. Na noite desta quinta-feira, cerca de 500 pessoas tinham confirmado participação no evento que ocorrerá na segunda.