No fim de janeiro de 2014 questionamos e a ANVISA negou qualquer registro do Sativex, da GW Pharma, mas em menos de um ano pedido chega à Agência antes mesmo do órgão analisar a mudança de classificação das substâncias de proibidas para controladas. As informações são do Correio Braziliense.

Embora o canabidiol (CBD) ainda não seja aprovado no Brasil, pelo menos duas companhias que produzem medicamentos para tratar crises epilépticas de difícil controle e para sintomas da esclerose múltipla procuraram a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para entrar no mercado brasileiro. Os laboratórios deram início ao processo de registro para vender produtos a base de princípios ativos da cannabis sativa (maconha). A pressa pode facilitar o tratamento em inúmeros pacientes. Ambos medicamentos já são usados em outros países.

Um dos pedidos à disposição da análise da Anvisa é o do Sativex, fabricado pela Ipsen e GW Pharma e registrado em 25 países, segundo a empresa. Sob a forma de spray oral, o produto é usado para tratar um dos sintomas da esclerose múltipla. Concluídos, os estudos clínicos e o dossiê técnico-científico sobre o medicamento foram entregues à agência.

Outro produto que deve ter a solicitação de registro no Brasil em breve é o óleo à base de CBD, fabricado pela Hempmeds. O produto é indicado no tratamento de epilepsias graves e o mesmo usado por algumas famílias no Brasil para reduzir o número de convulsões dos pacientes. É o caso da menina Anny Fischer, 6 anos, que recebeu a primeira autorização judicial para importar a substância. Segundo a assessoria de comunicação da Hempmeds no Brasil, a companhia está levantando os documentos necessários para dar entrada no pedido e regularizar a venda no país.

Apesar de ter o pedido de registro no Brasil como um medicamento, o produto da Hempmeds é vendido nos Estados Unidos em forma de pasta e barras de suplemento alimentar, por exemplo. Ao contrário do óleo, o Sativex tem uma peculiaridade porque é composto por 50% de canabidiol e 50% de tetraidrocanabinol (THC), outra substância derivada da maconha e responsável pelos efeitos psicoativos da planta.