“Atravessar a linda baía de Guanabara na cantareira sempre foi e será um grande programa. Ainda mais, se for para participar da Marcha da Maconha de Niterói, um evento imperdível. O mundo avança na legalização, temos de promover o debate nas esquinas das nossas cidades e enfrentar a hipocrisia moralista.” Compareça a MARCHA DA MACONHA NITERÓI.

Saindo do terminal de ônibus João Goulart, passando em frente ao DCE Fernando Santa Cruz e terminando na Praça da Cantareira, a Marcha de Niterói, um dos maiores eventos da maconha no Brasil, demonstra consciência e maturidade. O terminal rodoviário, ao lado das barcas, leva o nome do presidente deposto pelo golpe de 1964 e depois assassinado pelo regime militar. Já o nome do DCE homenageia um grande jovem brasileiro, saudoso pai do atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Estado Rio de Janeiro. Estudante de direito da UFF, membro do Diretório Acadêmico e do Diretório Central, Fernando foi assassinado e desaparecido no carnaval de 1974.

O objetivo dos ativistas é ganhar o apoio dos trabalhadores que curtem a erva da paz e, também, dos que não fumam, mas também são vítimas dessa farsa, a guerra dos pobres contra os pobres. Policiais, jovens, negros e pobres atirando e recebendo alguns tiros de varejistas de gramas, também jovens, negros e pobres. Enquanto isso, milionários dominam cartéis da produção industrializada de maconha prensada e a distribuição de toneladas em caminhões de carga, helicópteros, navios e aviões. Os ricos cada vez mais ricos, colocando irmãos pobres em guerra.

Sair da privilegiada orla de Icaraí e levar a democrática proposta da legalização da maconha para os trabalhadores do centro da antiga capital do Estado do Rio de Janeiro é o objetivo dos ativistas de Niterói. Somos muitos, mas precisamos do apoio dos que não estão em nossa onda, pois só assim avançaremos pela legalização. Vamos demonstrar a umbilical relação entre a legalização da maconha e a redução de toda essa violência dos pobres contra os pobres.

Para quem vem do Rio de Janeiro, atravessar a linda baía de Guanabara na cantareira sempre foi e será um grande programa. Ainda mais, se for para participar da Marcha da Maconha de Niterói, um evento imperdível. Vamos fazer uma grande roda em torno da histórica estátua do Araribóia e terminar numa grande pajelança com músicos da cidade. Não perca, neste sábado, em Niterói, 17 de maio de 2014, com concentração às 14:20 no terminal rodoviário João Goulart, com saída marcada para o horário internacional: 4:20h da tarde.