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CBD & Meditação: Kim Kardashian comemora a chegada do seu 4° filho com cannabis

No sábado, os famosos amigos e familiares de Kim Kardashian e Kanye West se reuniram para celebrar a chegada do seu quarto filho com um chá de bebê estilo Kardashian. A celebração de uma das famílias mais poderosas dos Estados Unidos foi postada no instagram e ganhou destaque na mídia tradicional por se tratar de uma barriga de aluguel e também pela temática da cannabis.

Além disso, a diva revelou que o bebê que nascerá em maio, é um menino, no entanto, ela e Kanye ainda não decidiram um nome para ele. Essa não é a primeira vez que a família de Kim Kardashian tem filhos através da gestação por substituição ou popularmente conhecida como barriga-de-aluguel, onde há um acordo em que uma mulher aceita engravidar com o objetivo de engendrar e dar à luz uma criança a ser criada por outros. Chicago West, o caçula da família também foi gerado por uma barriga de aluguel.


“Kim e Kanye tinham um embrião masculino e ficaram emocionados que funcionou. Ela sempre quis ter quatro filhos, e sendo dois meninos e duas meninas, é perfeito. Eles ficaram muito felizes com a primeira experiência e estão muito gratos por ter mais um bebê”, contou uma fonte do E! News.

No encontro temático “CBD & Meditation” realizado na casa do casal, cada participante recebeu um kit Yeezy (com cannabis) e participou de um banho de sol com mediação ao lado de algumas plantas de maconha, também teve uma brincadeira com sugestões para o nome do bebê. O neném deve nascer em maio e assim como Chicago West, o caçula da família também está sendo gerado por uma barriga de aluguel.

“Então, porque eu estou em pânico e o bebê está chegando, tipo, duas semanas, eu pensei que melhor maneira de comemorar seria ter um pouco CBD”, disse a seus convidados. Na celebração estavam a manager, Kris Jenner e a irmã Kourtney Kardashian, bem como Chrissy Teigen, Paris Hilton, Larsa Pippen, Jen Atkin e E! estrelas Olivia Pierson e Natalie Halcro.

Depois do chã, Kardashian West refletiu sobre o chá de bebê, dizendo aos fãs e seguidores no Instagram Story: “Ontem eu tive meu chá de bebê CBD! Obrigado a todos que celebraram o #4 bebê conosco. Foi perfeito!”

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Kim’s CBD baby shower yesterday!

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Em novembro de 2017, a família Kardashian jogou um lindo chá de bebê cheio de flores de cerejeira antes do nascimento do terceiro filho da Kardashian West, Chicago, por meio de um substituto.

“Ok, pessoal, [isso é] meu chá de bebê para o bebê número 3”, disse Kardashian West no Snapchat ao lado de vídeos que documentam as decorações elegantes. “É uma linda floresta de chá e flor de cerejeira.”

Dica do leitor: Dan Novaes. Valeu Dan!

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Fantástico: Maconha e CBD viram febre nos Estados Unidos e gera polêmica

Após decisão do Congresso americano no fim de 2018, várias lojas que vendem a substância surgiram. Dá para encontrar CBD em comidas e bebidas. Mas nem sempre realmente existe a substância indicada, é o que diz a matéria do Fantástico deste domingo 15/04/2019.

A onda verde está dominando os Estados Unidos. Por todo país, é possível encontrar estufas com milhares de pés de cannabis e até mesmo empreendedores brasileiros que estão extraindo o CBD e criando produtos industriais. No entanto a matéria que tenta a todo momento separar Maconha do CBD na reportagem aborda algo surpreendente, explica que com o avanço do mercado, agora também há produtos que estão sendo lançados por empresas mal intencionadas e sendo vendidas como se o CBD fosse parte dos ingredientes, ou seja seria um comestível medicinal de canabidiol. É o caso de um “cookie” e um “carro de comestíveis de maconha” que está na rua e até mesmo de outros tantos produtos que você irá ver.

Além do enfoque para as três letrinhas (CBD) estarem estampadas em diferentes produtos – doces, bebidas, cremes, óleos. Os repórteres Tiago Eltz e Lucas Louis também mostraram a polêmica por trás do uso da substância, que também tem sido vendida como a cura pra muitas doenças e transtornos, mas o fato é que ainda existem poucas pesquisas e os governos não ajudam tanto com o tema.
Veja a matéria abaixo e assine o nosso canal para ficar informado!

A matéria é um tanto tendenciosa (como toda matéria produzida por esse tipo de programa) mas mostra uma realidade que é de fato conhecida por quem acompanha o avanço do green rush. Enquanto o THC não é legalizado a palavra cannabis ou maconha continuará sendo estigmatizada, portanto quem está nesse mercado acaba criando outros produtos com outras substâncias para ganhar mercado, mesmo que sem a substância.

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REAJA: Startup brasileira lança produto capaz de identificar Canabidiol

Foto page facebook Reaja

Tivemos a satisfação em poder conversar um pouco com um dos idealizadores de um produto que vem tendo destaque no mercado Cannabista brasileiro, estamos falando de um produto que identifica na planta a presença da substância Canabidiol.

Segundo Fabiano, a ideia surgiu no ano de 2015 quando seu Sócio, James Kava, se encontrou com Bruno Logan, no Congresso Internacional sobre Drogas em São João Del Rei no ano de 2015. Nessa oportunidade conheceram mais sobre a importância e carência de reagentes para identificação de substâncias.

Ainda segundo Fabiano, o REAJA CBD veio para cobrir um mercado ainda inexistente no país e principalmente auxiliar cultivadores e pacientes que fazem o uso da maconha medicinal a identificarem a presença da substância na planta.

Por exemplo, dentre as muitas variedades de Cannabis de uso recreativo,  apenas poucas possuem teores de CBD acima de 2%. Plantas com alto teor de CBD tornam-se raras, sendo necessária uma identificação para diferenciar as plantas.  (Não ha relação entre sativa ou indica com a concentração de CBD ou THC), para este caso, o REAJA CBD mostrará para o usuário por meio de uma cartela de reação em cor (amarelo e roxo), a presença do Canabidiol. Esse teste não tem nenhuma relação com a concentração de THC

Foto Fanpage Reaja

O frasco que protege os produtos é resistente a quedas e garante a segurança do usuario A tampa foi pensada para que o teste fosse feito nela própria e podendo ser lavada para ser reutilizada em novos testes. Acompanhando, vêm um par de luvas, manual de instrução e cartela com demonstrativo de cores para análise se há ou não Canabidiol.

Infelizmente, segundo Fabiano, o REAJA CBD ainda não traz em teste a possibilidade de mostrar em porcentagem  a quantidade de Canabidiol presente na planta, porém, diz que este será o futuro do produto em versão final e que a equipe de desenvolvedores está trabalhando para isto e no desenvolvimento de um teste para thc.

O REAJA CBD é produzido na cidade de Curitiba-PR, custa 35 reais e pode ser encontrado na Legalize Já ou quem preferir pode adquirir diretamente do laboratório o REAJA CBD pode ser encomendado diretamente pela página do Facebook REAJA o preço é o mesmo.

 

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Mundo Canábico

No primeiro dia de venda de maconha no Uruguai, muita demora e “não funciona”.

A Lei de Regulação Uruguaia que permite que o governo exerça controle sobre toda a cadeia de produção da maconha, porém a especialista Raquel Peyraube, a concentração de THC da Maconha estatal não é o bastante para competir com as demais. As informações são do El Observador.

“Não bate nada”
Essa foi a definição da presidente da Sociedade de Endocannabinologia do Uruguai, Raquel Peyraube, sobre os componentes da maconha estatal que começará a ser vendida hoje nas farmácias uruguaias. Uma das variantes do produto que será vendido nas farmácias terá 2% de tetrahidrocannabinol (THC) e 7% de cannabidiol (CBD). A outra terá 4% de THC. A especialista disse que a lei que regulamenta a maconha não vai cumprir sua meta de competir contra o narcotráfico, porque o uso recreativo tem como finalidade os efeitos psicoativos da droga.

“É uma pena que a lei tenha sido menosprezada desta forma, porque no papel era boa. Isto corresponde à lógica sanitarista e puritana do Ministério da Saúde Pública (MSP), no qual a última palavra é a do presidente Tabaré Vázquez, que é oncologista”, disse Peyraube ao El Observador.

Além disso também teve muita fila, em alguns pontos o processo teve problema com o reconhecimento de impressões digitais, mas o problema foi resolvido.

A especialista explicou que o CBD neutraliza os efeitos psicoativos do THC, portanto não há lógica em o primeiro componente estar presente quase quatro vezes mais que o segundo. “A imagem da embalagem que vazou foi a chacota das redes sociais”, segundo Peyraube.

Uma das embalagens nas quais será vendida a maconha estatal vazou na última quarta-feira, depois que o jornalista Diego Barbosa publicou uma foto em seu Twitter. Fontes das empresas que produzem a cannabis estatal confirmaram ao El Observador que a imagem mostra realmente um dos pacotes no qual a droga será vendida nas farmácias.

Segundo as fontes consultadas pelo jornal, o governo permitiu o máximo de 5% de THC, logo nenhum dos tipos de maconha estatal excederá esse percentual.

Na pontinha…

Agora que lá está legalizado, os usuários poderiam fazer igual o jovem mineiro que não achou o telefone do Proconha e resolveu chamar a polícia… (piada pronta!)

– Depois de comprar maconha, usuário liga para polícia avisando “era uma droga”

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Direito e Política

Justiça do Rio confirma liminar com a liberação da maconha medicinal

A Justiça do Rio de Janeiro confirmou recentemente uma liminar dada em dezembro de 2016 a um casal carioca que planta cannabis sativa em casa para auxiliar o tratamento de uma doença crônica de sua filha.

Marcos Lins e Margareth Brito obtiveram um habeas corpus preventivo para o cultivo e o processamento da erva em casa. Ou seja, não terão que importar maconha ou comprar cannabis da industria farmacêutica, eles mesmo poderão produzir o próprio óleo.

Segundo laudos médicos apresentados pela defesa do casal, a menina teve redução de até 60% de suas crises convulsivas após o uso, sob supervisão médica, de um extrato artesanal oriundo da cannabis. O passo é considerado por nós como um grande passo para a descriminalização do cultivo de maconha no Brasil.

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Destaques Químicannabis

Além do THC e CBD: Como são formados os Canabinoides?

A maconha é considerada uma das, ou a mais polêmica planta nesse mundo. Já serviu, ou melhor, continua servindo como fonte de fibra, remédio, usada para fins religiosos e recreativos. Nas últimas quatro décadas a maconha sofreu a maior repressão de sua história, muitos governos desprenderam de montantes enormes de dinheiro para tentar eliminar a plantinha da face da Terra, felizmente essa pretensão não foi atingida.

Fico encasquetado ao assistir documentários e programas de televisão que apresentam a ação da polícia, das mais diversas cidades no mundo, deslocando por vezes um contingente de uma dezena de homens para no final apreender incríveis cinco, dez, cinquenta gramas maconha, apresentando o discurso que a partir desse momento a sociedade estará mais segura com toda essa droga fora de circulação. Como diria um amigo meu, deve haver algo de errado com o ser humano se não conseguimos conviver com uma planta, que por sinal está nesse planeta há mais tempo que nossa espécie da forma que conhecemos.

Toda essa bagunça faz com que muitas pessoas esqueçam que, como dizem, a “erva do diabo” é uma planta, natural, que nossos ancestrais selecionaram e a cultivaram com o desejo mantê-la próxima a si. Mas afinal, o que torna essa planta tão especial frente às outras?

Quimicamente Cannabis

A MACONHA quimicamente se distingue das outras milhares de plantas que conhecemos pela produção de compostos químicos que foram chamados de CANABINOIDES, por serem produzidos exclusivamente por plantas da espécie Cannabis sativa. Nesse texto pretendo apresentar um pouco da química dos canabinoides, demonstrar como eles são formados na planta e como se transformam em mais de uma centena de compostos que tornam essa planta diferente das demais.

As plantas possuem o metabolismo primário, essencial para mantê-las vivas, e o metabolismo secundário, que ajuda na prevenção contra ataques de insetos e pragas, além de fatores reprodutivos. Nesse segundo caso se encaixam os canabinoides, por possuírem propriedades inseticidas, preenchem os tricomas da planta protegendo-a de uma possível infestação de pragas. A rota de síntese tem origem mista, provém da reação do pirofosfato de geranila (GPP), originado pela rota do piruvato (rota de síntese de terpenos[i]), com ácido olivetólico, da rota do mevalonato, originando o primeiro canabinoide, o ácido canabigerólico (CBGA). Todos esses nomes químicos podem parecer complicados, mas são fundamentais para iniciar esse processo para entender como são formados.

O CBGA tem papel fundamental, é responsável por gerar os principais canabinoides, submetido a reações químicas que o transformará nos três principais compostos encontrados em plantas frescas. Cada reação dependerá da ação de uma enzima específica, que promoverá a reação gerando os já bem conhecidos ácido tetraidrocanabinólico (THCA) e ácido canabidiólico (CBDA), da mesma forma que o não tão conhecido ácido canabicromenólico (CBCA). Esses canabinoides são relativamente sensíveis, sujeitos a reação espontânea de descarboxilação[ii], produzindo, seja em períodos de estocagem ou no momento da queima, os canabinoides em sua forma ativa, o tetraidrocanabinol (THC), canabidiol (CBD) e canabicromeno (CBC). A quantidade de cada um desses canabinoides dependerá da expressão de cada enzima no código genético da planta. Cada planta produzirá esses compostos em razões quase únicas, oferecendo assim um perfil químico relacionado a cada variedade de Cannabis sativa. Basicamente, esses são os canabinoides produzidos pela planta. Com o passar do tempo, exposição ao ar, temperatura e radiação UV os canabinoides sofrem reações químicas paralelas que produzem novas classes de compostos, sendo esses produtos de degradação.

A exposição à luz solar, por exemplo, que contém alto teor de radiação UV, pode promover uma mudança na estrutura do CBD e do CBC, através de uma reação radicalar, dando origem a duas classes poço conhecidas de canabinoides, o canabiciclol (CBL) e canabielson (CBE), ou ácido canabiciclólico (CBLA) e ácido canabielsónico (CBEA) quando a reação ocorre antes de ocorrer a descarboxilação. Mesmo que pouco estudados quanto a suas propriedades terapêuticas, esses compostos podem indicar a detalhes de um armazenamento inadequado de certa planta ou extrato medicinal.

A degradação mais comum entre os canabinoides ocorre pela exposição ao oxigênio (O2) presente no ar atmosférico, que promoverá reações de oxidação, alterando as propriedades dos canabinoides como no caso do canabinol (CBN). Produto de oxidação do THC, o CBN é conhecido por promover o efeito de sonolência. Por isso que maconha velha dá sono, depois de ficar guardada por meses, boa parte do THC já se oxidou e transformou em CBN. O mesmo pode ocorrer com o CBD, que quando oxidado dará origem ao canabinodiol (CBND). A própria água do ar pode oxidar os canabinoides, como é o caso do 9-hidroxi THC. Outras reações podem ocorrer proporcionando maior estabilidade química aos compostos, como no caso do Δ8-THC, que por uma pequena mudança estrutural, a partir de uma reação de isomerização, apresenta ação psicoativa quase uma dezena de vezes menor que o Δ9- THC.

Figura: Esquema da rota de biossíntese dos principais canabinoides. A cor das setas de ligação indicam o tipo de reação que ocorre entre uma etapa e outra.

Todas essas reações secundárias podem ocorrer de forma isolada em cada um dos canabinoides citados, sendo que muitas outras reações espontâneas colaboram para aumentar o leque de substâncias relacionadas a essa planta sagrada. A variedade ainda aumenta de forma significativa quando consideramos compostos presentes em plantas de específicas, que carregam a característica de produzir uma nova classe de canabinoides, que possuem estrutura química muito semelhante aos canabinoides ‘tradicionais’, diferenciando apenas pela ausência de dois átomos de carbono, aos quais são adicionados o sufixo -varin em sua nomenclatura. O mais conhecido desses compostos é o tetraidrocanabivarin, e que estará sujeito a todas as reações secundárias comentadas acima.

Ao todo já são conhecidos 104 canabinoides, não que todos sejam encontrados em apenas uma variedade de planta, mas quando misturados podem atuar de forma sinérgica, oferecendo um efeito único. Toda essa história demonstra o quão amplo é o assunto canabinoides, destacando a necessidade de pesquisas para compreender quais são suas funções e como podemos aproveitar melhor suas propriedades.

Entenda melhor, lendo isso:
https://www.portaldacannabis.com/cannabis-medicinal-um-pouco-alem-dos-canabinoides/
e isso
https://www.portaldacannabis.com/ativacao-dos-canabinoides-o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-descarboxilacao/

 

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Farmácias do Chile vão vender remédios á base de maconha

Em 2015 o Chile legalizou o uso de maconha medicinal, mas só agora, pela 1ª vez na América Latina, que farmácias chilenas iniciarão a venda de remédios à base de maconha. O Preço médio para tratamento de um mês será de cerca de 310 doletas – um valor meio distante pra quem realmente precisa.

As Farmácias de Santiago, capital do Chile, vão começar a vender nesta semana remédios à base de cannabis. Segundo as companhias farmacêuticas envolvidas no lançamento, esta é a primeira vez que tais tratamentos serão oferecidos por drogarias na América Latina.

Precisa de maconha medicinal? Encontre o médico mais perto de você no BudMaps!

A produtora e distribuidora canadense de cannabis Tilray disse ter se associado com a companhia local Alef Biotechnology, que é licenciada pelo governo chileno.

Medicamentos a base de maconha T100 em Santiago, no Chile (Foto: AP Foto/Esteban Félix)
Medicamentos a base de maconha T100 em Santiago, no Chile (Foto: AP Foto/Esteban Félix)

A venda de remédios intitulados como “maconha medicinal” foi legalizada em 2015 e está entre uma série de países da América Latina gradualmente indo em direção a mudança de leis relacionadas ao cultivo, distribuição e consumo de cannabis.

“Ao importar produtos medicinais de cannabis da Tilray para o Chile, pretendemos aliviar o sofrimento daqueles em necessidade ao oferecer produtos médicos de cannabis puros, precisos e previsíveis”, disse o presidente do conselho da Alef, Roberto Roizman, em comunicado.

Os Produtos T100 e TC100 da Tilray estarão disponíveis inicialmente nas grandes redes de farmácias em Santiago, sob receita médica. O preço médio também é bem caro, US$ 310 para um tratamento que dura cerca de um mês, disse um porta-voz.

Mas é um avanço, tendo em conta que até esta semana os pacientes que precisavam de maconha no Chile podiam somente obter maconha medicinal ao importá-la ou a partir de um número limitado de fazendas dedicadas por uma organização de caridade, tal qual acontece por aqui no Brasil.

O Congresso do Chile logo terá um projeto de lei que pode permitir que pessoas cultivem suas próprias plantas, eles já estão debatendo e a Argentina e Colômbia também estão seguindo caminhos similares. Por enquanto só Uruguai se agilizou e se tornou um pioneiro global quando legalizou o cultivo, distribuição e consumo de maconha no final de 2013. Por lá  as farmácias no país irão começar vendas legais de maconha recreativa a partir de julho.

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Maconha para uso medicinal chega com força ao Brasil; Veja como foi a matéria do Fantástico

Enquanto a indústria se preparar para lançar medicamento à base da erva, vai ver que tem gente investindo no plantio e na produção caseira na matéria do Fantástico dessa noite (30/04/2017). Já passou mas fizemos o upload para você ver o que passou, abaixo!

Para muitas famílias, é o único alívio para doenças graves. O remédio, a solução, nas folhas de uma planta: maconha. A maconha para uso medicinal chega com força ao Brasil. Enquanto a indústria se preparar para lançar o primeiro medicamento à base da erva, você vai ver que tem gente investindo no plantio e na produção caseira.


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Na pontinha… atualizado
Foi bom para ver com a família, mas sabia que a matéria ia concluir no “que a indústria farmacêutica irá ajudar” e como sempre “demonizar o efeito recreativo da planta” como já fizeram em outras ocasiões 😉 No entanto ficamos contentes com o fato de mostrar que tem mães plantando e mostrando que sim, é possível não comprar e plantar e também que há brasileiros peitando o preconceito para levar a maconha para ONGS, como a ABRACE. Mas há ainda muito a ser feito e tiro no pé como aquela tentativa da pesquisadora de relacionar a maconha e a cocaína que não tem sentido e só fez ela mesma passar vergonha.

No Brasil também já é possível encontrar ONGs, Associações e Médicos que já receitaram maconha em um aplicativo bem interessante, o BudMaps.

Conta aí:

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Argentina começa a vender óleo de maconha nas farmácias, mas 23 mil pesos está bem longe da realidade de quem precisa

O Jornal de estado argentino de Rio Negro, mostrou que as famílias continuam sendo reféns de um sistema perverso. Lá foi aprovado recentemente, a critério de urgência que se disponibilizasse o canabidiol e o custo não é de perto acessível para quem realmente precisa.

Uma farmácia cobra por um frasco de óleo de cannabis 23.000 pesos argentinos (aproximadamente 7.500 reais), de acordo com a pesquisa realizada pelo deputado Santiago Nogueira. Segundo ele, hoje (10/04/2017) é o prazo final para que o Ministério da Saúde teve para regulamentar a lei provincial de cannabis medicinal, que foi aprovada no ano passado.

“Quando a lei foi aprovada e dado o prazo de 90 dias estabelecido para o Executivo regulamentada por lei. É essencial realizar, porque sem regulamentação não pode ser aplicada “, disse Nogueira, promotor desta lei.

Hoje o óleo é inacessível para a maioria das pessoas, e a lei é destinado para aqueles que não conseguem. Por sua vez, o alto custo dessa medicina não tem explicação, disse o deputado.

“Há uma diferença muito grande”

“É uma diferença muito grande, por isso insistimos que se estude e se acelere (as pesquisas internas do país). Há um preço claramente especulativo. Estão lucrando com a saúde, com as necessidade e os entraves que existem para conseguir esse medicamento”. disse Nogueira.

Há também a cobertura pela Segurança Social Instituto Neuquén (ISSN).

Na pontinha.

Parece que ninguém ligado diretamente ao ministério da saúde ou das indústria farmacêuticas se colocou por um único segundo, no lugar de um paciente, de uma mãe e de um pai antes de começarem as vendas. Mas uma coisa eu sei, todos eles sabem que estão lucrando com a dor alheia.

Agora conta aí:

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Brasileira com 68 anos combate o câncer no cérebro usando maconha em UTI

Em janeiro, Maria Antonia Goulart, 68, recebeu o diagnóstico de câncer de cérebro e foi operada no hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo. Enquanto estava na UTI, usou maconha para aliviar a falta de apetite e vômitos. Ela já tinha usado a droga para o mesmo fim em 2007, quando teve câncer no intestino. Foi então que começou sua militância para que pacientes oncológicos tenham acesso fácil à erva.

Sempre gostei da grafia da palavra maconha. É estética, forma um desenho bonito, assim como as folhas da planta. Quando eu tinha meus 20 anos, era algo que eu só usava em festinhas, um peguinha de vez em quando. Não era usuária frequente e nunca tinha ido atrás. Até ter um câncer de intestino em 2007.

O meu tratamento envolveu cirurgia, quimioterapia, radioterapia e maconha.

Foi nessa época que descobri remédios maravilhosos para a dor –mas eles acabavam comigo no dia seguinte, mal conseguia sair da cama.

O que eu gosto na maconha é que ela tira o foco. Você está ali mas ao mesmo tempo não está –fica mais fácil de lidar com a quimioterapia e as dores do câncer.

Quando fiz um exame de ressonância magnética, fiquei incomodada com todo aquele barulho, aquele lugar fechado. Uma outra vez, já no hospital, fiz de novo o exame, depois de usar maconha. Aí até curti os barulhos e fiz música com eles.

Foi pesquisando que descobri que existiam pessoas que usavam a planta para aliviar as dores do câncer, tanto pacientes de estudos quanto os próprios traficantes.

A maconha que eu conseguia nessa época era aquela prensada do Paraguai. Uma enfermeira cujo marido era traficante era quem trazia, em especial para as pacientes mulheres.

Depois do câncer de intestino, parei de usar por um tempo. Mas logo voltei por causa da fibromialgia [síndrome que causa diversas dores pelo corpo], para a qual a maconha também é indicada.

Eu me sentia muito frustrada porque eu não podia falar a respeito. Vi gente morrer de inanição. E eu, fumando maconha, tinha fome e comia.

Até falei que usava para o filho de uma mãe com câncer. Ele perguntou: “Onde eu compro?” Mas eu mal conseguia pra mim…

‘SORTE’

Descobri um novo câncer, no cérebro em janeiro deste ano. Uns meses antes comecei a ter paralisia e convulsões e a usar canabidiol para tratá-las. A ‘sorte’ é que eu tive uma convulsão bem na hora da consulta.

O médico me internou no mesmo dia. Falei para ele que usava maconha, que ela ajudava com as convulsões. Ele perguntou se eu tinha receita e uma médica amiga prontamente mandou.

Tanto o médico quanto o hospital aceitaram no primeiro dia que eu continuasse usando maconha, e eu passei vaporizar maconha por lá. Todos os profissionais que eu conheci por lá se empolgaram com a possibilidade. Dei até palestra para três enfermeiras que me visitaram na UTI. Expliquei o que era CBD, THC [canabidiol e tetra-hidrocanabinol, princípios ativos da maconha].

Para qualquer médico que chegasse, alguns guiados pelo cheiro, eu dizia que era usuária. E eles perguntavam como era o tratamento, os efeitos e como eu tinha conseguido autorização para usar maconha no hospital.
Muitos disseram que iam estudar o assunto, e isso me deu um pouco de esperança.

Quem sabe outras pessoas com câncer, até em estágio terminal, possam ter essa mesma possibilidade.

Para mim, o melhor jeito de fazer isso acontecer é a pessoa que cultiva compartilhar com quem precisa. Quero que a terapia alternativa com maconha seja oferecida. As pessoas vão ter menos dor, dormir melhor, melhorar o apetite, melhorar do enjoo. Pode ser que não resolva tudo, mas, com certeza, traz melhoras. O problema para o governo aceitar é que o cultivo caseiro não gera imposto.

Quimioterapia é algo horrível. Pessoas vomitando, aquela agulha enorme. Quando eu e outros colegas usuários que conheci chegávamos, a enfermeira dizia: “Lá vem a turma da fumaça.” A gente sentia a mesma dor, mas, de algum modo, ela se tornava mais razoável.

Acho que esse câncer no cérebro tem um propósito. Estava meio devagar no meu ativismo, acho que precisava mesmo de um chacoalhão.

Eu até consegui autorização para importar o óleo à base de maconha, mas não é isso que eu quero. Não tenho R$ 1.200 para gastar todo mês. Mesmo que eu consiga uma autorização pelo SUS, eu quero é que as pessoas possam cultivar e compartilhar a maconha com quem precisa e não tem condições.