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Netflix: Documentário sobre a história da influência da maconha na música e a guerra as drogas

A Netflix lançou no último 4/20 o documentário Grass Is Greener (A grama é mais verde), no Brasil chamado Baseado em Fatos Raciais, que mostra como a maconha se tornou combustível para o jazz e o hip-hop, e também o estopim de uma guerra contra as drogas baseada na injustiça racial. Este documentário analisa a complexa relação dos EUA com a maconha. Vale muito a pena ver!

Dirigido e narrado pela lenda do hip hop, Fab 5 Freddy (Fred Brathwaite) que foi apresentador da MTV e conta a relação da música com a maconha. Como surgiu os primeiros músicos que defenderam a maconha no jazz, até hip hop e a maconha.

O documentário tem depoimentos de nomes importantes que levantaram a bandeira da legalização há mais de 30 anos, Snoop Dogg, Cypress Hill, Run DMC e Damian Marley.

 

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As melhores frases sobre Maconha

Salve maconheiros, procurando frases de maconha, já estamos com muita brisa circulando no face e a marola ta chegando aqui no SmokeBud. Acontece que são 8 mêses de muita idéia e sabe o que acontece com elas depois de muita maconha né? Nesse primeiro post da nossa nova coluna vamos tentar lembrar as frases mais chapadas, então já sabe, pegue essa lombra que já bolamos pra você.

Ah não esqueça de comentar qual frase sobre maconha você gostou mais 😉

Frases de maconha:

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Ciência e Saúde Notícias sobre maconha

Conheça 5 medicamentos que a maconha pode substituir

De analgésicos à ansiolíticos. De anti-depressivos à remédios para insônia. Veja 5 medicamentos vendidos na farmácia que podem facilmente ser substituídos pela maconha medicinal.

Um novo estudo, publicado na revista Drug and Alcohol Review, constatou que as pessoas estão cada vez mais substituindo medicamentos prescritos, álcool e outras substâncias ilícitas pela maconha, sinalizando uma mudança na compreensão do público sobre os benefícios medicinais da erva.

Das 473 pessoas entrevistadas pelo Centro de Vícios e Dependência da University of British Columbia, no Canadá, mais de 80% dos usuários de maconha medicinal relatam que substituíram medicamentos prescritos por cannabis, incluindo analgésicos a base de opiáceos.

Aperte e Leia: Mais pessoas estão usando maconha como um substituto ao álcool e remédios, diz estudo

Pessoas que sofrem de dor crônica podem serem particularmente inclinados a usar maconha ao invés dos medicamentos prescritos, segundo os estudos recentes, estabelecendo a eficácia no tratamento contra dor, melhorando a qualidade de vida dos pacientes, e não representando qualquer risco grave secundários adversos. Além de haver numerosos estudos que suportam a ideia da maconha como uma alternativa mais segura e eficaz que as pílulas causadoras de dependência numa série de doenças.

Aqui estão cinco medicamentos prescritos que poderiam ser substituídos pela maconha.

1- VICODIN (Analgésicos)

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Vários estudos determinam que a maconha é uma opção de tratamento eficaz para pessoas que sofrem de dores crônicas. De acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças, 44 americanos morrem por dia devido a overdose de analgésico.

2- XANAX (Medicamento ansiolítico)

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Nem todo mundo pode tratar sua ansiedade com maconha. Para alguns, fumar um baseado provoca ansiedade e paranoia aguda, mas esse efeito é muitas vezes relacionado com o tipo de maconha que o usuário consome. Considerando as espécies sativas, com uma alta associação cerebral, o que as vezes pode induzir a ansiedade (especialmente para usuários com pouca frequência), estirpes indicas de maconha demonstram o contrário reduzindo a ansiedade.

3- ADDERALL (Estimulantes)

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Tal como as pessoas que sofrem de ansiedade devem estar cansadas de usar certos tipos de cannabis para tratar a sua doença, as pessoas que querem substituir o seu estimulante prescrito pela maconha devem estar ciente de que estirpes sativas (ao contrário de indicas) são mais eficazes no tratamento de TDAH e ADD.

4- AMBIEN (Tratar Insônia)

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Usar a maconha para tratar problemas de insônia é uma das aplicações mais comuns. Estudos e relatórios sugerem que a maconha é mais segura e da mesma forma eficaz no tratamento da insônia comparada as drogas prescritas como o Ambien por exemplo.

5- ZOLOFT (Antidepressivo)

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Muitos pacientes de maconha medicinal e vários estudos demonstram que a maconha serve como uma opção de tratamento eficaz para depressão. Embora possa não ser a melhor opção para todos, pesquisas mostram que fumar um baseado tem efeitos colaterais menos graves do que os que tem sido atribuídos aos antidepressivos.

Fonte: Attn
Tradução: SmokeBud

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Mundo Canábico Notícias sobre maconha

Canadá: Vitória dos liberais e da maconha

Após dez anos de conservadorismo no poder vitória do partido liberal abre portas para a legalização da erva no Canadá. As informações são da Exame.com

Nesta semana, o mundo acordou com a notícia de que Justin Trudeau será o novo primeiro-ministro do Canadá. Depois de dez anos nas mãos de um governo conservador, o país será agora liderado pelos liberais. E uma das principais mudanças que podem acontecer em solo canadense daqui para frente é a legalização da maconha.

“Vamos legalizar, regular e restringir o acesso à maconha”. É essa a posição oficial do partido liberal de Trudeau. Se isso acontecer, o Canadá irá se tornar o primeiro país desenvolvido a legalizar todo o ciclo dessa droga, tal qual o que foi feito no Uruguai em 2013.

Como é hoje?

Um levantamento recente do Ministério da Justiça do Brasil montou um retrato sobre como o Canadá (e outros 46 países) lida com o assunto e mostrou que o sistema canadense não descriminalizou o uso e o porte de drogas para uso pessoal, mas estabeleceu um limite de 30 gramas para distinguir o que é tráfico e o que é uso recreativo.

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E aí, funciona?

Na visão dos liberais, esse sistema age de maneira totalmente equivocada, já que não previne os jovens de usarem a maconha, impacta no número de pessoas que acabam no sistema criminal do país pelo porte de pequenas quantidades dessa droga e contribui com o crime organizado, uma vez que o dinheiro desse mercado é usado no financiamento de atividades ilícitas.

A ideia, portanto, é a de que o consumo e a posse de maconha sejam retirados do Código Penal, implementando leis que prevejam punições para aqueles que oferecerem a droga a menores de idade, que operarem automóveis sob a sua influência ou que a comercializem em desacordo com as regulamentações.

A Associação de Chefes de Polícia do Canadá se manifesta em prol da descriminalização, já que considera que as únicas opções que os policiais têm hoje ao se deparar com alguém portando maconha é fingir que nada aconteceu ou seguir em frente com a denúncia e o longo caminho judicial.

Mas e agora?

Bom, Trudeau venceu e havia prometido lançar o debate sobre o assunto aos olhos do público “imediatamente”, informa o jornal canadense National Post. Contudo, continuou a publicação, o novo primeiro-ministro não ofereceu qualquer previsão de quando, efetivamente, essa legalização irá acontecer.

Quem ganha com isso?

Imediatamente? As empresas canadenses que produzem a droga, como mostra o jornal britânico The Guardian. De acordo com o veículo, a notícia da vitória de Trudeau foi positiva para as ações dessas companhias. Uma delas, a Canopy Growth, viu seus papeis atingirem 21% de valorização no pregão desta terça-feira.

No longo prazo, há controvérsias. Globalmente falando, especialistas enxergam a legalização com bons olhos. Um deles é o Professor Jeffrey Miron, do Departamento de Economia da Universidade de Harvard.

Em entrevista recente a EXAME.com, ele avaliou que a legalização das drogas (e ele defende a de todas) traz ganhos para todos os lados. Para Miron, “a legalização significa menos violência, menos gastos do governo e a abertura de uma nova fonte de taxação”.

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Já entre os que se posicionam contra a legalização e descriminalização no Canadá, o principal argumento está relacionado à saúde pública. E seus maiores defensores são os conservadores, que até ontem eram os líderes do governo, como o ex-primeiro ministro Stephen Harper e a ministra da Saúde Rona Ambrose.

Harper crê que a mera flexibilização das leis reverteria o declínio no número de usuários de maconha no país e a deixaria mais acessível às crianças, enquanto que Rona se preocupa com os efeitos dessa droga para o desenvolvimento do cérebro dos adolescentes.

Efeitos práticos?

Os reflexos dessa possível legalização serão diversos. O site americano Vox, por exemplo, analisa seria uma das mais agressivas rejeições da chamada “Guerra às Drogas”, campanha de combate às drogas e ao crime organizado iniciada pelos Estados Unidos nos anos 70 e que já custou ao país mais de um trilhão de dólares. E isso será ainda mais delicado uma vez que muitos dos tratados internacionais sobre drogas devem ser reavaliados no ano que vem pelas Nações Unidas.

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Austrália estuda legalização do cultivo de maconha para fins medicinais

Governo australiano pretende alterar a lei para permitir que a maconha seja cultivada para fins medicinais. As informações são do Brasil Post

A Austrália está pronta para seguir outros países como Israel, onde a maconha é cultivada em ambientes controlados para fins medicinais.

A ministra da Saúde do país, Sussan Ley, disse nesta sexta-feira (16) que a medida serve para tentar dar aos pacientes uma chance maior de um tratamento efetivo.

“Eu sinto por eles, porque numa situação de paciente terminal, a coisa mais importante é a qualidade de vida e o alívio da dor”.

Aperte e Leia: Estudo australiano quer permitir uso de maconha medicinal por pacientes com epilepsia

A ministra afirmou ter ser emocionado com histórias de pessoas que precisaram importar a cannabis medicinal, por vezes, ilegalmente.

“É importante reconhecer esses pedidos de ajuda, que nós colocarmos na posição de saber que podemos dar um fornecimento seguro, legal e sustentável do produto”.

Aperte e Leia: Casal australiano doa US$ 33,7 Mi para pesquisa sobre maconha medicinal

Poucos antes, a Croácia havia anunciado medidas semelhantes, legalizando o plantio também em favor do tratamento de pacientes.

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Croácia legaliza maconha medicinal

Pacientes com esclerose múltipla, câncer, epilepsia e AIDS poderão receber receitas para retirada de sua erva medicinal das 8 empresas farmacêuticas registradas. Um enorme passo para o país! As informações são da EFE.

A Croácia legalizou o uso da maconha para fins medicinais e a partir desta quinta-feira poderá ser receitada por médico especializados a pacientes com doenças como a esclerose múltipla, o câncer, a epilepsia e a Aids.

De acordo a imprensa croata, por enquanto, o produto não será oferecido em farmácias, mas através de oito empresas farmacêuticas registradas especialmente para isso. Segundo a legislação que entrou em vigor hoje, a quantidade de Tetraidrocanabinol (THC) a ser receitada não poderá ultrapassar os 750 miligramas por mês.

Conforme explicou o Ministério da Saúde da Croácia, a maconha não cura as patologias, mas pode aliviar dores e sensações típicas de doenças crônicas graves. O órgão ressaltou que o cultivo da erva em casa continuará sendo ilegal, mesmo que se trate de fins pessoais e medicinais.

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Nick Diaz será juiz em copa da maconha na Califórnia

Enquanto aguarda o recurso da justiça comum para revogar a decisão da NAC, Nick Diaz segue envolvido com o universo da erva e será o jurado da XO Gold Cup, que acontece neste final de semana, na Califórnia. As informações são da AGFight

12063722_538997249580925_6372028672525933375_nBanido pelo Comissão Atlética de Nevada por cinco anos, após ser flagrado pela terceira vez por uso de maconha, Nick Diaz recorreu a justiça comum para tentar revogar a decisão da NAC e contará com o apoio dos advogados do UFC. Enquanto não dá início ao recurso, o americano segue envolvido com o universo da erva  e será o jurado da XO Gold Cup, que acontece neste final de semana (03 e 04), na Califórnia (EUA).

Entre as provas que o americano irá julgar, uma das mais populares é quem consegue enrolar o baseado mais bem feito e o vencedor do concurso, que conta com outras atrações, pode faturar cerca de R$ 48 mil. Todos os participantes devem ter permissão médica para o uso de maconha.

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Para o 1º lugar: Uma bandeja de ouro 24k junto com um anel do campeonato e mais US$ 12.000

Nick Diaz não luta desde 31 de janeiro, quando acabou derrotado por Anderson Silva, na decisão unânime dos juízes. No entanto, o resultado da luta se transformou em “No Contest”, pois Anderson foi flagrado por uso de diversas substâncias proibidas, sendo dois anabolizantes, enquanto Diaz foi pego por uso de maconha.

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Uruguai venderá maconha legal nas farmácias a partir de 2016

A maconha vendida será cultivada por duas empresas que já receberam as devidas licenças do governo e que terão o prazo de no mínimo 8 meses para cultivar a erva. Por ano, ambas devem produzir algo perto de 2 toneladas de maconha. As informações são da EFE via G1.

Quase dois anos depois de aprovar a pioneira lei que regula o mercado da maconha sob o controle do Estado, o governo do Uruguai anunciou nesta quinta-feira (1º) que duas empresas se encarregarão de cultivar cannabis e fixou um prazo “não menor a oito meses” para que seja vendido em farmácias.

O acesso da população em geral a esta substância, por meio de registro e através de estabelecimentos farmacêuticos, tinha se transformado até agora em um constante adiamento desde que, em agosto de 2014, o Estado convocou empresas interessadas em produzi-la.

O motivo, segundo explicou o governo em várias ocasiões, era outorgar maiores prazos às empresas para assegurar que não “ocorram falhas”, por considerar que o país está no ponto de mira internacional na matéria.

Hoje, e após um processo de qualificação técnica e seleção realizado pelo Instituto de Regulação e Controle de Cannabis (Ircca), foi anunciado que duas empresas obtiveram do governo as licenças de produção e distribuição da maconha de uso psicoativo que, controlada pelo Estado, será vendida em farmácias.

“Para que o produto chegue às farmácias vai transcorrer um prazo seguramente não menor a oito meses a partir deste momento e, neste marco, o Estado iniciará campanhas de divulgação sobre os riscos do consumo para a saúde”, explicou o presidente da Junta Nacional de Drogas do Uruguai, Juan Andrés Roballo.

De capital uruguaio e estrangeiro, essas duas empresas, das 22 que se postularam, serão as encarregadas de produzir, a princípio, até duas toneladas anuais de produto em um lugar de propriedade estatal situado ao sudoeste do país e que contará com segurança tanto de gestão pública como privada das próprias empresas.

40 gramas mensais

O objetivo determinado por lei é que a cannabis, cujas sementes ainda estão em fase de avaliação a fim de obter uma genética própria, chegue aos cidadãos que oportunamente se registrem no Ircca em doses de até 40 gramas mensais e 10 semanais.

O governo continua em negociações com as farmácias, estabelecimentos que a lei estabelece como dispensadores da maconha, e já há uma minuta de acordo e uma ata de entendimento sobre 11 pontos básicos que têm a ver com as condições de armazenamento e segurança.

Consultadas pela Agência Efe, fontes do Centro de Farmácias do Uruguai, grêmio dos proprietários destes estabelecimentos, evitaram fazer declarações – como é habitual desde a aprovação da lei -, mas assinalaram que se trata de um tema “muito delicado” no país e que por enquanto “não há certeza” dos detalhes sobre como acontecerá a venda.

US$ 1

A grama de maconha custará cerca de US$ 1, um preço pensado “com certa margem” para poder ser adequado ao que é o preço do mercado ilegal, explicou em entrevista coletiva o presidente da junta diretiva do Ircca, Augusto Vitale.

“Parece correto que se siga apostando que a grama de cannabis custe US$ 1 e continue sendo competitivo com o mercado negro, porque é um dos objetivos principais da política”, declarou à Efe Hernán Delgado, integrante da ONG Proderechos, uma das impulsoras da legalização do cultivo.

Por enquanto, até que se possa pagar por ela legalmente, já há duas formas ter acesso legal a cannabis no país sul-americano, não sem antes executar um longo trâmite burocrático de registro.

Desde meados de 2014 está em andamento o cultivo doméstico, destinado aos que se registrem para plantar certa quantidade de maconha em sua própria casa, assim como os chamados clubes canábicos, que funcionam como uma espécie de cooperativa para o cultivo coletivo de um grupo limitado de pessoas.

Para Victoria Verrastro, da Proderechos, o anúncio desta quinta “é um começo” e demonstra que o Executivo tem vontade política de implementar a lei. Neste sentido, disse que o sistema de farmácias “é muito importante” porque será o responsável por abastecer a maioria dos usuários.

No entanto, estas duas licenças “ainda não fazem a cobertura total para todos os usuários estimados de cannabis”, criticou Verrastro, que afirma que 55.000 pessoas consomem maconha várias vezes por semana e 18.000 diariamente no Uruguai.

No entanto, até agora são mais de 3.000 usuários legalizados em todo o país entre cultivadores domésticos e os organizados em clubes canábicos.

Acabar com o negócio do narcotráfico foi uma das principais razões para que, sob o mandato de José Mujica (2010-2015), tenha sido aprovada em dezembro de 2013 uma lei que transformou o Uruguai em pioneiro neste enfoque da luta antidrogas.

Após a licitação anunciada nesta quinta para vender maconha recreativa, com investimentos das empresas não menores a US$ 600 mil e que podem chegar a US$ 2 milhões, fica pela frente a correspondente às que produzirão a substância para uso medicinal ou de pesquisa.

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Economia Opinião

Pela legalização e regulação da oferta e da demanda de maconha

Por que, afinal, o álcool e o tabaco são legais e a maconha e ilegal?Com argumentos bem construídos, o professor de economia da Universidade de Brasília (UNB), Alexandre Andrada, discute sobre a legalidade, oferta e demanda das drogas no Brasil. Entenda mais no texto do Brasil Post.

No evangelho capitalista, no livro de Gêneses, está escrito: “havendo demanda, haverá oferta”.

Isso não significa que a sociedade deve assistir resignada à formação de mercados hediondos. Há mercados para produtos e serviços repugnantes contra os quais devemos lutar por sua expugnação.

Mas como definir o que deve ser combatido e o que deve ser permitido?

Essa questão, como todas as relevantes, não é trivial. Pensemos o caso das drogas, da maconha, mais especificamente. Será essa uma substância contra a qual a sociedade deve gastar seu tempo e recursos escassos?

Um dos pilares das sociedades liberais é chamado princípio do dano (“harm principle”). Stuart Mill (1845), seu criador, em seu texto On Liberty afirmava:

“A única razão na qual o poder pode ser corretamente exercido sobre qualquer membro de uma comunidade civilizada, contra a vontade deste, é quando se busca prevenir que o indivíduo cause danos a terceiros. […] O indivíduo não pode ser compelido ou impedido de fazer algo porque esse algo será o melhor para ele, porque o fará mais feliz, porque, na opinião dos outros, fazê-lo seria sábio ou mesmo o correto”

O uso de substâncias como o álcool, o tabaco e a maconha, como um fato em si mesmo, não provoca danos a terceiros. Tudo fica limitado ao organismo do indivíduo que realiza o ato, dado que os efeitos do produto se encerram dentro de seu corpo.

A sociedade pode julgar que não é sábio usar essas substâncias, mas isso não deveria ser razão – como afirma Mill – para impedir que o indivíduo o faça.

Mas é certo que o uso dessas substâncias pode causar danos a terceiros. Mas esses danos estão relacionados ao uso dessas drogas associado a outros atos.

O cigarro é notadamente prejudicial à saúde dos espectadores inocentes (os fumantes passivos).

Isso não parece motivo, porém, para se tornar seu consumo ilegal.

Deve-se regular seu uso, impedindo, por exemplo, o fumo em local público ou em ambiente fechado de uso coletivo. Poucas pessoas – mesmo entre o subgrupo dos fumantes – são contra tais medidas.

O álcool é causa de grande parte das mazelas familiares e sociais do país.

A multinacional de álcool nunca sabe qual daquelas garrafas em seu estoque será usada numa celebração entre amigos e qual será o estopim para um assassinato (e ainda que soubesse, as venderia pelo mesmo preço).

Devemos, por isso, proibir o álcool? Pouca gente defende tal medida…

A história mostrou de maneira clara os equívocos desse puritanismo tresloucado. Mas todos defendem a regulação.

Por exemplo, é bastante razoável tornar crime o ato de beber e dirigir. Mas será um criminoso o cidadão que toma em sua casa uma lata de cerveja para relaxar?

O uso de maconha não parece estar associado a um aumento da agressividade ou da tomada de decisões temerárias, como no caso do álcool.

A maconha, porém, não é inofensiva ao usuário e a terceiros.

Como no exemplo sempre citado pelos adversários da legalização, ninguém quer andar em um avião pilotado por um camarada ou ser operado por um médico sob efeitos dessa substância. Mas assim como nos exemplos anteriores, o que cabe é a regulação, e não a proibição.

A maconha, assim como o álcool, é uma substância cuja maioria dos usuários é (aparentemente) do tipo recreativo.

Nem todos que bebem se tornam alcoólatras, assim como nem todos que fumam maconha perdem as rédeas de suas vidas.

Até mesmo o bingo é capaz de viciar, mas que governo seria imbecil ao ponto de proibir essa atividade? (oh, wait…)

Diz-se que o usuário de maconha financia o tráfico, e que o tráfico provoca males a toda a sociedade. Isso é verdade, mas o usuário de maconha só financia o crime organizado porque o Estado decidiu deixar esse mercado na ilegalidade.

O Supremo Tribunal Federal está finalmente analisando a ideia de descriminalizar a posse de drogas, o que é um avanço.

Mas, como economista, julgo incompreensível que se permita o consumo de uma mercadoria mantendo-se sua oferta ilegal.

O mercado é formado pelo conjunto de vendedores e de consumidores. E para seu funcionamento ótimo, é preciso que haja liberdade e regulamentação de ambos os lados.

Achar que o usuário pode sustentar seu hábito apenas com o cultivo doméstico da planta é um devaneio. Ainda será preciso a oferta contínua e em grandes quantidades da mercadoria.

Liberar a demanda e manter a oferta ilegal significa, simplesmente, manter e fortalecer o tráfico.

Permitir a posse de pequenas quantidades, proibindo a produção, pode sim produzir um exército de formigas do tráfico. Arrastando ainda mais jovens para o crime.

Do ponto de vista jurídico, o problema é ainda pior. Como diferenciar quem porta droga para consumir (atividade tornada legal) e quem porta para vendê-la (atividade ainda ilegal)?

Conhecendo-se a jurisprudência tupiniquim, não é forçoso imaginar que um garoto negro e pobre pego com um baseado será acusado de tráfico, enquanto um playboy da Vila Olímpia, na capital paulista, pego com 50g, será visto como usuário (ou que um político pego com 500 quilos ganhará uma medalha de honra ao mérito).

No Brasil já há uma região produtora, conhecida como polígono da maconha, o que significa que pode haver cultivo em larga escala em território nacional, de forma que poderíamos atender a demanda doméstica sem grandes problemas.

Legalizando-se a oferta e a demanda, o Estado ganha por dois lados: deixa de gastar dinheiro inibindo a produção, a venda e o consumo. E ganha dinheiro tributando a produção e o consumo dessa mercadoria.

Tiraríamos, assim, esse mercado e seus recursos bilionários das mãos do crime organizado, passando-os para a sociedade.

Sociedade que poderá continuar julgando o uso da maconha como um erro e que poderá lutar — por meio da educação e dos métodos democráticos — para que as pessoas não usem e deixem de usar essa substancia, da mesma forma como a sociedade há anos luta de maneira democrática e legítima contra o cigarro.

Resumindo:

  • Proibir a demanda e o uso de maconha é um erro em um sociedade liberal;
  • Proibir a oferta, permitindo a demanda, não resolve o problema do destino dos recursos usados na compra de maconha e seus efeitos nocivos sobre o conjunto da sociedade;
  • Legalizar e regular a oferta e a demanda é o caminho mais razoável, como mostram os casos do álcool no século passado e o da maconha em anos recentes, ambos nos Estados Unidos.
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Notícias sobre maconha

Snoop Dogg lança Merry Jane, site dedicado à maconha

Com um time de peso (incluindo o humorista Seth Rogen), o site deve incluir notícias, vídeos, entrevistas e diversos outros conteúdos voltados a ganja. Segundo Dogg, o Merry Jane vai ajudar muitas pessoas a saírem do armário. As informações são do G1

O rapper norte-americano Snoop Dogg, lançou, nesta segunda-feira (21), um novo negócio de mídia digital chamado Merry Jane, site que será dedicado ao universo da cannabis. Clique aqui para acessar.

Segundo o site da “Hollywood Reporter”, durante o evento TechCrunch Disrupt, em San Francisco, Snoop Dogg descreveu seu site como “a enciclopédia para o mundo da cannabis” e disse que celebridades como Seth Rogen fazem parte da equipe.

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“Nós estamos abastecendo a indústria com algo que não há no momento”, disse Snoop. “Nós somos a melhor fonte de informações para cannabis. Somos o que está faltando.”

O empresário Ted Chung disse que a plataforma de mídia Merry Jane terá notícias, vídeos, conteúdo editorial, entrevistas e divulgará desde receitas culinárias com maconha até produtos feitos com base na erva.

O site será lançado oficialmente em outubro. Até lá, 420 usuários por dia serão selecionados para testar a versão beta do site. “Há tantas pessoas no armário, e estamos dando uma oportunidade delas saírem do armário e apenas admitirem que gostam de fumar”, disse Snoop.