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Mais um estado americano de Illinois legaliza consumo da maconha, agora são 11!

Chicago (EUA), 25 jun (EFE).- O consumo recreativo da maconha será autorizado no estado de Illinois, nos Estados Unidos, a partir de 1º de janeiro de 2020, de acordo com uma medida assinada nesta terça-feira pelo governador JB Pritzker.

“Somos o primeiro estado da nação a legalizar completamente o uso do cannabis através de um processo legislativo bipartidário, sem necessidade de plebiscito”, disse.

Pritzker ressaltou que a iniciativa é um “exemplo de democracia” e uma mudança radical que chega com atraso a Illinois. A nova lei permitirá excluir antecedentes criminais de pessoas que sofreram processos por posse ou consumo de cannabis no estado, o que para ele é “um passo equitativo e de justiça”. A legislação, segundo o governador, beneficiará pessoas afetadas por “décadas de aplicação de uma guerra contra as drogas que foi um fracasso”.

A procuradora de Justiça do condado de Cook, Kim Foxx, declarou em comunicado que seu escritório está orgulhoso de “ter ajudado a desenvolver essa legislação histórica”.

“O tempo da justiça é agora, especialmente para as comunidades negras que há muito foram desproporcionalmente afetadas acusações de crimes menores e pela guerra fracassada contra as drogas. Esperamos continuar nossos esforços para garantir o maior alívio possível sob essa lei revolucionária”, disse ela.

Em seis meses, os moradores do estado com mais de 21 anos poderão possuir para consumo até 30 gramas de flor de cannabis, 5 de concentrado de cannabis e até 500 miligramas de tetraidrocanabinol (THC), o único componente psicoativo. Não residentes poderão ter a metade de cada uma dessas possibilidades. A maconha será vendida em locais próprios em todo o estado de Illinois.

Pacientes que usam a maconha medicinal poderão possuir mais de 30 gramas se cultivarem a planta em casa, dentro de um ambiente fechado e fora do alcance do público.

De acordo com a nova legislação, será ilegal revender maconha e tirá-la do estado, já que o consumo continua proibido em grande parte do país, conforme a lei federal. Além disso, estará proibida a publicidade sobre consumo perto de escolas, pontos de transporte público e repartições públicas.

A lei estabelece uma estrutura que permitirá gerar receita de US$ 57 milhões no ano fiscal de 2020, e terá um aumento progressivo até chegar US$ 375,5 milhões em 2024. Desse total, 35% será destinado ao Fundo Geral do estado, 25% será revertido para a comunidade e 20% irá para tratamentos de saúde mental e abuso de substâncias. Também serão destinados recursos para dívidas do estado, capacitação de profissionais para a aplicação da lei e para campanha de educação pública sobre o uso das drogas.

Com esta lei, Illinois se torna o 11º estado a legalizar a maconha nos Estados Unidos. EFE

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A declaração da Independência Americana foi escrita em um papel de maconha.

No mês da Independência dos Estados Unidos em relação à Grã-Bretanha, vou desmistificar a velha lenda em que a Declaração de Independência foi escrita sobre o cânhamo (maconha). Uma lenda que é parcialmente verdade, parcialmente… Vou explicar o porquê!

O papo que você provavelmente já ouviu por aí:

[quote_center]”A maconha, ou cânhamo,  é onde foi escrito “The declaration of Independence” a declaração da independência americana…”[/quote_center]

usa-cannabisSim, é verdade… e isso se dá ao fato que até 1883, 75% a 90% de todo o papel do mundo era feito a partir de fibras de cânhamo, maconha, cannabis… E como sabemos, a planta da maconha é uma planta muito versátil, e que pode (e ainda faz) coisas muito diferentes. Ela é usada na alimentação, em xampus, tecidos e medicamentos. É usada também para fazer cordas e um combustível alternativo. Mas o papel é o material que foi mais amplamente utilizado durante quase um século.
Ainda quando o papel era produzido, o Congresso nomeou um comitê de cinco pessoas para redigir a declaração formal da independência. Portanto o rascunho escrito por Thomas Jefferson era de fato um papel de cânhamo Holandês, em 28 Junho de 1776.

Surgiu então uma Segunda versão, reescrita por John Adams, Benjamin Franklin, Roger Sherman e Robert R. Livingston, publicado e enviado em 2 de Julho de 76 para os membros do Congresso…
Durante dois dias eles (o congresso) debateram o teor da declaração e foi publicada no dia dia 4 de Julho, o dia que  Declaração de Independência foi aceita pelos representantes de doze estados do Congresso.

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Declaração “Semi-Oficial”, Papel de Maconha!

…Pouco tempo depois, após despacharem algumas cópias da declaração (feitas de maconha), no dia 19 de julho de 1776 o Congresso ordenou que a Declaração de Independência deveria ser copiada para o pergaminho para assinatura e publicação oficial.

O Pergaminho (imagem abaixo) então foi o  famoso documento assinado pelos delegados em 2 de agosto de 1776 (imagem da capa).

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Declaração Famosa, no Pergaminho

[quote_box_left]A declaração “original” é feita em pele de animal e cal para manter a mesma condição até hoje.[/quote_box_left]

Entendeu?

Os dois rascunhos originais da Declaração de Independência foram escritos em papel de cânhamo.
Mas “a” Declaração de Independência que todos nós conhecemos não!

 

 

 

Com ajuda do: declarations timeline, wikipedia.

Se você curtiu a historinha, curta, compartilhe que logo, logo eu paro e escrevo uma outra bem interessante pra vocês.
vlw 😉

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Ciência e Saúde Notícias sobre maconha

Maconha Medicinal é uma ameaça para a Indústria Farmacêutica

Defensores da Maconha Medicinal atacam governador de Minnesota, Mark Dayton, e pressionam por aprovação da lei

A maconha medicinal, ou cannabis, é legal em 22 estados dos Estados Unidos, onde é usada para uma variedade de condições médicas como transtornos do humor, transtornos dolorosos, esclerose múltipla, e até mesmo câncer.

A maconha medicinal não é uma cura milagrosa para todos… mas tem se tornado conhecida pela sua eficácia em algumas recuperações muito milagrosas. Infelizmente, se você tem ou não acesso à potencial mudança de vida que esse remédio natural pode proporcionar, isso vai depender do seu código postal – fato que está levantando protestos crescentes nos EUA.

Apesar do fato de 85 a 95 por cento dos estadunidenses serem a favor da cannabis medicinal, e quase 60 por cento serem a favor da legalização da maconha, muitas pessoas ainda são incapazes, por motivos legais ou por outros motivos, de terem acesso a este tratamento natural.

Isto pode ser ainda mais perturbador no caso das crianças, especialmente quando seus pais estão desesperados para encontrar um remédio seguro que possa dar a seus filhos uma chance.

O governador de Minnesota, Dayton, recusa-se a legalizar a maconha medicinal, apesar dos apelos dos pais

A questão veio à tona recentemente em Minnesota, onde os pais de crianças com epilepsia se reuniram em uma coletiva de imprensa para compartilhar a sua consternação com o governador Mark Dayton que se recusa a legalizar a maconha medicinal.

Os pais se revezavam descrevendo as convulsões que seus filhos estão sofrendo, mas, ao invés de considerar a legalização, o governador sugeriu que as famílias considerem os ensaios clínicos de 2 milhões de dólares com uma substância que permitiria às crianças obterem o “alívio de que precisam o mais rápido possível”.

Esta resposta me faz lembrar de um comentário comovente feito pelo Dr. Allan Frankel, um internista credenciado na Califórnia, que tem tratado pacientes com cannabis medicinal nos últimos sete anos. Quando o governo quer se livrar de todo o uso medicinal da maconha, ou se recusar a legalizá-la, ele levanta a questão: Por que?

Segundo o Dr. Frankel, a resposta é simples. “Eles querem isso. Este é um enorme mercado”, disse ele. Maconha medicinal é claramente uma concorrência para a indústria farmacêutica, mas, mantendo-a restrita a um julgamento farmacêutico, eles podem manter o controle e os lucros.

É uma vergonha notável, especialmente para uma condição como a epilepsia, por que a maconha medicinal tem mostrado tal promessa. Até mesmo a Epilepsy Foundation [Fundação de Epilepsia] pediu maior acesso à maconha medicinal e pesquisa. O seu presidente e CEO, declarou:

“Alguns indivíduos, especificamente famílias de crianças com epilepsia de difícil controle, estão usando o que é chamado de óleo de canabidiol, ou óleo de CBD, e anedoticamente estão vendo resultados notáveis. Isto é verdadeiramente espetacular – a qualquer momento alguém encontra um tratamento que impede convulsões, porém não é motivo de comemoração porque a prisão de uma pessoa significa pode significar a prisão para os outras.

… Estamos defendendo os direitos dos pacientes e das famílias para determinar com o seu médico se este é um tratamento adequado para eles, mas nós reconhecemos as incertezas e as dificuldades desta decisão para um paciente individual.

… Como pais, sabemos a dor de ver os nossos filhos sofrerem ataques descontrolados. Sabemos como a epilepsia impacta no desenvolvimento de crianças para as quais nenhum tratamento atual disponível tem sido bem sucedido. Nós sabemos sobre os perigos que podem ocorrer quando as famílias são forçadas a deixar os sistemas de saúde e médicos que conhecem para se deslocar para outros estados.

… Sabemos que a diferença entre ter convulsões recorrentes e não ter convulsões pode significar a diferença entre a vida e a morte… Se um paciente de epilepsia e seu médico sentirem que a maconha é a sua melhor opção de tratamento, então eles precisam ter acesso seguro e legal a maconha medicinal e eles precisam que o acesso seja agora.”

Canabidiol (CBD): As Propriedades Medicinais da Maconha

A maconha era uma medicina botânica popular nos séculos 19 e 20, comum em farmácias dos Estados Unidos desse tempo. No entanto, em 1970, a erva foi declarada uma substância controlada Classe 1 e rotulada como uma droga com um “alto potencial de abuso” e “uso medicinal não reconhecido.”

Três anos mais tarde, a ‘Drug Enforcement Agency (DEA)’ foi formada para se fazer cumprir as listas de drogas recém-criadas, e a luta contra o uso de maconha começou. Mesmo nos estados onde o uso da maconha medicinal é legal, como a Califórnia, o DEA invadiu estabelecimentos de fornecedores de maconha medicinal e até mesmo pacientes foram presos, pois em nível federal a posse ou distribuição de maconha ainda é considerada uma ofensa criminal.

Como são frequentes os casos, o governo dos EUA não deve estar acompanhando, ou, mais provavelmente, intencionalmente vem fazendo vista grossa sobre o papel potencial da maconha para usos medicinais, pelo menos até que possa assumir o controle total. A guerra federal sobre a maconha é realmente estranha, considerando-se a legalidade de cigarros e álcool – produtos que têm muito maior potencial de prejudicar a saúde pública, sem que tenha nenhum dos benefícios medicinais. Para não se falar que o ‘US Food and Drug Administration (FDA)’ aprova drogas, prescritas pelos médicos todos os dias, que matam mais de 100.000 americanos por ano.

A fim de realmente compreender o movimento atrás da maconha medicinal, você deve primeiro entender que esta erva realmente faz mostrar excelente promessa como uma planta medicinal, em grande parte devido ao seu teor de canabidiol (CBD). Os canabinóides interagem com seu corpo por meio de receptores de canabinóides naturalmente incorporados nas membranas celulares por todo o corpo. Existem receptores de canabinóides no cérebro, pulmões, fígado, rins, sistema imunitário, e muito mais. Ambas as propriedades terapêuticas e psicoativas da maconha ocorrem quando um canabinóide ativa um receptor canabinóide.

Em sua prática médica, Dr. Frankel trata uma grande variedade de pacientes com a cannabis medicinal, que se tornou sua especialidade. Ocasionalmente, os pacientes têm resultados muito dramáticos. Por exemplo, ele tem visto tumores praticamente desaparecerem em alguns pacientes sem uso de nenhuma outra terapia, exceto tomar de 40 a 60 miligramas de canabinóides por dia. A coisa mais comum que ele vê em pacientes com câncer, no entanto, são tumores encolhendo, ou um desaparecimento da metástase. Às vezes, os tumores vão encolhendo ou desaparecerem, apenas para ressurgirem em outras áreas, meses mais tarde, e depois diminuírem ou desaparecerem novamente… Outras doenças comuns estão sendo tratadas com cannabis como:

  • Transtornos de humor
  • Transtornos dolorosos
  • Desordens neurológicas degenerativas, tais como a distonia
  • Esclerose múltipla
  • Doença de Parkinson
  • Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)
  • Distúrbios convulsivos

A Maconha Medicinal tem sido extensivamente estudada, com resultados positivos

Mesmo uma rápida revisão dos dados sugere que a cannabis merece mais do que um olhar de passagem, com um potencial para tratamento de várias doenças. Há uma riqueza de pesquisas ligando a maconha com o alívio da dor e melhora do sono. Em um estudo, apenas três baforadas de maconha por dia durante cinco dias ajudou aqueles com dor crônica do nervo a aliviar a dor e dormir melhor. A Americans for Safe Access também tem links para estudos de investigação que sugerem que a maconha pode ajudar no tratamento ou prevenção da doença de Alzheimer e câncer, como pode-se observar em sua nota:

“Até o momento, mais de 15.000 artigos científicos modernos feitos pelo sistema de “revisão por pares” sobre a química e farmacologia da cannabis e seus canabinóides têm sido publicados, bem como mais de 2.000 artigos sobre os endocanabinóides naturais do corpo. Nos últimos anos, mais estudos humanos controlados com placebo também foram realizados.

Em 2009, uma revisão de estudos clínicos realizados durante um período de 38 anos, descobriu que “quase todos os 33 estudos clínicos controlados, publicados e conduzidos nos Estados Unidos têm mostrado benefícios significativos e mensuráveis ​​em indivíduos que receberam o tratamento”. Os autores da revisão observaram que os canabinóides têm a capacidade de analgesia através da neuromodulação em vias ascendentes e descendentes da dor, neuroproteção, e os mecanismos de todos os anti-inflamatórios, o que indica que os canabinóides encontrados na cannabis têm aplicações em gerenciamento de dor crônica, espasticidade muscular, caquexia, e outras condições debilitantes.

Atualmente, a cannabis é mais frequentemente recomendada como medicina complementar ou adjunta. Mas há um consenso substancial entre os especialistas nas disciplinas relevantes, incluindo o ‘American College of Physicians’, de que a maconha e medicamentos à base de cannabis possuem propriedades terapêuticas que poderiam tratar uma variedade de doenças graves e crônicas.”

O que é surpreendente é que o seu corpo é realmente “programado” para responder a canabinóides através de um sistema receptor canabinóide único. A investigação ainda está em curso sobre o quão extenso é seu impacto sobre a nossa saúde, mas até agora se sabe que os receptores de canabinóides têm um papel importante em muitos processos do corpo, incluindo a regulação metabólica, os desejos, a dor, a ansiedade, o crescimento ósseo, e a função imunológica.

Um relatório do Dr. Manuel Guzman publicado na revista Nature Reviews sugere que esses componentes ativos da maconha e seus derivados também são potenciais agentes anticâncer: “… estes compostos [canabinóides] tem se mostrado como inibidores do crescimento de células tumorais em cultura e em modelos animais, modulando as principais vias de sinalização celular. Os canabinóides são geralmente bem tolerados, e não produzam os efeitos tóxicos generalizados de quimioterapias convencionais”.

A diferença entre Cannabis e Hemp

Existem dois grupos distintos de estirpes de maconha. Um deles é o das Cannabis [indicas e sativas em geral]; o outro é o da Hemp [ruderalis; “cânhamo”]. Há muita confusão sobre as semelhanças e diferenças entre esses dois tipos. Enquanto são subespécies da mesma espécie de planta, se apresentam muito diferentes, e são extremamente diferentes de maneiras que realmente importam quando se trata de uso medicinal.

O fato que eles têm em comum é que ambos contêm o canabidiol (CBD), que tem propriedades medicinais. A quantidade de CBD, no entanto, difere significativamente entre os dois. A dosagem, portanto, é dramaticamente diferente, logo você não deve tentar usar a hemp em vez de cannabis, pois a última, cannabis, é até 100 vezes mais potente. Outra diferença que aparece em termos de sua utilidade como medicina relaciona-se com diferentes perfis de terpeno. A hemp contém muito pouco destes compostos medicinais valiosas.

Por fim, há o teor de tetrahidrocanabinol (THC). THC é o componente psicoativo da maconha; é a molécula que faz você se sentir “chapado”. (Embora o CBD também tenha certas propriedades psicoativas, não produz um alto efeito.) Por definição legal, a hemp não pode ter mais do que 0,3 por cento de THC. Então, para resumir:

  • Hemp tem menos valor para usos medicinais, uma vez que contém cerca de apenas quatro por cento de CBD e carece de muitos dos terpenos medicinais e flavonoides. Além disso, contém menos de 0,3 por cento de THC, o que significa que não pode produzir uma onda ou levá-lo a ficar chapado. No entanto, para muitos processos de doença, o THC é muito indicado e necessário. Assim, para muitas doença, sozinho o CBD tem muito menos valor.
  • Cannabis é um potente medicamento que oferece quantidades elevadas (cerca de 10 a 20 por cento) de CBD, níveis críticos de terpenos medicinais e flavonoides, bem como THC em proporções variadas para várias doenças. O alto nível de THC proporciona efeitos psicoativos mais pronunciados.

Durante os anos 60 e 70, os produtores se concentraram em aumentar o teor de THC e, devido à produção afora o todo-importante CBD, a maconha se tornou conhecida principalmente como uma planta que lhe dá “onda”. Suas propriedades medicinais originais e utilizações em grande parte caíram no esquecimento. As coisas estão mudando, no entanto, de acordo com Dr. Frankel:

“Cinco anos atrás, médicos da Califórnia, e outros grupos ao redor do mundo, realmente não sabiam se iriam encontrar cepas mais ricas em CBD, mas nós temos. Agora há muitas variedades diferentes. Continuamos trazendo novas cepas mais ricas em CBD a cada um ou dois meses.”

Os efeitos curativos da Maconha In Natura

Embora a grande maioria dos usos da maconha seja através da queima e inalação, o vídeo acima apresenta alguns dos principais pesquisadores sobre os efeitos curativos da cannabis in natura. As folhas podem ser comidas em uma salada ou processadas para se extrair seu suco. Este é apenas um modo de consumir esta planta medicinal. Você também pode encontrar maconha em forma de óleo ou consumi-la, como muitos pacientes de maconha medicinal fazem, usando um vaporizador. O dispositivo vaporiza a maconha, sem qualquer um dos subprodutos da combustão, o que permite uma forma limpa de ingestão.

Enquanto estados individuais ainda estão lutando sobre a possibilidade de legalizar a maconha medicinal, há uma série de estados que a têm nas cédulas de votação das eleições em novembro deste ano. Esta é uma tendência que é improvável de se abrandar tão cedo. Estima-se que o mercado legal de maconha cresça para 2,34 bilhões de dólares em 2014, tornando-se uma das indústrias que mais cresce (se não a mais rápida).

Esperamos que, com o seu uso se expandindo, mais pessoas tenham acesso a um outro tratamento natural para tomar o controle de sua saúde. Tenha em mente que, pelo menos por ora, mesmo se você vive em um estado onde a maconha medicinal é legal, a potência da cannabis varia muito, assim como os seus efeitos quando ingerida.   É por isso que especialistas como o Dr. Frankel são muito focados na tentativa de desenvolver doses mais precisas e consistentes. Nos Centros de Acesso de Pacientes, ele consulta como criar um conjunto diversificado de sprays orais com doses consistentes. Ele também acredita que é muito importante se abrir e começar a falar sobre a dosagem, o que funciona e o que não funciona. É sua convicção que alguns pacientes, em grande parte devido à falta de educação sobre o medicamento, acabam tomando doses que são 10 ou até mesmo 100 vezes maiores do que é realmente necessário para tratar a sua doença. Infelizmente, muitos médicos da área ainda são bastante controversos e receosos em recomendar doses de maconha medicinal, por medo das repercussões.

Tradução: SmokeBud
Fonte: Dr. Mercola
Via: Health Impact News Daily

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Opinião

Fumacê Uruguaio

Os gringos já passaram por este furor das prisões e longas condenações. Agora querem esvaziá-las, querem sentenças mais brandas e reabilitantes. Nos Estados Unidos, parte do processo passa pela legalização da maconha, que todas as noites leva de 50 a 100 mil pessoas a dormir nas cadeias.

Quase todos saem no dia seguinte, mas a prisão fica na ficha do preso e tem consequências. Em muitos Estados ainda vigora a lei do “terceiro crime”, que tem uma sentença de prisão perpétua mandatória para quem já teve duas condenações, mesmo que tenham sido por banalidades como o furto de um refrigerante. Há centenas de casos. As leis estabelecem sentenças mínimas e sem opções para os juízes. Estudantes perdem financiamentos, imigrantes sem documentos são deportados, muitos perdem empregos.

Esta multiplicação de prisões e sentenças longas começou com a explosão das drogas e crimes na década de 70. Hoje, Nova York tem o mesmo número de homicídios por ano que tinha na década de 50 e o crime caiu em todo país.

Conservadores atribuem esta redução às prisões e sentenças longas, mas até o Texas, o mais lei e ordem dos Estados americanos, antecipou a liberação de milhares de presos. Em 2003, foi o Estado pioneiro. Quem era preso com menos de um grama de qualquer droga pegava liberdade condicional e opção de reabilitação.

Nestes 10 anos, a redução nos crimes foi de 14%.

Os americanos são campeões mundiais em número de presos. Com apenas 5% da população do mundo, eles têm um quarto dos encarcerados. A população da China, um país onde quem treta e rela vai em cana, é quatro vezes maior do que a dos Estados Unidos e está em distante segundo lugar em número de presos.

Eles custam caro e as prisões americanas são punitivas, sem incentivos à reabilitação. Quem entra nelas por crimes menores, como uso ou posse de pequena quantidade de maconha, em geral sai de lá escolado em crime.

Os movimentos pelo afrouxamento das sentenças e legalização da maconha marcham juntos, mas são como uma nuvem de fumaça que cresce diferente nos 50 Estados.

Vinte permitem a venda e o uso da maconha medicinal e este vai ser o principal caminho da legalização. A maconha funciona em vários tipos de dores e doenças. Em alguns Estados, o controle é rígido, noutros, como a Califórnia, é frouxo.

Dois Estados, Colorado e Washington, liberaram a produção e a venda para uso “recreativo” há quase um ano, mas a questão dos impostos é complicada. Quem abrir uma loja de maconha corre o risco de ser preso por agentes federais, ir para a prisão e perder suas propriedades.

Mesmo nos Estados liberados, produzir, vender e usar maconha ainda são crimes federais e metade dos presos nas penitenciárias federais cumpre sentenças por crimes ligados a drogas. Eram 24 mil em 1980, hoje são 230 mil, com um orçamento que cresceu 600%.

O governo Obama hoje raramente despacha seus agentes federais para reprimir maconheiros, mas já mandou fechar quase 300 pontos de vendas de maconha medicinal. É imprevisível. Na adolescência e no colégio ele usava, tragava e gostava.

A maconha está na categoria 1 na lista das drogas, ao lado da heroína. Cocaína é categoria 2.

Uma das campanhas quer colocar a maconha entre drogas menos perigosas, como remédios para tosse, categoria 5, ou colocá-la como álcool, fora da lista.

Há outro movimento para transformar a legalização numa campanha de direitos civis. Mais brancos fumam maconha do que negros, mas o número de negros que são presos é 4 vezes maior do que o de brancos, e em 48 Estados ex-presidiários não podem votar. O voto negro, maciçamente pró democrata, fica fora das eleições no caso dos presidiários.

Há 20 anos, 80% dos americanos eram contra a legalização da maconha. Hoje a maioria é a favor e a grande mudança foi nos últimos três anos. A legalização aqui é só uma questão de tempo e vai chegar mais depressa se a experiência uruguaia der certo. Já dá para sentir o fumacê.

Via: Lucas Mendes BBC Brasil

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Flórida enfrenta campanha para legalizar maconha medicinal

 

 

Oxicodona não funcionou. Nem hydrocodone e nenhum dos outros narcóticos vendidos para parar a dor.

Então, uma mulher da região fez o que muitos outros fazem. Ela fumava maconha para aliviar a dor que sentia no fundo de seus ossos, causada pelo tratamento do câncer de mama.

 “Eu tenho uma alta tolerância à dor… e eu odiava tomar pílulas”, disse a mulher. “Mas quando eu me deitava para ir dormir, meu corpo começava a doer e eu não conseguia dormir… dava de quatro a cinco tragadas, ficando chapada para que eu pudesse dormir.”

Um grande número de pessoas nos EUA partilha da opinião de que a maconha é um medicamento. Dezoito estados mais o Distrito de Columbia permitem variadas utilizações da maconha para uso médico.

O Estado de Washington aprovou a maconha medicinal em 1998 e Colorado, em 2000. No ano passado, Colorado e Washington foram ainda mais longe – os eleitores aprovaram referendo para legalizar a maconha para uso recreativo também.

A Flórida não permite nem o uso recreativo da maconha nem o uso medicinal. Várias tentativas foram feitas para obter a aprovação do Legislativo da maconha medicinal, embora as notas não tenham avançado muito.

Agora, no entanto, um grande impulso para levar a questão aos eleitores está iniciando. O advogado Orlando John Morgan da “Morgan e Morgan”, um escritório de advocacia com sede em Orlando – conhecido por sua fama For the People”, o advogado do povo, não dos poderosos  – está contribuindo com 3 Milhões de dólares para conseguir um referendo estadual nas eleições gerais de 2014.

Os apoiadores precisam das assinaturas de 788 mil floridianos no início do próximo ano, para êxito nas urnas.

“Eu tenho me surpreendido com a reação até agora. Recebi milhares e milhares de pessoas me chamando e me agradecendo”, disse Morgan. “É a polícia, os veteranos, detetives, advogados do Estado, democratas, republicanos. Acho que vamos ter sucesso com isso.”

Morgan disse que outros grandes financiadores estão apoiando a campanha, mas Ele se recusou a nomeá-los.

Nos esforços da legalização em outros estados, o presidente da “Progressive Insurance”, Peter Lewis e o gerente de investimentos George Soros foram os principais financiadores.

Um grupo, o “People United for Medical Marijuana” (pessoas unidas pela maconha medicinal) em fevereiro divulgou uma pesquisa mostrando que cerca de 70 por cento dos eleitores da Flórida apoiam o uso medicinal da maconha.

Os defensores acreditam que terão uma chance muito maior de sucesso com os eleitores do que com o Legislativo, apesar de Jodi James, da “Florida Cannabis Action Network”, dizer que vai continuar a pressão sobre o Legislativo para aprovação.

“Não é um ‘se’ mais, é um ‘quando’”, disse James. Quando eu comecei isso, foi deprimente, pois muitas dos pacientes com quem trabalho no dia a dia são terminais. Enquanto eu ver, as pessoas e receber telefonemas todos os dias de alguém, cuja vida foi completamente mudada por este medicamento, eu não posso parar.”

Os defensores dizem que a maconha alivia a dor, reduz as náuseas e estimula o apetite.

Diante desses benefícios, os defensores dizem que é útil para pessoas com câncer, AIDS, artrite, Parkinson, anemia, entre outros.

Cathy Jordan tornou-se o rosto do esforço, para legalizar a maconha medicinal na Flórida. A moradora de Parrish no Condado de Manatee tem esclerose lateral amiotrófica – doença de Lou Gehrig – e tem sido o uso da maconha que está aliviando os sintomas, que podem incluir a perda de apetite, depressão, dor, dificuldade de deglutição e salivação.

Cathy Jordan e seu marido, Robert. Os Jordans querem legalizar a maconha medicinal na Flórida para pessoas como Cathy, que sofrem de esclerose lateral amiotrófica, mais conhecida como doença de Lou Gehrig. O casal afirma que os sintomas de Cathy, são muito reduzidas pelo uso da erva. (Foto Bradenton Herald)
Cathy Jordan e seu marido, Robert. Os Jordans querem legalizar a maconha medicinal na Flórida. (Foto Bradenton Herald)

O projeto de lei na sessão legislativa foi nomeado com o nome dela.

Mas a maconha medicinal tem críticos. Alguns dizem que, em alguns estados que permitem a maconha medicinal – Califórnia, em particular – é tão fácil de obter uma receita para maconha medicinal que praticamente qualquer pessoa pode ter uma.

Os críticos também apontam para potenciais problemas de saúde que fumar uma substância pode criar.

Kevin Sabat, diretor do Instituto de Política de Drogas e professor assistente na Faculdade de Medicina da Universidade da Flórida, disse que a maconha tem valor medicinal, mas ao invés de legalizá-la, ele prefere esperar até que as propriedades benéficas na maconha possam ser transformadas numa forma que não seja a de fumar.

“Nós sabemos que a maconha tem valor medicinal, mas não precisamos começar a partir de fumar a planta crua, assim como nós sabemos que não tem valor medicinal no ópio fumado. Tendo assim morfina e outros opiáceos que são úteis” – disse Sabat.

Por qualquer pessoa com uma doença terminal séria, eu tenho compaixão” Sabat continuou. “Nós não devemos prendê-los, e deveríamos estar recebendo o que eles precisam. No entanto, não é a política pública responsável por terem fumado maconha que não é dosada, que não sabemos o que está nela, sendo dada a pessoas em nome da compaixão.”

Dois grupos nacionais contrários à maconha medicinal se lançaram rapidamente na busca de John Morgan.

“Save Our Society From Drugs” e a “Drug Free America Foundation”, disseram em um comunicado à imprensa que o referendo, se aprovado, teria por efeito legalizar a maconha.

Esta alteração cria uma lei estilo Califórnia com imprecisão e ambiguidade que fará de fato com que a legalização da lei do país se faça na Flórida. Eles não querem chamá-la de legalização total porque sabem que os floridianos não querem legalizar as drogas”, disse Calvina Fay, diretora-executiva dos grupos.

O diabo está nos detalhes, e vamos gastar o tempo necessário para estudar e pesquisar esta alteração, mas que não haja erro – esta alteração cria um caminho para a legalização que é claro e evidente, e uma vez que os floridianos perceberem que isto é um cavalo de Tróia, eles vão rejeitá-la.”

Enquanto isso, a visão de Sabat em relação ao desenvolvimento de uma versão farmacêutica da maconha provavelmente será um ponto de debate se a questão for à votação.

Os defensores argumentam que a maconha é um medicamento que as pessoas podem cultivar sem ter que comprar um produto caro criado e vendido por uma empresa farmacêutica.

Jordan cultiva sua própria maconha. A polêmica iniciou quando o Gabinete do Xerife do Condado de Manatee invadiu sua propriedade e apreendeu as plantas. Os procuradores arquivaram o processo depois de Jordan argumentar a necessidade médica, mas ela se preocupa com as futuras ações judiciais.

Morgan disse que o referendo vai incluir o aspecto do auto cultivo.

“Por que precisamos deixar que as empresas farmacêuticas fiquem ricas, quando podemos cultivar direto no nosso jardim?”– disse Morgan.

Morgan disse que viu os efeitos da maconha medicinal, em primeira mão. Seu falecido pai, por sugestão de seu irmão tetraplégico, começou a usar maconha para diminuir a dor e aumentar o apetite.

Morgan disse que seu pai era um tipo “anti-droga”, careta, mas foi convencido a usá-la.

“Papai nunca foi de usar droga, tipico careta, mas ele não tinha nada a perder. Isso o relaxou. Ele teve o apetite de volta”, disse Morgan. “Eu comecei a vê-lo trabalhar. Ele estava comendo, ele estava se divertindo. Isso não era uma cura, mas a sua qualidade de vida era muito melhor.”

Consultor político Ben Pollara publicou uma Super PAC Federal apoiando o senador democrata Bill Nelson.

Quando o ciclo eleitoral terminou, Pollara usou algum do dinheiro que sobrou para uma pesquisa sobre a maconha medicinal, que mostrou 70 por cento dos prováveis ​​eleitores favorecendo o uso medicinal de maconha legal. Ele apresentou os resultados da Morgan e o advogado concordou em fornecer apoio financeiro.

Pollara assumiu um grupo de apoio à maconha medicinal existente e rebatizou-o de United for Care. A maioria de seus esforços foram em direção à elaboração de uma petição que possa resistir a um desafio constitucional baseado no “single subject” (sujeito único), requisito da Flórida para as iniciativas de voto.

A criação de um novo marco regulatório para a maconha medicinal vai tocar em muitos aspectos do governo do estado, mas Pollara acredita que vai passar para o agrupamento legal.

“Nós nos sentimos como se tivéssemos redigido que não há apenas um único impacto substancial”, disse ele na alteração do texto, que foi submetido ao secretário da Flórida de Estado para aprovação na semana passada e está previsto para ser finalizado e disponível para assinaturas da petição dentro de dias.

Porque os adversários da maconha medicinal muitas vezes apontam para estados como a Califórnia, onde os controles frouxos levaram a um “free-for-all” de clínicas e pacientes com doenças duvidosas, foi um tempo considerável para elaborar linguagem chamando para um sistema de regulação apertada na Flórida.

Explicando tudo isso de forma sucinta no resumo de 75 palavras e 12 palavras-título que aparecerão nas cédulas de votação que também são fudamentais. A alteração real são de duas páginas e meia, mas a maioria das pessoas não vão ler isso.

Essas 12 e outras 75 palavras são extremamente importantes”, disse Pollara.

A ênfase no texto da cédula retardou o início da campanha. Com menos de sete meses para coletar assinaturas, o dinheiro vai ser crítico.

Mais de 3.000 mil dólares são necessários para pagar coletores de assinaturas e muito mais para a publicidade.

A campanha levantou 193.167 dólares entre janeiro e março, com a maior parte proveniente de Morgan. Relatórios de captação de recursos do segundo trimestre serão apresentados em breve. Pollara disse que vai mostrar resultados semelhantes aos do primeiro trimestre.

O grande impulso de captação de recursos começa nesta semana.

A maioria do nosso foco tem sido a elaboração da nova petição,” Pollara disse antes prevendo um enorme terceiro curso de captação de recursos no trimestre.

Tradução: SmokeBud
Fonte:  GainesVille