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Notícias sobre maconha

Mais um estado americano de Illinois legaliza consumo da maconha, agora são 11!

Chicago (EUA), 25 jun (EFE).- O consumo recreativo da maconha será autorizado no estado de Illinois, nos Estados Unidos, a partir de 1º de janeiro de 2020, de acordo com uma medida assinada nesta terça-feira pelo governador JB Pritzker.

“Somos o primeiro estado da nação a legalizar completamente o uso do cannabis através de um processo legislativo bipartidário, sem necessidade de plebiscito”, disse.

Pritzker ressaltou que a iniciativa é um “exemplo de democracia” e uma mudança radical que chega com atraso a Illinois. A nova lei permitirá excluir antecedentes criminais de pessoas que sofreram processos por posse ou consumo de cannabis no estado, o que para ele é “um passo equitativo e de justiça”. A legislação, segundo o governador, beneficiará pessoas afetadas por “décadas de aplicação de uma guerra contra as drogas que foi um fracasso”.

A procuradora de Justiça do condado de Cook, Kim Foxx, declarou em comunicado que seu escritório está orgulhoso de “ter ajudado a desenvolver essa legislação histórica”.

“O tempo da justiça é agora, especialmente para as comunidades negras que há muito foram desproporcionalmente afetadas acusações de crimes menores e pela guerra fracassada contra as drogas. Esperamos continuar nossos esforços para garantir o maior alívio possível sob essa lei revolucionária”, disse ela.

Em seis meses, os moradores do estado com mais de 21 anos poderão possuir para consumo até 30 gramas de flor de cannabis, 5 de concentrado de cannabis e até 500 miligramas de tetraidrocanabinol (THC), o único componente psicoativo. Não residentes poderão ter a metade de cada uma dessas possibilidades. A maconha será vendida em locais próprios em todo o estado de Illinois.

Pacientes que usam a maconha medicinal poderão possuir mais de 30 gramas se cultivarem a planta em casa, dentro de um ambiente fechado e fora do alcance do público.

De acordo com a nova legislação, será ilegal revender maconha e tirá-la do estado, já que o consumo continua proibido em grande parte do país, conforme a lei federal. Além disso, estará proibida a publicidade sobre consumo perto de escolas, pontos de transporte público e repartições públicas.

A lei estabelece uma estrutura que permitirá gerar receita de US$ 57 milhões no ano fiscal de 2020, e terá um aumento progressivo até chegar US$ 375,5 milhões em 2024. Desse total, 35% será destinado ao Fundo Geral do estado, 25% será revertido para a comunidade e 20% irá para tratamentos de saúde mental e abuso de substâncias. Também serão destinados recursos para dívidas do estado, capacitação de profissionais para a aplicação da lei e para campanha de educação pública sobre o uso das drogas.

Com esta lei, Illinois se torna o 11º estado a legalizar a maconha nos Estados Unidos. EFE

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Cinema e Televisão

CBD & Meditação: Kim Kardashian comemora a chegada do seu 4° filho com cannabis

No sábado, os famosos amigos e familiares de Kim Kardashian e Kanye West se reuniram para celebrar a chegada do seu quarto filho com um chá de bebê estilo Kardashian. A celebração de uma das famílias mais poderosas dos Estados Unidos foi postada no instagram e ganhou destaque na mídia tradicional por se tratar de uma barriga de aluguel e também pela temática da cannabis.

Além disso, a diva revelou que o bebê que nascerá em maio, é um menino, no entanto, ela e Kanye ainda não decidiram um nome para ele. Essa não é a primeira vez que a família de Kim Kardashian tem filhos através da gestação por substituição ou popularmente conhecida como barriga-de-aluguel, onde há um acordo em que uma mulher aceita engravidar com o objetivo de engendrar e dar à luz uma criança a ser criada por outros. Chicago West, o caçula da família também foi gerado por uma barriga de aluguel.


“Kim e Kanye tinham um embrião masculino e ficaram emocionados que funcionou. Ela sempre quis ter quatro filhos, e sendo dois meninos e duas meninas, é perfeito. Eles ficaram muito felizes com a primeira experiência e estão muito gratos por ter mais um bebê”, contou uma fonte do E! News.

No encontro temático “CBD & Meditation” realizado na casa do casal, cada participante recebeu um kit Yeezy (com cannabis) e participou de um banho de sol com mediação ao lado de algumas plantas de maconha, também teve uma brincadeira com sugestões para o nome do bebê. O neném deve nascer em maio e assim como Chicago West, o caçula da família também está sendo gerado por uma barriga de aluguel.

“Então, porque eu estou em pânico e o bebê está chegando, tipo, duas semanas, eu pensei que melhor maneira de comemorar seria ter um pouco CBD”, disse a seus convidados. Na celebração estavam a manager, Kris Jenner e a irmã Kourtney Kardashian, bem como Chrissy Teigen, Paris Hilton, Larsa Pippen, Jen Atkin e E! estrelas Olivia Pierson e Natalie Halcro.

Depois do chã, Kardashian West refletiu sobre o chá de bebê, dizendo aos fãs e seguidores no Instagram Story: “Ontem eu tive meu chá de bebê CBD! Obrigado a todos que celebraram o #4 bebê conosco. Foi perfeito!”

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Kim’s CBD baby shower yesterday!

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Em novembro de 2017, a família Kardashian jogou um lindo chá de bebê cheio de flores de cerejeira antes do nascimento do terceiro filho da Kardashian West, Chicago, por meio de um substituto.

“Ok, pessoal, [isso é] meu chá de bebê para o bebê número 3”, disse Kardashian West no Snapchat ao lado de vídeos que documentam as decorações elegantes. “É uma linda floresta de chá e flor de cerejeira.”

Dica do leitor: Dan Novaes. Valeu Dan!

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Cinema e Televisão Mundo Canábico

Fantástico: Maconha e CBD viram febre nos Estados Unidos e gera polêmica

Após decisão do Congresso americano no fim de 2018, várias lojas que vendem a substância surgiram. Dá para encontrar CBD em comidas e bebidas. Mas nem sempre realmente existe a substância indicada, é o que diz a matéria do Fantástico deste domingo 15/04/2019.

A onda verde está dominando os Estados Unidos. Por todo país, é possível encontrar estufas com milhares de pés de cannabis e até mesmo empreendedores brasileiros que estão extraindo o CBD e criando produtos industriais. No entanto a matéria que tenta a todo momento separar Maconha do CBD na reportagem aborda algo surpreendente, explica que com o avanço do mercado, agora também há produtos que estão sendo lançados por empresas mal intencionadas e sendo vendidas como se o CBD fosse parte dos ingredientes, ou seja seria um comestível medicinal de canabidiol. É o caso de um “cookie” e um “carro de comestíveis de maconha” que está na rua e até mesmo de outros tantos produtos que você irá ver.

Além do enfoque para as três letrinhas (CBD) estarem estampadas em diferentes produtos – doces, bebidas, cremes, óleos. Os repórteres Tiago Eltz e Lucas Louis também mostraram a polêmica por trás do uso da substância, que também tem sido vendida como a cura pra muitas doenças e transtornos, mas o fato é que ainda existem poucas pesquisas e os governos não ajudam tanto com o tema.
Veja a matéria abaixo e assine o nosso canal para ficar informado!

A matéria é um tanto tendenciosa (como toda matéria produzida por esse tipo de programa) mas mostra uma realidade que é de fato conhecida por quem acompanha o avanço do green rush. Enquanto o THC não é legalizado a palavra cannabis ou maconha continuará sendo estigmatizada, portanto quem está nesse mercado acaba criando outros produtos com outras substâncias para ganhar mercado, mesmo que sem a substância.

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Mundo Canábico Notícias sobre maconha

Como é o Turismo Canábico nos Estados Unidos

Os Estados Unidos da América, a terra do tio Sam, meca do capitalismo selvagem, potência mundial, agora no rumo da legalização da maconha em toda a nação. Para entender um pouco mais sobre essa legalização histórica da erva, é preciso primeiro entender como funciona a aplicação das leis por aqui.

Cada estado tem autonomia de criar suas próprias leis e cada estado tem seu próprio congresso, claro, isso não significa que eles não respeitam também as leis federais, mas quando são relacionadas a âmbito civil, controle de armas, imóveis, jogos de azar e consumo de drogas para fins medicinais ou sociais, são as leis estaduais que predominam. Por exemplo, a Califórnia regulamentou o uso da cannabis medicinal há 23 anos, enquanto o Texas o uso medicinal e social são ilegais e somente a partir 2015 pacientes com epilepsia e doença mais severas atestadas podem fazer tratamento com óleo de CBD, para o governo federal tudo isso ainda é ilegal.

Por conta dessas peculiaridades na legislação americana, já existe um mercado medicinal canábico movimentando bastante dinheiro. Por exemplo na Califórnia desde 1996 existe esse mercado, mas foi só em Janeiro de 2018 a legalização realmente entrou em vigor nesse estado gigante, que se fosse um país, seria a quinta maior economia do mundo.

California Dreamin’
Em fevereiro de 2018, durante o carnaval aqui no Brasil, viajei para Los Angeles, a legalização tinha acabado de acontecer e eu tinha ideia de como seria lá. Alugamos um carro e nosso trajeto descia de São Francisco até San Diego, passando por várias cidades que ficam às margens da Highway 1, uma estrada muito conhecida pelos turistas.

Na chegada fui direto conhecer um dispensário, porém, chegando lá recebi a triste notícia de que como a legalização era recente, em algumas cidades, poucos dispensários tinham recebido a licença para operar, a demanda estava muito alta, e para poder comprar produtos com thc e cbd ainda precisaria de uma recomendação médica.

Como queria conhecer várias dessas lojas, pesquisei pelo celular alguns green doctors que poderiam emitir a carteirinha de paciente medicinal. Na minha segunda tentativa consegui um consultório onde um médico faria uma consulta para me prescrever uns produtinhos. Depois de meia hora, algumas perguntas e aproximadamente 100 dólares pela consulta, saí de lá com minha licença medicinal direto para o dispensário Buds n’ Roses.

O sonho “California Dreamin” começou ali, no momento que eu vi a quantidade de opções na loja, a verdadeira demonstração de porque os americanos são os mestres do capitalismo, realmente sabem fazer embalagens maravilhosas, produtos que você nem sabia que poderiam existir com designs e cores vibrantes que prendem nossa atenção e te incentivam a comprar mais e mais. O meu tour estava apenas começando e eu estava muito empolgado.

Carteira para uso de Cannabis na California

Roadtrip na Highway 1
A SR-1 conhecida como Highway 1, é uma estrada estadual que cruza a Califórnia de norte a sul beirando a costa do oceano pacífico. A estrada tem vistas maravilhosa com trechos de paisagens bem variadas, como montanhas, florestas e praias cénicas em uma extensão de pouco mais de mil quilômetros. É uma trajeto perfeito para fazer de carro, curtindo um bom som e fazendo paradas estratégicas ao longo do caminho pra descolar os melhores buds nos dispensários.

Trecho Mendocino County
No trecho mais ao norte da estrada tem sido muito conhecida por ser um dos melhores locais para plantar maconha em toda a Califórnia. É uma área montanhosa próxima a costa e em uma dessas montanhas que ocorreu o assassinato que foi retratado naquele documentário “Montanha Mortal – Murder Mountain” que saiu recentemente no Netflix e mostra um pouco da vida dos growers legais, ilegais e empreendedores canábicos.

San Francisco Bay Area / Napa & Sonoma
Também passei um pouco de frio em São Francisco, Napa e Sonoma. Vales onde as vinícolas se instalaram e tornaram essa área muito adorada por turistas buscando vinhos de ótima qualidade feitos com as uvas da região, é um lugar com preços de alimentação e estadia altos. Fica a meia hora de San Francisco, outra cidade superfaturada, mas muito bonita. As vistas da Golden Gate bridge são sensacionais e é ótimo acompanhar o pôr do sol enquanto fuma um. Ficamos 4 dias nesse trecho já que SF é uma cidade grande e cheia de parques, museus e dispensários.

Aconselho conhecer o Barbary Coast Dispensary e The Apothecarium!

 

Monterey Bay Area
Ainda tenho sugestão de mais cidades que tem ótimas experiências, a começar por Carmel, uma cidade pequena mas que atrai muita gente para esportes ao ar livre, e Santa Cruz, uma cidade com muita beleza natural e parques para você ver as sequoias gigantes.

Recomendamos ir no Henry Cowell Redwood State park fazer uma caminhada, mas antes dê uma paradinha na Cana Cruz. 😉

Big Sur & Central Coast
O trecho de Big Sur é o mais inóspito e com as paisagens mais preservadas, a estrada a beira dos penhascos é perigosa e corre risco de fechar por conta de deslizamentos e desmoronamentos, no nosso caso, a estrada estava fechada em um trecho e tivemos que desviar pelas montanhas para chegar na costa central e conhecer as cidades de San Luis Obispo, Santa Barbara e Pismo Beach.

Los Angeles & Orange County
Los Angeles é uma cidade muito grande. Tem 4 milhões de habitante e provavelmente o dobro de carros, tudo é longe e o trânsito é intenso em várias as áreas, isso chamou nossa a atenção durante os dias que ficamos aqui.

Apesar do fluxo intenso de carros, as estradas são ótimas, largas, sinalizada e com muitas pistas para que o trânsito possa fluir. Em SF você vai encontrar muitas dispensários, a mais famosa da cidade provavelmente é a MedMen, que tem um design lindo de lojas, balcões em madeira com flores, óleos, comestíveis e cartridges expostos.
A unidade de Hollyweed é boa, fica perto da calçada da fama e do famoso letreiro, mas como a legalização era recente quando fui e a MedMen já tinha conseguido a licença para operar, as lojas ficavam bem cheias, a ponto de se formar fila na porta para o lado de fora.

Próximo ao aeroporto de LA, fica a cidade de Santa Mônica com seu famoso parque de diversões no píer, parada obrigatória para os turistas. Descendo para o final do trecho da Highway 1, ficam praias famosas, Malibu, Huntington Beach e Dana Point que valem o passeio.

 

San Diego
Em San Diego, encontrei alguns amigos brasileiros trabalham no mercado canábico da região, essa cidade tem pessoas do mundo todo morando, é difícil encontrar alguém que tenha nascido ali, muitos vem de fora para se aposentar e aproveitar o clima ou tentar a vida próximo a beira mar.

As praias são ótimas e o melhor é a vibração positiva que as pessoas passam, todos são muito receptivos e simpáticos, a vida na rua é muito ativa e sempre tem mercados de comida, artesanato e cultura nos bairros mais conhecidos para passear no final de tarde.

O cheiro de maconha está presente na maioria dos lugares e já se tornou algo ordinário, além dos diversos dispensários, muitas pessoas plantam para consumo próprio, ou até mesmo como segunda renda de maneira “ilegal”, vendendo para amigos próximos excedentes das suas colheitas caseiras.

Fui conhecer dois cultivos de plantas consideradas “top shelf” ou seja, de altíssima qualidade, uma das grow tinha a estrutura que ocupava dois quartos de uma casa em um bairro de San Diego a outra era especializada em extrações, que estão em alta no mercado local pela sua potência e concentração elevada de THC.

Além desses fazendeiros locais, também existem os dispensários e algumas lojas chamadas de “boutique cannabis” que já gourmetizaram a erva, cobram um preço elevado e pagam os impostos relativos ao negócio (10% de imposto de venda + 15% imposto da maconha), mas os produtos têm uma qualidade e concentrações garantidas por testes laboratoriais  aprovados. É possível encontrar de tudo, extrações, flores, comestíveis e até produtos com CBD para pets, a experiência de conhecer esses dispensários vale a pena, mas a maioria da galera ainda prefere ter um dealer que não cobre o olho da cara.

Apesar da legalização, ainda existe um mercado informal de pequenos cultivadores, que estão nessa há anos antes da legalização, e agora se vêm ameaçados pelas novas regras, padrões e gigantes entrando na indústria. Também há empresas de turismo canábico que facilitam todo essa viagem.

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Notícias sobre maconha

15 de Novembro também é dia da proclamação da Cannabis Medicinal

No dia 15 de novembro o mundo celebra o dia mundial da cannabis medicinal. No Brasil o dia nacional é dia 27 de novembro. Mas a data mundial foi definida muito antes, vou te contar a história.

Em 1994 ocorreram vários acontecimentos que desencadearam a proclamação do dia mundial da cannabis medicinal. Os acontecimentos são os seguintes:

11 de Setembro – A Organização Nacional para a Reforma das Leis sobre Maconha (NORML sigla em inglés) anunciou seu novo grupo de responsáveis. Essa mudança de diretores ocorreu decorrente de uma briga interna dentro da NORML que tentava enfrentar os ativistas pró cannabis. Por sorte naquele momento a nova diretoria foi formada por vários cientistas, incluíndo um ganhador de um Nobel.

17 de Setembro –  A NORML de Massachusetts celebrou a quinta manifestação anual a favor da legalização da maconha no Boston Common. Foi então que o editorial do Boston Globe publicou “A legalização da maconha para uso medicinal está muito atrasada faz tempo…”

19 de Setembro – Os democratas liberais passaram então a ser o primeiro partido político importante na Gran Bretaña ao apoiar oficialmente a legalização do consumo de cannabis.

30 de Setembro – O governador de California, Pete Wilson, vetou a legislação que iria permitir o uso medicinal da cannabis no seu estado. Wilson afirmou que não poderia assinar um projeto de lei pois a lei federal ainda proíbe o uso medicinal da erva.

2 de Outubro – Teve uma reunião em Place Berri, Montreal. O evento foi patrocinado pelo grupo Anti-Proibicionista de Quebec onde teve mais de 500 pessoas. No entanto sete pessoas foram presas pela polícia e acusadas de posse de cannabis.

5 de Outubro – La Sección 462.2 del Código Penal Canadiense fue anulada por la jueza Ellen MacDonald por ser inconstitucional. La sección 462.2 era la ley de censura viciosa que prohibía el pro-cannabis y cualquier otra literatura o parafernalia. El caso fue presentado por Umberto Iorfida de Canadá NORML.

5 de Outubro – A seção 462.2 do Código Penal Canadense foi anulada pela juíza Ellen MacDonald por ser inconstitucional. A seção 462.2 falava sobre a censura viciosa que proibia o ativismo a favor da cannabis e qualquer outra literatura ou parafernália. O caso foi apresentado por Umberto Iorida, do Canadá NORML.

13 de outubro – Bob Randall, que sofre de glaucoma e é um editor de livros sobre maconha medicinal, foi proibido de entrar na Grã-Bretanha com remédios de maconha. Randall é uma das oito pessoas nos EUA. UU que ela está legalmente autorizada a receber cannabis por prescrição, e ela estaria cega em poucos dias se deixassse de usar regularmente. Ele foi convidado a reunir-se com acadêmicos e políticos em Londres para discutir uma campanha para legalizar o uso medicinal da cannabis.

13 de outubro – Richard Branson, dono da Virgin Records, foi citado dizendo que: sua companhia aérea atual Virgin, varejo e lazer poderia vir uma empresa de cannabis se ela fosse legalizada e aprovada pelo British Medical Association.

19 de outubro – Um painel de juízes na cidade portuária de Luebeck determinou que a posse da provisão de quatro quilos de haxixe seria tratada como uma contravenção, em vez de um crime. Esta medida foi além de uma decisão emitida pelo Supremo Tribunal Alemão em abril, que descriminalizou pequenas quantidades de drogas pessoais, mas a determinação exata a ser definida pelas autoridades locais.

20 de outubro – os australianos realizaram protestos em todo o país em favor da cannabis em sete grandes cidades. Pelo menos quatro pessoas são presas na manifestação de Brisbane, realizada fora do parlamento de Queensland. Os protestos liderados pelo HEMP Austrália e pela NORML Australia. Um porta-voz explicou que o recente Relatório do Grupo Nacional de Trabalho sobre Cannabis descobriu que as atuais leis de proibição eleitoral fracassaram e que 75% dos australianos apóiam a descriminalização do porte pessoal e cultivo de cannabis.

25 de outubro – A polícia britânica anunciou que está investigando uma empresa que vende sais de maconha. A empresa, a Sunlight Systems, vende as sementes como isca para as fezes. Que se tornou um dos mais antigos do mundo.

1º de novembro – O presidente colombiano, Ernesto Samper, voltou atrás na promessa de realizar um referendo nacional a posse de pequenas quantidades de drogas. Em maio, a Corte Constitucional da Colômbia determinou que a posse de menos de 28 gramas de maconha, haxixe, cocaína não poderia ser proibida, argumentando que a proibição violava o direito constitucional ao livre desenvolvimento da personalidade. No entanto a venda de drogas permaneceu ilegal.

O Presidente Samper criticou a decisão e solicitou um referendo para reverter isso e mais de um milhão de assinaturas foram coletadas em petições que pediram um referendo, mas o vice-presidente Humberto de Calle afirmou que um novo referendo iria gerar muitos custos e por esse motivo não seria feita, no entanto colombianos foram às urnas quatro vezes em 1994 para uma variedade de escolhas.

7 de novembro – O presidente da Bolívia, Sánchez de Lozada, declarou em um relatório La Voz de América que ele acreditava pessoalmente que as drogas seriam legalizadas porque a proibição de substâncias para as quais há alta demanda nunca funcionou. Ele passou a dizer que, como presidente da Bolívia, ele não podia se dar ao luxo de defender essa posição porque a necessidade de legalizar as drogas era tomada nos países consumidores.

15 de novembro – A Federação de Cientistas Americanos pediu ao governo dos EUA que acelere a pesquisa sobre os usos medicinais da cannabis.

15 de novembro – Então foi proclamado o “Dia da Cannabis Medicinal” e manifestações foram realizadas em várias cidades no Canadá e nos Estados Unidos, incluindo Vancouver.

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Ativismo Mundo Canábico

Snoop Dogg fuma baseado na frente da Casa Branca e xinga Trump

Rapper fez série de posts nas redes sociais em protesto ao presidente americano e mandou um recado “F***** o Presidente”

Snoop Dogg detesta o presidente americano Donald Trump – e faz questão de deixar isso bem claro para o mundo todo. Em uma viagem na quarta-feira à Casa Branca, o rapper da Califórnia decidiu que algo precisava ser feito e desabafou no Instagram.

“Lá está a Casa Branca bem ali, né? Todos aqueles filhos da puta são do Serviço Secreto, não é? Gostaria de poder sair e tirar uma foto agora, mas você não pode estacionar, né”, disse Snoop em uma conversa com seu motorista. “Foda-se, deixe-me sair, mano. Deixe-me tirar uma foto. Snoop Dogg, foda-se o presidente”.

Foi então que Snoop sentou-se em um banco, cumprimentando seus fãs e se divertindo ao fumar maconha na frente da Casa Branca. Depois de ir embora, ele decidiu deixar Trump com uma frase final: “Foda-se o Presidente”.

Em novembro do ano passado, o rapper Snoop Dogg provocou polêmica ao colocar uma figura similar a Donald Trump no necrotério na capa de seu mais novo disco. O álbum foi batizado de ‘Make America Crip Again’ (‘Faça a América Deficiente Outra Vez’, em tradução livre), uma referência ao slogan da campanha de Trump: ‘Make America Great Again’ (‘Faça a América Ótima Outra Vez’, em tradução livre).

Em março de 2017, Snoop Dogg foi até monitorado pelo Serviço Secreto do governo dos Estados Unidos após o lançamento de seu clipe para a canção ‘BADBADNOTGOOD’. Na produção, o músico aparece atirando em uma versão do presidente dos EUA, Donald Trump, vestida de palhaço. Um representante da presidência informou ao site TMZ que o vídeo chamou a atenção do governo e Dogg estava sendo cogitado como uma possível ameaça a Trump.

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Economia

Walmart se junta à lista de empresas que vai ter produtos de maconha

Aqueles que buscam sinais de que a maconha está se dirigindo para a grande disponibilidade podem encontrar novidades que um porta-voz do Walmart disse que a mega-cadeia está fazendo “apuração preliminar de fatos” sobre a possibilidade de vender produtos de maconha.

Diane Medeiros, representante do Walmart Canadá, admitiu em um e-mail à Vancouver Sun que, embora a empresa não tenha planos para disponibilizar comercialmente nenhum produto específico, está pesquisando o potencial de estocar produtos à base de canabinóides – especificamente aqueles que contêm CBD. Medeiros atribuiu a pesquisa a boas táticas de negócios, escrevendo que o Walmart está fazendo sua devida diligência, “como faríamos em qualquer nova indústria”.

A notícia chega dias antes de o Canadá estar preparado para legalizar as ervas daninhas no nível federal. Dado que a organização do censo do país estimou que os canadenses vão gastar US $ 1 bilhão em maconha legal nas primeiras 10 semanas de sua disponibilidade, não é surpresa que a indústria esteja atraindo a atenção de marcas pré-existentes.

O Walmart está longe de ser a única grande marca que procura expandir suas ofertas para os consumidores de maconha, e as indústrias de alimentos e bebidas estão entre as áreas de expansão mais rápida. No mês passado, a Coca-Cola se juntou à lista de marcas megalíticas que abordaram abertamente a possibilidade de criar produtos com CBD. A Molson Coors é talvez a maior marca a anunciar planos para começar a experimentar cervejas de canábis, embora cervejarias de médio e pequeno porte como a Lagunitas da Califórnia e a Coalition Brewing de Portland já comercializem bebidas alcoólicas com infusão de CBD. A Estée Lauder é outra marca importante que corta os consumidores de ervas daninhas, tendo feito a máscara facial infundida com sativa “Hello, Calm”, disponível através da linha Origins na Sephora.

E não são apenas as grandes empresas que estão procurando incorporar o CBD em seus produtos. Cafés e restaurantes seletos esmolam café e chá com infusão de CBD, assim como assados ​​e até coquetéis. Por exemplo, a cadeia de restaurantes vegana com sede nos Estados Unidos, By Chloe, agora oferece alimentos e bebidas com infusão de CBD. Do outro lado do lago, o Blooms Café na Irlanda e o White Wolf Yoga and Kitchen de Liverpool também subiram a bordo do trem canabidiol. Embora certamente existam aqueles que não são fãs do café da CBD, há muitos interessados ​​e ansiosos para experimentá-lo agora que a opção está disponível.

A revelação de Medeiros certamente irá deliciar aqueles que buscam uma aceitação mais ampla da maconha, e desanimar aqueles interessados ​​em manter o perfil livre de corporação da maconha – que já foi muito questionado por companhias de ervas daninhas equipadas para o comércio internacional e cadeias de lojas dando forma à economia da maconha em estados legais recreacionais. O futuro da maconha e o escopo de seus fornecedores terão um spread semelhante ao de qualquer outro produto amplamente comercializado.

Via: High Times

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Mundo Canábico

Empresa americana cria modo de rastrear Maconha para proteger o mercado, mas a propaganda é outra.

Uma empresa sediada em Nova York criou uma forma de identificar a maconha comercial da maconha caseira de uma forma um tanto peculiar, pulverizando as plantas com um DNA que pode ser rastreado. A ideia está dando o que falar por lá pois só parece interessante para proteger o mercado, já que quem está em busca cada vez por uma cannabis mais natural e orgânica se vê limitado, sobretudo pelo preço da maconha que pode aumentar. Entenda.

Apesar de a maconha ser “legal” para uso médico e adulto em muitas partes dos Estados Unidos, a vasta maioria da maconha que ainda está sendo produzida e consumida é “ilegal”. Uma empresa, a Applied DNA Sciences, está tentando criar na indústria de cannabis, um rastreador que é pulverizado pelas etiquetas e que chega a flor, o bud.

Boa intenção ou Lobby para resguardar sua parte do mercado?
A Applied DNA Sciences afirma que eles estão procurando fornecer às autoridades policiais e reguladores uma maneira de determinar exatamente quais plantas foram cultivados legalmente e quais não foram – e eles já estão trabalhando com os governos estaduais para exigir o uso de seu sistema de rastreamento.

De algodão a cannabis
A empresa sediada em Nova York começou trabalhando em vários outros campos para aplicar tags de identificação molecular exclusivas a produtos agrícolas (ou tinta ativada por DNA que pode ser pulverizada em embalagens). O conselho e o conselho consultivo são compostos por profissionais e ex-executivos de algumas das maiores corporações do mundo, como a GlaxoSmithKline e a PepsiCo, além de laços influentes com agências e jogadores do governo.

O produto mais comparável à cannabis com que tiveram sucesso é o algodão. Devido a este sucesso, a Applied DNA Sciences tem procurado entrar no espaço da cannabis nos últimos dois anos, mas fez um esforço mais concentrado apenas nos últimos nove meses.

“A cannabis parecia algo que deveria ser revisado e a razão pela qual nós nos empolgamos com isso é que já provamos ao mundo e à indústria que sabemos como rotular o algodão”, diz Gordon Hope Jr., diretor de soluções de segurança da empresa. .

“As taxas de crescimento do setor foram obviamente atraentes”, acrescenta Hope.

Hope passou grande parte de sua carreira antes de trabalhar com a Applied DNA Sciences na empresa de segurança Honeywell, uma empresa multinacional que mantém contratos regulares com o Departamento de Defesa dos EUA.

Hope diz que no trabalho da empresa com a indústria do algodão, eles foram capazes de descobrir e garantir a qualidade e a veracidade do que é nas prateleiras.

Como funciona o Rastreio da Maconha ou Spray de Rastreio Molecular?
Após a colheita, o produtor aplicaria a tecnologia patenteada da Applied DNA Science, uma etiqueta molecular “CertainT SigNature”, pulverizando-a nos próprios botões. Uma etiqueta de DNA única, que a empresa constrói com algumas linhas de código de DNA codificado derivado de plantas, permaneceria na planta. A empresa diz que consegue fixar na cannabis mesmo com “radiação UV, calor, frio, vibração, abrasão e outras condições ambientais extremas”.

Para ler a tag de DNA, o próprio equipamento de teste da empresa (chamado SigNify) deve ser usado. O equipamento pode não só localizar a etiqueta como prova de que a cannabis foi produzida legalmente, mas também identificar o próprio produtor.

“Quando uma amostra é colocada no SigNify, o dispositivo usa uma reação em cadeia da polimerase [que amplifica um certo código, reproduzindo-o milhares de vezes] para reproduzir as tags para fácil identificação”, escreve Matt Allyn para a Popular Mechanics. “Como o conteúdo das tags é seguro, os funcionários do DNA aplicado podem acessar apenas partes deles. Eles não podem ser copiados. O que significa que falsificações não podem ser feitas e menos produtos ilegais podem entrar em um sistema legal. ”

E o consumo?
O DNA em si não é inerentemente perigoso de consumir – os humanos o fazem todos os dias. Sempre que um humano consome uma planta ou um animal, eles também consomem o DNA encontrado em todas as células. O co-fundador e CEO da Phylos Bioscience, Mowgli Holmes, confirma que as marcas moleculares não são inseguras para a digestão humana.

O co-fundador e chefe de inovação da Phylos, Nishan Karassik, acrescenta que, embora ele veja um uso disso para os produtores que tentam autenticar e proteger suas próprias variedades, ele não gosta da idéia de rastreamento para a aplicação da lei.

“A indústria precisa usar as forças do mercado e regras regulatórias iguais e o problema de desvio ou contrabando resolve-se”, diz Karassik. “Estamos nos movendo nessa direção muito lentamente nos estados, mas muito mais rapidamente em todo o mundo”.

E quanto aos sistemas existentes de rastreamento de sementes de maconha?
Hope diz que ele acha que a marcação molecular irá substituir o rastreamento da semente à venda que já é exigido em estados legais, mas, em vez disso, ele acha que isso vai complementá-la. A Applied DNA Sciences já está trabalhando com uma parceira de software da Seed-to-sale, a Theracann International, para expandir seus serviços complementares para a indústria de cannabis em todo o mundo.

Ele diz que eles se encontraram com cultivadores e não ficaram surpresos ao descobrir que sua principal preocupação era adicionar ainda outra despesa a um sistema já altamente regulamentado (e caro). Mas, ele diz que há duas razões pelas quais esses cultivadores gostariam de fazê-lo de qualquer maneira: proteção à marca e prova de conformidade.

“Este é um veículo que permite que qualquer sistema regulador – seja um país ou um estado – pelo menos prove que tudo o que eles dizem estar fazendo, eles estão fazendo. Achamos que é muito importante ”, disse Hope. “Cultivadores podem olhar para isso como um custo adicional, alguns podem olhar para isso como proteção de marca.”

Hope diz que se apresentará diretamente à indústria de cannabis pela primeira vez esta semana na conferência da National Cannabis Industry Association em San Jose, Califórnia.

Fazendo lobby pela exclusividade
No início deste ano, defensores e grupos de consumidores de cannabis pressionaram com sucesso contra a aprovação do SB 279, do Colorado, que teria exigido a marcação molecular na indústria legal em todo o estado. O controverso projeto de lei proposto pelo senador Kent Lambert foi morto por unanimidade pelo Comitê de Finanças do Senado, após duas tentativas de superação em 2018.

[Sen. Lambert] apoiou muito um sistema como este, falei com ele e disse que iríamos seguir em frente com o nosso ”, diz Hope.

Hope diz que teve conversas cara-a-cara com o senador Lambert na época em que ele estava propondo as contas e que o principal problema que impedia a passagem era o recuo de pessoas no Colorado que não tinham educação sobre a tecnologia e sua segurança e entender o que a legislação estava tentando fazer ”.

Larisa Bolivar, diretora executiva da Cannabis Consumers Coalition – uma organização sem fins lucrativos com sede no Colorado que trabalha para representar pacientes e consumidores adultos, diz que, pessoalmente, não consumiria cannabis que contivesse qualquer aditivo.

“Só pensar nisso – seja seguro ou não – apenas o pensamento de um aditivo quando estamos tentando reduzir os aditivos é um erro para mim”, diz Bolivar. “É desnecessário. Eu pessoalmente não vou consumir cannabis que tenha aditivos. ”

Bolivar testemunhou contra o projeto de lei de Lambert e diz que sua posição em tais contas não será alterada. Ela também aponta para o apoio de legisladores e algumas empresas jurídicas como o “protecionismo de lucro”.

“É protecionista. Todo o esquema regulatório em torno da cannabis tem sido [lucrativo] protecionista ”, diz ela. “Eu definitivamente posso dizer que muita da pressão [no Colorado] era da aplicação da lei, e novamente isso aponta para a irrelevância dela. O que precisa acontecer é que a cannabis precisa ser legalizada em outros estados e federais. É assim que você resolve a questão da cannabis do mercado negro competindo com a maconha regulamentada, não adicionando produtos químicos para rastrear uma planta que é defumada e consumida ”.

Hope diz que, embora a Applied DNA Sciences não tenha “diretamente” feito lobby pelo projeto de Lambert no Colorado, a empresa “fez todas as bases trabalharem” nos estados onde conversaram com os legisladores e acrescenta que agora a empresa está considerando diferentes propostas de lobista. Inicialmente, Hope foi um pouco evasivo ao responder à pergunta sobre se a empresa tem ou pretende fazer lobby por contratos exclusivos nos estados e, potencialmente, em todo o país, caso a lei federal mude.

“Nós apoiaríamos isso? Claro, faria sentido ”, disse Hope, quando perguntado sobre o potencial de lobby para contratos do estado. “É como nos perguntar: ‘Queremos fazer algo que seja bom para o nosso negócio?’ Bem, é claro. Sim, achamos que é uma coisa boa a fazer, mas a questão mais profunda é: tem benefício social para as pessoas que consomem cannabis? Esqueça as razões egoístas de querermos que isso aconteça. Há um suporte de uma necessidade real aqui, pois esta indústria começa a crescer e não está sendo abordada ”.

Hope acrescentou que ele admite que a Applied DNA Sciences “terá que trabalhar” para fazer com que o estado veja o valor do rastreamento de DNA molecular para plantas de cannabis.

“Eu acho que vai vir de uma posição de estado ou país primeiro e depois faremos pilotos com os estados ou países que querem trabalhar conosco e avançar”, disse ele. “Acho que os Estados Unidos seriam espertos em obter algo assim, mesmo que apenas pelo controle de qualidade e nada mais”.

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Ciência e Saúde

Maconha é coisa de velho: Estudos revelam que complicações durante o envelhecimento podem ser revertidos pelo uso da cannabis

A revista Scientific American Brasil publicou uma matéria super interessante sobre o envelhecimento, mostrando dados reais que maconha pode ser sim coisa de velho.

Envelhecer faz parte do ciclo natural da vida de qualquer ser humano. Não há como escapar, pelo menos por enquanto. O processo pode ser definido pelo acúmulo, em função do tempo, de mudanças fisiológicas com repercussões negativas sobre o desempenho físico e cognitivo. Em outras palavras, é o principal fator de risco para as doenças. Quanto mais velhos, maior a chance de adoecermos.

Neurotransmissores, que permitem a comunicação entre células do cérebro, diminuem em quantidade conforme o número de aniversários que comemoramos. Tais perdas são ainda mais marcantes nos distúrbios neurodegenerativos.

A anandamida (do sânscrito “alegria, felicidade”) e o 2-AG (2-araquidonoilglicerol) estão entre os neurotransmissores que mais minguam com o passar dos anos.

Ambos foram descobertos na década de 1990 pelo cientista radicado em Israel Raphael Mechoulam e equipe. Por serem produzidos pelo próprio corpo, foram batizados de endocanabinoides (do grego “o que vem de dentro, interno”).

Endocanabinoides, as enzimas que catalisam sua produção e degradação, e os receptores aos quais se ligam nas membranas das células formam o sistema endocanabinoide.

Onipresente nos tecidos centrais eperiféricos, o sistema endocanabinoide conecta o sistema nervoso ao imunológico e digestório e regula uma infinidade de processos neurofisiológicos, tais como apetite, memória, sensação de dor etc.

Endocanabinoides influenciam a atividade neuronal, a formação de novos neurônios e têm papel neuroprotetor. Camundongos modificados geneticamente, sem o receptor canabinoide CB1, apresentam precocemente os prejuízos cognitivos associados à velhice.

Processos inflamatórios do envelhecimento normal, e também observados nas doenças neurodegenerativas, são bloqueados por essas substâncias. Canabinoides facilitam a remoção de placas beta-amiloides, características da doença de Alzheimer, quando depositadas sobre neurônios em laboratório.

O sistema endocanabinoide é um grande regulador da homeostase (a condição de relativa estabilidade do organismo). Sua decadência explica muitos dos problemas do envelhecimento, incluindo alguns tipos de câncer, obesidade e demência.

Restaurar o funcionamento do sistema endocanabinoide pode ser estratégico para reverter perdas cognitivas e devolver saúde àqueles que vivem mais.

Trinta anos antes da descoberta da anandamida e do 2-AG, Raphael Mechoulam isolou uma substância exógena capaz de ativar o sistema endocanabinoide.

O delta-9-tetra-hidrocanabinol (THC) é uma molécula psicoativa presente nas plantas do gênero cannabis.

Hoje sabemos da existência de centenas de fitocanabinoides (do grego “vegetal”) e dezenas de receptores envolvidos na sua resposta biológica, razão das pesquisas sobre o papel terapêutico da maconha.

Em 2016, o time de Staci Gruber e Scott Lukas, nos Estados Unidos, acompanhou o impacto do consumo de cannabis medicinal sobre o aprendizado de adultos entre 32 e 74 anos de idade. Após 3 meses, os indivíduos tratados apresentaram maior velocidade na conclusão de tarefas sem perda de precisão quando comparados a controles da mesma idade e não tratados.

Os pacientes relataram também melhorias no estado clínico, redução do distúrbio do sono, diminuição dos sintomas de depressão e no consumo de remédios como opioides.

Em 2017, Andreas Zimmer e colegas na Alemanha demonstraram que doses moderadas de THC revertem o declínio cognitivo em camundongos adultos e idosos. O efeito comportamental foi acompanhado pelo fortalecimento da comunicação entre os neurônios e aumento da densidade do hipocampo, que passou a ter um perfil semelhante ao de animais jovens.

A equipe alemã avalia agora o efeito do THC em 100 voluntários humanos, com idades entre 60 e 70 anos. Esse tipo de estudo torna-se cada vez mais relevante, visto que o consumo de maconha aumentou 400% entre os sexagenários norte-americanos (não há levantamentos disponíveis para outros países).

Cabe mencionar que, na pesquisa da universidade de Bonn, roedores jovens expostos ao THC apresentaram performance cognitiva inferior ao observado nos animais da mesma idade que não receberam o fitocanabinoide. O resultado ratifica a necessidade de regulamentação da cannabis. Assim como o álcool, a maconha não é para adolescentes, jovens ou indivíduos com transtornos mentais. No futuro próximo, senhoras e senhores de meia-idade em diante lembrarão envergonhados de um dos maiores fiascos da breve história do homem na Terra: a guerra às drogas, especialmente à maconha.

Tais lembranças surgirão enquanto consomem cannabis e derivados prescritos por seus próprios geriatras, com o objetivo profilático de evitar perdas cognitivas e demências como Alzheimer.

Se depender da ciência, tudo indica que é isso mesmo que vai acontecer.

Stevens Rehen

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Mundo Canábico

Mercado legal de maconha proporciona aumento de arrecadação nos EUA, aponta Moody’s

A matéria recente do jornal Folha de São Paulo mostra que a renda originada pelo cultivo de maconha recreativa representa um pequeno percentual da arrecadação anual geral de Estados norte-americanos com mercados varejistas estabelecidos da erva, como Colorado, Washington e Oregon, informou a Moody’s Investors Service nesta terça-feira.

O aumento da arrecadação gerou um pequeno superávit em Estados com uma indústria incipiente de maconha legalizada, disse a agência de avaliação de risco, inclusive em Estados maiores como a Califórnia.

Cidades e condados têm mais probabilidade de ver um impacto maior da taxação da maconha devido ao seu tamanho relativo, segundo a Moody’s. Alguns municípios proibiram a venda local de maconha no varejo para evitar pressionar as forças da lei.

No total, 29 Estados norte-americano legalizaram alguma forma de maconha. Nove deles permitem o uso recreativo. O Canadá pretende legalizar a erva até o final deste ano.

Colorado e Washington, dois Estados com as indústrias varejistas de maconha mais bem estabelecidas, oferecem exemplos de como a arrecadação pode subir rapidamente nos anos transcorridos desde a legalização. Agora ambos preveem coletar centenas de milhões de dólares anuais em rendas relacionadas à erva — mas isso acaba representando dois por cento ou menos da arrecadação total dos Estados.

Governos estaduais e locais recebem impostos das vendas e do consumo, além de taxas de licenciamento. O dinheiro financia programas de aplicação da lei relacionados à maconha, programas para usuários de substâncias, construção de escolas e outros projetos essenciais.

Alguns especialistas e parlamentares argumentam que impostos e taxas altas sobre novos negócios de maconha legalizada na verdade prejudicaram sua capacidade de arrecadação.

Na Califórnia, onde uma lei para legalizar o uso de maconha recreativa para adultos entrou em vigor no ano passado, os parlamentares já propuseram reduzir temporariamente impostos estaduais sobre a cannabis para ajudar os produtores legítimos a se manterem competitivos.

Ainda não existe maneira legal de ter acesso a bancos e outros mercados financeiros, o que aumenta os desafios enfrentados pelos produtores e vendedores, e no início deste ano, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos rescindiu diretrizes que limitavam os processos por venda de maconha.

Estimativas mostram que o mercado legal da erva nos EUA chegará a 16 bilhões de dólares até 2020, disse a Euromonitor International.