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Maconha Medicinal não existe? Jornal Paranaense e Psícologo do Paraná mostram total desconhecimento sobre o tema

Desde 2014, quando o Brasil teve o primeiro debate sobre maconha no senado muitos brasileiros tiveram oportunidade de explanar para a sociedade os diversos usos da cannabis. Advogados, médicos, pacientes, mães, usuários que fazem uso medicinal, recreativo, professores, historiadores e químicos. De lá para cá, o tema avançou um pouco, mas parece que para alguns não tanto assim…

Na Legislativo e na Anvisa a maconha medicinal avançou um pouco, o tema também avançou principalmente depois que o documentário do Tarso Araújo, levou para dentro do cinema e das casas das família a aflição de uma família que precisa de uma “droga ilegal” que é a protagonista no que diz respeito a qualidade de vida. Por outro lado, as “fake news” e o retrocesso do nosso País acaba levando para um lado totalmente oposto no que diz respeito a informação e os avanços sobre as pesquisas da cannabis, a fala que a maconha medicinal não existe já é conhecida e proferida pelo conhecidíssimo ministro “Osmar Terra Plana”.

Se antes tínhamos políticos como Marisa Lobo, que defendeu a suposta “cura gay” e internação compulsória de usuários de maconha, agora é a vez do vice-presidente da Associação Paranaense de Psiquiatria (APPSIQ), Marcelo von der Heyde que se estrepa e mostra seu desconhecimento acerca do tema em um jornal que virou palanque para o conservadorismo, a Gazeta do Povo.

A confusão é proposital, porque sugere que a maconha, em si, é medicinal. Confunde-se, assim, o uso clínico com o uso recreativo, que demanda da sociedade uma outra discussão, completamente diferente”, explica. “Esse termo – maconha medicinal – foi escolhido a dedo porque dá a ideia de que fumar maconha faz bem para o corpo. A ideia de que a maconha pode ser medicinal estimula o consumo recreativo”.

O psiquiatra quer separar o CBD do THC e parece não tomar nota de pesquisa de químicos, neurologistas e tantos outros pesquisadores e científicos sobre os benefícios da cannabis para o corpo, seja de forma medicinal, como em alguns casos na sua forma social ou como diz ele “recreativa”.

Uso recreativo, vicia?
“Especialistas em dependência química têm tido cada vez dificuldade em engajar os dependentes em maconha, pois eles não reconhecem os prejuízos do uso da substância”, afirma Marcelo von der Heyde.

Ele parece entender pouco do sistema endocanabinóide o que é digno de pena, tendo em conta que qualquer ativista consegue explicar o que ele está usando como argumento na entrevista. Na entrevista ele afirma que a “cannabis medicinal não é tão medicinal assim” e “sua eficácia diminui com o passar do tempo, e os ataques voltam”.

Qualquer pessoa sabe que tal efeito corpo humano é exatamente assim com todas as drogas, seja com maconha, com álcool ou com paracetamol. Nosso corpo cria resistência conforme é exposto a substâncias, simples! E se o ato de tomar café vira um costume ou um vício ao ser ingerido todos os dias, porque com a maconha seria diferente?

Quem nunca teve que tomar um remédio mais forte para tratar uma gripe?
Porque antes ficávamos ébrios com apenas uma lata de cerveja?
A resposta é a mesma em todos os casos!

Segundo ele existem em todos os casos existem outros medicamentos que alcançam resultados semelhantes “mas o canabidiol surge como uma panaceia” (remédio que serve para tudo).
Talvez esse medo existiu depois que ele tomou conhecimento da vóvó defendendo a maconha (acima), mas o fato é que existem pesquisas em diversos setores da saúde afirmando o contrário. Ou seja, maconha hoje já vem tratando diversas doenças como autismo, câncer, alzheimer, parkinson, epilepsia e tantas outras.

No fim das contas a matéria busca o tempo todo concluir que a maconha medicinal não tem nada a ver com a liberação da maconha para uso recreativo, o que é lógico do ponto de vista da regulamentação. Porém, se torna demasiado ao atacar a saúde mental dos usuários sociais, baseado em nada.

Você já viu algum usuário que fumou e está se sentindo ir pro hospital ou pro psicólogo? Pois é!

Matéria fraquíssima da Gazeta do Povo!