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Música: Feminine Hi-Fi reúne mulheres da Jamaica e do Brasil no clipe Femina Ganja

A Feminine Hi-Fi, projeto e selo paulistano comandado por mulheres e focado na linguagem do reggae e sound system, lançou no último dia 10 de outubro a faixa “Femina Ganja“. O single, produzido por Digitaldubs, conta com vozes e composição das cantoras Lei Di Dai, Laylah Arruda, Mis Ivy, Shirley Casaverde e também da jamaicana Sister Carol. A notícia é do site de música ZonaSuburbana.

Femina Ganja traz para os ouvintes o formato que se popularizou na Jamaica a partir dos anos 1960 e se espalhou por todo o mundo nas festas de sound system. Nele, diversos cantores versam sobre o mesmo riddim (nome dado na Jamaica à base instrumental), o que inspirou ao longo do tempo outros gêneros e vertentes musicais, como o rap e seus cyphers.

A jamaicana Sister Carol, nascida em Kingston, foi criada no bairro do Brooklin, em Nova York, e abriu sua própria gravadora, chamada Black Cinderella, nos anos 1980. É uma das vozes femininas pioneiras do reggae mundial. Também conhecida como Mother Culture, traz em suas letras mensagens conscientes sobre temas como poder feminino, ancestralidade e sociedade. Em passagem pelo Brasil em 2018, Carol se reuniu às cantoras Laylah Arruda, Lei Di Dai, Mis Ivy e Shirley Casaverde sob produção musical do Digitaldubs, e o resultado foi o single “Femenina Ganja”.

A faixa está disponível em todas as plataformas digitais, e a estreia vem acompanhada de videoclipe, dirigido por Bianca Hoffmann.

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Como é o Turismo Canábico na Jamaica

Nessa série de reportagens sobre a ganja no mundo vou compartilhar a minha experiência e conhecimento adquirido como turista canábico nos mais variados destinos, desde a busca de growers locais e suas técnicas de cultivo, situação de mercado e dicas de como conseguir buds de qualidade. Serão seis reportagens em vários países e além disso quem acompanhar vai concorrer a pacote de turismo canábico que você pode usar aqui pertinho, no Uruguai. (Veja no final do post)

A maconha é um assunto em alta nas notícias ao redor do mundo, a onda de regulamentação e legalização está acontecendo com muita rapidez em diversos países, Canadá, Estados Unidos e Uruguai, e a tendência é que muitas outras nações entrem nessa lista. Mas existe um país que tem o uso da cannabis entranhada na sua cultura e religião rasta há décadas, e é difícil não lembrar dela quando falamos da Jamaica.

Ao contrário do que muita gente pensa, a erva não é legalizada na Jamaica, somente em 2015 o governo local aprovou uma lei que descriminaliza a posse de até 56 gramas de flores secas, ou seja, caso você seja pego com menos dessa quantidade, você não será fichado na policia, e tem apenas que pagar uma pequena multa. Além disso, pode-se plantar até 5 pés em casa, e turistas com prescrição e carteirinha médica, que é o meu caso, podem comprar flores, óleos e comestíveis nas dispensaries jamaicanas, que ainda não são muitas. O governo também emite licenças de cultivo para maiores escalas, mas é o cultivo clandestino das comunidades que supre a maior demanda dos maconheiros atualmente.

Ok, a lei é essa, mas como funciona na prática e como eu descolo um blaze?

Como pude observar, a cannabis é virtualmente legal, as pessoas fumam na rua descaradamente, sem medo e sem problemas. O cheiro forte de ganja pura pode ser sentida no ar e a oferta está em todo lugar, principalmente nos pontos turísticos.
Basicamente você não precisa ir atrás da ganja, ela vai vir atrás de você, mas cuidado! Não é todo mundo que tem um produto de qualidade,  e como a Jamaica é uma ilha caribenha com sol e praias paradisíacas, muitos turistas vem pra cá, e é claro que os locais tiram proveito do desconhecimento de alguns.

Fiquei 7 dias na Jamaica, dei a volta inteira na ilha, cheguei por Kingston, que é o centro comercial/industrial, muita desorganização e caos no trânsito. Na capital tem pouca coisa para ver, mas a casa onde o Bob Marley morou boa parte de sua vida é parada obrigatória para os amantes de reggae.

Achamos um rasta muito simpático oferecendo a marijuana na beira da estrada a caminho das Blue Mountains, os buds eram razoáveis, pareciam frescos e estavam secos no ponto correto, mas infelizmente estavam com algumas sementes. O preço? Quanto você quiser dar, isso mesmo, ele não colocou um preço, ele simplesmente disse, me dê o que você achar que vale!

Casa onde Bob Marley morou e hoje abriga um museu, 56 Hope Road.
Casa onde Bob Marley morou e hoje abriga um museu, 56 Hope Road.

COMPRANDO LEGALMENTE

Seguindo nosso turismo canábico, passamos por St. Ann, aqui fomos na Kaya Herbhouse, a primeira de poucas dispensaries autorizadas na Jamaica. Para comprar, é necessário uma carteirinha médica, mas não se preocupe caso não tenha uma, eles tem um médico no local para receitar uma remédio natural para essa sua ansiedade/enxaqueca/insônia.

A Kaya Herbhouse, é como todos os dispensário autorizado que já fui, tem preços altos, mas muito mais opção e procedência. Os produtos ficavam todos expostos, óleos, cartridges, comestíveis e muita parafernalha: canecas, bongs, pipes, cremes com cânhamo e dichavadores.

A experiência foi ótima, os atendentes muito receptivos e dispostos a ajudar a fazer sua viagem a marte sensacional.
Preço médio por grama de flores secas = $10,00.

O local ainda conta com um Coffeebar, para você tomar café ou rum enquanto fuma sua erva. Todas as paixões nacionais em um só lugar. Para a larica eles tem pizza e sucos naturais orgânicos com frutas da região.

ORANGE HILL
Durante a estadia, conversei com várias pessoas sobre a cultura local da cannabis, queria saber onde encontraria as flores de melhor qualidade, e de maneira unânime, todos apontaram Orange Hilll. Altitude, solo, clima e localização fazem desse lugar a “Mecca da Cannabis na Jamaica”, então se você é um amante da erva como eu, não deixe de passar ali.

Orange Hill é um morro nos arredores de Negril, onde vivem diversas comunidades carentes. O lugar é pacifico, mas não vá entrando em qualquer beco sem antes se informar, ok? Como disse lá em cima, a maconha não é legalizada e as comunidades são muito protetoras, as plantações e venda aos turistas em Negril são o sustento dessas famílias.


Conseguimos acesso a uma plantação depois do contato com um rasta que estava queimando seu baseado tranquilamente em Negril. Estava na cara que era local, falei que tinha interesse em visitar e conhecer mais as técnicas de cultivo e ele prontamente me passou as direções para eu encontrar os fazendeiros das comunidades.

Buscar alguém e demonstrar seu interesse é a maneira mais efetiva para se conhecer as plantações. Não existe um turismo formal nessa região e provavelmente se você pegar seu carro e for até Orange Hill não vai encontrar nada no caminho que te direcione para os lugares certos. Em função da erva não ser legalizada, as plantações são escondidas no meio das comunidades e normalmente é necessário fazer uma pequena trilha no meio da mata para chegar a elas.

Seguem as fotos do meu dia na Disney Jamaicana.

Grower locais numa plantação de mais ou menos 300 plantas.
Grower locais numa plantação de mais ou menos 300 plantas.

Essa ilha realmente é maravilhosa, porém cara. A moeda é o dólar jamaicano, mas os preços são definidos em dólar americano, e todo estabelecimento aceita as duas moedas. As laricas são deliciosas, condimentadas na medida certa, um prato de almoço você vai pagar pelo menos 10 dólares americanos, em torno de 40 reais na conversão de hoje. Portanto, se planeje, para um turista apaixonado por música, praias e erva, esse é o lugar perfeito para você relaxar no melhor estilo jamaicano e curtir seu baseado com vistas de deixar sua boca seca.

JAH BLESS!
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Cinema e Televisão

Apresentadora da Globo responde a críticas após uma foto em plantação de maconha

Rio – Cris Dias, apresentadora do “Esporte Espetacular”, rebateu as críticas que recebeu por postar uma foto em que aparece em meio a uma plantação de maconha na Jamaica. Ela chegou a deletar a imagem, mas voltou a postá-la e falou sobre a polêmica. 

“Vocês julgam e condenam as pessoas dessa forma sempre? Fui atacada a ponto de ter que deletar a foto, tamanha a quantidade de ofensas que recebi. E pelo que mesmo? Por ter ido numa plantação? Plantação essa que, se bem utilizada, vira roupa, remédio e uma série de outros produtos. Procurem saber”, disse. 

Cris disse que gosta de viajar e conhecer novas culturas. “Quem corrompe a natureza é o ser humano. O preconceito e a ignorância está na mente de vocês. E triste mesmo é ser assim. A foto até desbotou”, escreveu a apresentadora, que postou a imagem em preto e branco.

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Visitei uma plantação de cannabis na Jamaica sim, onde a erva é usada para fins religiosos. Qual o problema? Gosto de viajar e conhecer os lugares e a cultura deles (nesse dia estava na região onde o rei do reggae, Robert Nesta Marley, nasceu, inclusive. Ele, que sempre falou de amor e paz em suas músicas). Vocês julgam e condenam as pessoas dessa forma sempre? Fui atacada a ponto de ter que deletar a foto, tamanha a quantidade de ofensas que recebi. E pelo que mesmo? Por ter ido numa plantação? Plantação essa que, se bem utilizada, vira roupa, remédio e uma série de outros produtos. Procurem saber. Quem corrompe a natureza é o ser humano. O preconceito e a ignorância estão na mente de vocês. E triste mesmo é ser assim. A foto até desbotou… #ficaadica ouçam mais Bob Marley, prestem atenção nas letras. Talvez vocês consigam ter o alcance do que estou falando. Feliz 2019! 🇯🇲

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A nova postagem dividiu os seguidores, já que saíram em defesa da jornalista enquanto outros a criticaram. “Péssimo exemplo para uma figura pública, e pior, ligada ao esporte”, falou um internauta. “Vergonhoso. Vc sabe quantas pessoas perderam suas vidas para o consumo e tráfico de drogas? Ridícula a sua publicação” , disse outro. “Bando de sem ter o que fazer, vindo comentar e ofender por causa da foto”, falou outro seguidor. “A ignorância ainda matará a humanidade”, afirmou mais um.

A jornalista Cris Dias embarcou para a Jamaica com Caio Paduan.  Ela mostrou momentos da viagem para seus seguidores no Instagram — um dos pontos turísticos que a apresentadora visitou foi a casa do cantor Bob Marley. Mas ela não imaginava tamanha repercussão.

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Qual é o Deus da Maconha?

Você já deve ter escutado em uma roda ou em um reggaezão expressões comoPra Jah“. Mas você já parou pra pensar  e viu a história sobre o Jah?

Jah é uma abreviação de Javé ou Jeová, e significa Deus, na religião rastafari, que é um movimento religioso, surgido inicialmente na Jamaica, entre os descendentes de negros, que chamavam seu Deus de Jah.

O termo Jah já apareceu até mesmo nas escrituras hebraicas, nas escrituras gregas, e na Bíblia, mas com o nome de Jeová. O cantor jamaicano, Bob Marley, foi um dos responsáveis por levar as ideias de Jah para todos os cantos do mundo, uma vez que a palavra está onipresente nas letras de suas músicas, títulos e etc.

Melhor dizendo, o cantor sempre disse era guiado e salvo pelo espírito de Haile Selassie, o imperador da Etiópia, imagem da capa da nossa matéria que, para rastafáris como Marley, Selassie era a reencarnação de Deus.

Mais um Deus

Os fiéis deste movimento religioso proclamam Hailê Selassiê, coroado em 1930, Imperador da Etiópia e falecido em 1975, como a representação terrestre de Jah, termo que significa literalmente “Deus”.

Deus para muitos é símbolo de perfeição, pra muitos ele está acima de todas as coisas. Haile Selassie, apesar de viver em um mundo moderno, também deixou um legado tão real quanto outros deuses. Nascido Tafari Makonnen, em 1891, Haile veio a ser identificado intimamente com a Etiópia e virou o grande representante da história de uma nação. Ele foi considerado o símbolo religioso do Deus encarnado  na mais antiga nação da África por muitos e durante o seu governo, a repressão a diversas rebeliões entre as raças que compõem a Etiópia, ele subiu ao trono na época da exploração polar e comunicação lenta. Enquanto algumas pessoas ainda chamavam o país de Abissínia, em meio ao apartheid foi Haile que protegeu seu povo e guiou para não tornar as outras nações em colônias, em poucas palavras. Assim como hoje pouca gente sabe o que é a definição de privacidade, naquela época ele já propagava palavras como “pan-africanismo” e “direitos civis”.

Selassie era um bom orador e um dos seus discursos foi considerados entre os mais memoráveis do século XX. Suas visões internacionalistas levaram a Etiópia a se tornar membro oficial das Nações Unidas o seu protesto na Liga de Nações, em 1936, contra o uso de armas químicas contra o seu povo por parte da Itália, foi não só um prenúncio do conflito mundial que se seguiria, mas também representou o advento do que se chamou de “refinamento tecnológico da barbárie”, característica que veio a marcar as guerras do período.

Enquanto a filosofia que declara uma raça superior e outra inferior não for finalmente e permanentemente desacreditada e abandonada; enquanto não deixarem de existir cidadãos de primeira e segunda categoria de qualquer nação; enquanto a cor da pele de uma pessoa for mais importante que a cor dos olhos; enquanto não forem garantidos a todos por igual os direitos humanos básicos, sem olhar a raças, até esse dia, os sonhos de paz duradoura, cidadania mundial e governo de uma moral internacional irão continuar a ser uma ilusão fugaz, a ser perseguida mas nunca alcançada. E igualmente, enquanto os regimes infelizes e ignóbeis que suprimem os nossos irmãos, em condições subumanas, em Angola, Moçambique e na África do Sul não forem superados e destruídos, enquanto o fanatismo, os preconceitos, a malícia e os interesses desumanos não forem substituídos pela compreensão, tolerância e boa-vontade, enquanto todos os Africanos não se levantarem e falarem como seres livres, iguais aos olhos de todos os homens como são no Céu, até esse dia, o continente Africano não conhecerá a Paz. Nós, Africanos, iremos lutar, se necessário, e sabemos que iremos vencer, pois somos confiantes na vitória do bem sobre o mal.

O discurso acima serviu de inspiração para a canção “War”, um dos maiores clássicos do cantor de reggae jamaicano Bob Marley. Seus feitos tiveram grande influência sobre o  movimento negro, em especial entre os lideres como, Martin Luther King e Nelson Mandela. Isso só fez Selassie ser encarado como um messias por quem crê que Haile faz parte de ajudar a conduzir os negros de volta à África.

De volta à África

Provavelmente ele falava da união de continentes, a Pangeia. Quem está mais ligado em história sabe que há 200 milhões de anos existia um único supercontinente. Mas ele se fragmentou há 130 milhões de anos em Laurásia (América do Norte e Eurásia) e Gondwana (América do Sul, África, Índia, Austrália e Antártida) e há 84 milhões de anos atrás, e foi havendo novas separações entre a América do Norte e Eurásia e entre a América do Sul, África, Oceania e Índia, que se tornou uma ilha no oceano Índico. Por fim, a Índia colidiu com a Ásia, juntando-se ao continente, conforme você pode ver. Então em resumo ele falava, deixe de ser nutella e volte a ser raíz.

Jah Rastafari

Rastafari é um movimento, a evangelização surgiu na Jamaica nos anos 20, pelos escravos e descendentes de negros. A doutrina vê o ex Imperador da Etiópia, Haile Selassie I, como uma encarnação de Jah (Deus), sendo que muitos afirmam que o seu nascimento corresponde à segunda vinda de Jesus ao mundo.

Bandeira da Etiópia com o Leão de Judá. É a origem a toda uma linhagem de bandeiras verdes, vermelhas e amarelas, na África e fora dela.

Os seguidores pregam o uso da maconha como erva santa e medicinal, muitos dos seguidores não cortam o cabelo e enrolam com cera, daí que surgem os dreadlocks. Para os Rastas ter Dreadlocks é carregar o símbolo do “Lion of Judah” – a representação da pureza, da não-violência, luta e rebelião contra o sistema, contra a Babilônia. Eles são a expressão mais íntima de uma maneira pura e espiritual da vida, os seguidores também tem uma certa resistência com relação a médicos e medicações. Da bíblia rasta:

Levítico 21: 5 Não farão calva na sua cabeça, e não raparão os cantos da barba, nem na sua carne. Levítico 19:27 Você não deve arredondar o seu cabelo, corte e as bordas de sua barba.

Números 6:5 Nazir Guest (Nazireu): Enquanto consagrada pelo voto, navalha não tocará sua cabeça. Até o período de seu voto ao Senhor é cumprida, ele será dedicado e ser autorizados a crescer o cabelo.

Jah Bless

Jah bless é uma expressão que significa “Deus abençoe”, utilizada principalmente pelos rastafáris jamaicanos. É utilizado ao cumprimentar ou ao se despedir dos amigos pertencentes ao mesmo grupo. Consiste num desejo de que o seu próximo receba bênções divinas e consiga ter felicidade e sucesso na vida.

Etimologicamente, Jah bless é formado da união do termo “Jah”, que significa “Deus”, e bless, palavra inglesa que é traduzida como “bênção”, em português.

https://www.youtube.com/watch?v=4gN6y0J5f-0

O jah bless é tão enraizada na cultura jamaicana que o cantor de reggae Ziggy Marley, filho do icônico Bob Marley até mesmo já dedicou dedicou uma música para esta expressão.

Essa região existe no Brasil?

ras-geraldinho
Existe sim… quer dizer, existia. Em meio ao conservadorismo imediatista que tomou o país, tivemos o caso de um senhor, Rás-Geraldinho – fundou a primeira igreja rastafári do Brasil, Niubingui Etíope Coptic de Sião do Brasil – a igreja da ganja.

Mas infelizmente, Geraldo Antonio Baptista, 50 anos, está preso com uma pena de 14 anos de prisão por trafico de drogas e formação de quadrilha. Após a polícia aparecer no Templo e aprender 37 pés de maconha que seriam para uso religioso (similar ao que acontece com o santo daime). O homem que trouxe ao Brasil a religião que nasceu na Jamaica foi sentenciado com o Juiz afirmando o seguinte:

“Se ele (Ras Geraldinho) “quisesse seguir a religião deveria ir morar na Jamaica.”

Já foram tentadas todas as medidas (pedido de revogação da prisão preventiva, habeas corpus impetrados por 2 advogados diferentes) Agora só os resta o julgamento do STF em relação o habeas corpus que está lá. Então. Pois é o estado não é tão laico assim.

Leia também:

https://www.portaldacannabis.com/maconheiros-de-jesus-conheca-a-nova-forma-que-inventaram-para-estudar-a-biblia/

Jamaica = Maconha

A associação entre Bob Marley, um dos caras que mais levantou a bandeira da legalização, da igualdade e da paz. A essência, a liberdade pregada pelos rastafaris fez com que muitos adeptos da maconha no mundo sintam uma empatia maior. Pelo uso religioso e por não se tratar apenas de uma doutrina do agora ou de um religioso em específico, mas da percepção do que estamos causando com o mundo. Glória Maria que o diga, ela já foi lá saber como é.

Veja:
https://www.portaldacannabis.com/globo-reporter-gloria-maria-fuma-maconha-na-jamaica-e-viraliza-assista/

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Glória Maria fuma maconha na Jamaica e viraliza. Assista!

Glória Maria fumando maconha foi o assunto de sexta nas redes sociais, tudo aconteceu depois que ela fumou maconha em um cachimbo gigante quando visitou uma comunidade rastafari Bobo Ashanti, na Jamaica.

O momento mais ousado da TV brasileira, onde o repórter ao invés de apenas falar do ritual usou, sem problema algum. Maria chamou a atenção do público e virou hit na internet. Na mesma reportagem feita na Jamaica e exibida pelo Globo Repórter mostra também a cultura, curiosidades e tradições na viagem para Jamaica. Gracias Hempadão!

“Eles estão querendo que eu prove isso também (maconha), eu não sei fazer essa oração, essa prece, mas eles querem que eu tente. Recusar, nem pensar, seria um desrespeito com a tradição”, diz Glória, que após fumar comenta a experiência: “Num primeiro momento, fiquei completamente tonta. Para quem não está acostumado, é preciso tempo para entender”.

Foi então que Glória Maria apareceu fumando maconha num cachimbo gigante na tela da Globo. Claro, a experiência da jornalista não passou em branco e em poucos minutos o nome dela estava entre os assuntos mais comentados no Twitter e continuou nos trending topics na manhã deste sábado (2).

Nem os colegas de trabalho da apresentadora perdoaram, olha o furor que a apresentadora causou:

https://twitter.com/TiagoLeifert/status/749034166264692736?ref_src=twsrc%5Etfw

A internet não perdoou a tentativa da Globo de tentar atrair o público (mais jovem) no dia mundial do reggae e instantes depois surgiram inúmeros usuários falando do ocorrido e até foi criado uma página no facebook que já ultrapassa mais de 200 mil likes. Gloria Maria Brisada

gloria-maria-brisada-facebook

Mais piadas com a Maconha da Gloria Maria:

Claro que mesmo as piadas não diminui o trabalho da Glória, a garota fantástico, agora com quase 67 anos é uma das autoras das melhores e mais originais matérias da Globo. Ninguém lá tinha a moral de fumar um em plena televisão, apenas ela.

A lei que descriminalizou a maconha por lá tem pouco mais de um ano, mas o uso como parte da religião e é muito antigo.

Atualização: Há um teste online que está viralizando nas redes sociais, o teste se chama: Descubra se você fuma mais maconha que a Gloria Maria. A zoeira não tem limite.

Site cria teste para descobrir se você é Maconheiro Memo ou fuma mais que a Glória Maria

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Filho de Bob Marley lança música para agradecer legalização da maconha

Julian Marley, compôs a canção, chamada “Lemme Go”, na qual agradece ao governo da Jamaica por aprovar a descriminalização do consumo de maconha para fins medicinais, religiosos e de pesquisa e como será beneficente para os rastafáris, porque os “liberta”. As informações são do UOL

Julian Marley, filho de Bob Marley, compôs uma música na qual agradece ao governo da Jamaica por aprovar a descriminalização do consumo de maconha para fins medicinais, religiosos e de pesquisa.

A canção, chamada “Lemme Go”, que já foi divulgada no YouTube e em outras plataformas da internet, fala sobre como a mudança na Lei de Drogas Perigosas de 1948 é beneficente para os rastafáris, porque os “libertou”. Ouça abaixo.

https://www.youtube.com/watch?v=DezkGtndsLc

O artista, que também se define como rastáfari, afirma na nova música que o cannabis é um “calmante para o estresse e um remédio natural” e que agora, com a descriminalização da posse de menos de 56 gramas, “todos vão amar a maconha, para alcançar o nirvana” e já “não haverá drama”.

“Lemme Go” foi produzida por Damian Marley, irmão de Julian, e deve estar no novo álbum do cantor, que será lançado no início de 2016.

O governo da Jamaica reconheceu em 2003 ao culto rastafári como religião, após uma sessão do Tribunal Constitucional na qual se advertiu que isso não significava a legalização da maconha, cujo consumo defende esse credo.

As mudanças legislativas aprovadas em fevereiro na Jamaica estipulam que não será mais crime consumir maconha em pequenas quantidades nem levar um máximo de 2 onças de “ganja”, termo criado pelos rastafáris para se referir à maconha, mas a pessoa será multada.

Além disso, seu consumo será totalmente legalizado para os que tiverem uma licença, que será concedida aos jamaicanos que demonstrarem interesses religiosos (reivindicados pelos rastafáris) ou medicinais. Para isso será criada a Autoridade de Permissões de Cannabis.

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Jamaica ainda se adapta à descriminalização da maconha, em vigor desde abril

Mais recente país a descriminalizar a maconha, a ilha do Caribe se adapta a nova realidade, mas erva ainda segue marginal e é vendida com preços bem distintos para locais e turistas. As informações do EM

Uma turista belga demonstra dificuldade em acender um graúdo cigarro de maconha. Faz um túnel com as mãos para evitar o vento, mas desiste e pede ajuda a outro compatriota mais jovem que integra o grupo. Com uma tragada forte, o jovem carbura o baseado e a senhora – que aparenta ser uma singela avó de família – inala a fumaça da erva, chamada pelos jamaicanos de ganja. O baseado na mão dela é apenas um entre os vários acesos no mausoléu de Bob Marley, na vila de Nine Mile, no condado de Sant Ann, um dos 14 do país caribenho. Para quem sai de Montego Bay, o paraíso turístico do país, o acesso ao mausoléu da lenda do reggae inclui uma estrada estreitíssima e sinuosa. A única forma de o motorista avisar a existência para um possível carro que surge após a curva na direção contrária é buzinar freneticamente.

A tensão provocada no caminho camicase talvez ajude a entender o mercado frenético de maconha na porta do mausoléu, pois, depois do sufoco, muitos querem apenas relaxar e desanuviar a mente. Mas outras razões não faltam. Os turistas estão na Jamaica, terra do reggae, dos rastafáris, do maior exportador de maconha para os Estados Unidos e onde a ganja é assunto presente entre a população, que discorre sobre os diferentes tipos, sabores e texturas. É como um mineiro de Salinas que fala dos aromas da cachaça ou um francês de Bordeaux filosofa sobre o retrogosto do vinho. Mas o mais importante: desde o início do mês passado a erva foi descriminalizada. Cada jamaicano pode portar 57 gramas e plantar até cinco pés da erva.

O que aconteceu na Jamaica é diferente do que ocorre no Uruguai. Durante o governo do ex-presidente José Mujica, nossos vizinhos foram os primeiros do mundo a legalizar a droga. Lá, qualquer cidadão pode plantar e usar. Se preferir, pode comprar de um mercado regulado – e taxado – pelo governo. Vários outros países já descriminalizaram a maconha, mas o que distingue a Jamaica é a quantidade permitida: 57 gramas ante a 5 gramas na Holanda, 8 gramas no Peru ou 20 gramas na Colômbia, por exemplo.

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Um rastafári fuma um cigarro de maconha, na periferia de Kingston. Para a religião rasta, a ganja, como eles se referem à erva, é sagrada. Foto: Daniel Camargos/EM/D.A Press

A montanhosa região de Nine Mile, onde Bob Marley nasceu, é uma das principais produtoras de ganja. Os pés de maconha são plantados entre outras culturas para escapar das patrulhas aéreas. “Se eles não fiscalizavam para valer antes, com a nova lei vão fiscalizar menos ainda”, diz um dos motoristas que aguarda um grupo de turistas na porta do mausoléu de Marley. A descriminalização não permite a venda e nem a produção em larga escala, sendo tolerado apenas para o consumo próprio.

Na estrada sinuosa em frente ao mausoléu, os vendedores oferecem cigarros enrolados. Começam pedindo US$ 20 por unidade. Se o cliente acha caro, a negociação é aberta e um cigarro pode ser vendido até por US$ 5. Vale destacar que o valor é uma cotação turística para a erva. No mercado real, de jamaicano para jamaicano, os preços são bem menos inflados.

Na periferia de Kingston, a capital do país, a reportagem do Estado de Minas presencia a compra de um pacote de maconha por US$ 5. A quantidade é suficiente para enrolar cerca de oito cigarros  generosos como os vendidos em Nine Mile. O local fica próximo ao gueto de River View e sem a ajuda de um jamaicano é praticamente impossível para um turista chegar ao ponto.

Os tipos mais comuns da maconha jamaicana são white ice, kush, purle skunk, mangonani (com leve cheiro de manga) e sensimilla, esta última a preferida de Bob Marley. A ganja é vendida da forma que é colhida, com a erva no galho e sem aditivos químicos comuns na maconha vendida no Brasil – a maior parte de procedência do Paraguai.

Pobreza e violência
Kingston tem quase 1 milhão de habitantes, mais de um terço dos 2,8 milhões de moradores do país. A cidade não é um ponto turístico. Longe disso. Há quatro anos, foi tomada por uma onda de violência que deixou mais de 30 mortos em confrontos entre traficantes e policiais. O aeroporto da capital chegou a ser fechado. Nas ruas do Centro da cidade, o taxista aponta para uma parede ainda marcada por crivos de bala.

O Centro é próximo de Trenchtown, a favela onde Bob Marley cresceu. No gueto, quem desembarca do carro com máquina fotográfica a tiracolo é rapidamente abordado por alguém pedindo uma gorjeta. A nota de US$ 1 é a senha para que um senhor com cabelo rastafári sorria para a lente.

Trenchtown é citada por Marley nas clássicas Trenchtown rock e No woman no cry. Era lá que havia um terreno onde ele costumava se sentar observando os hipócritas misturados com as boas pessoas, como cantou no trecho de sua canção mais famosa: “Say I remember when we used to sit / In a government yard in Trenchtown / Observing the hypocrites / As they would mingle with the good people we meet”.

Hipocrisia, aliás, é uma boa palavra para explicar por que a maconha era criminalizada na Jamaica baseada em uma lei de 1948. A erva é considerada sagrada para o movimento religioso rastafári, surgido na ilha do Caribe na década de 1920. Os rastas vivem uma vida quase pastoril, longe da febre capitalista. Não cortam o cabelo e fazem o penteado que recebeu o nome do movimento, evitam aparar a barba, seguem uma dieta vegetariana e não usam drogas (a ganja não é um narcótico para eles, é claro!) e adoram Jah, deus que teria reencarnado no imperador etíope Haile Selassie I (1892-1975).

Centro de excelência
Após a descriminalização, os planos jamaicanos são ambiciosos. O Ministério da Justiça revelou, em comunicado oficial, que a descriminalização abre caminho para a criação de uma indústria legítima de maconha medicinal, com oportunidades e benefícios econômicos significativos. Em novembro, o país sediará pela primeira vez a Copa da Maconha (Cannabis Cup), um torneio para eleger as melhores cepas das plantas. Será realizado em Negril, no litoral Oeste da ilha.

“Se a Jamaica quer se posicionar como um centro de excelência para a pesquisa da ganja, o país deve ser o lugar de pesquisa e desenvolvimento da ganja”, já declarou o ministro de Ciência, Tecnologia, Energia e Mineração, Phillip Paulwell.

Uma das maiores universidades do país, a University of the West Indies (UWI) conseguiu licença para plantar maconha e criou um grupo para o estudo da erva, o Cannabis Research Institute. O propósito inicial é identificar os diferentes tipos da planta e como eles interagem com o corpo humano, além dos produtos derivados da Cannabis. “O trabalho do instituto vai ter também um impacto econômico direto nos pequenos fazendeiros da Jamaica, pois alguns serão contratados para produzir plantas de maconha para as pesquisas”, informa o diretor de comunicação da UWI, Carroll Edwards.

Pacoteira

57 gramas

É a quantidade de maconha permitida pela nova legislação jamaicana, a maior entre todos os países que já descriminalizaram a erva

“Se a Jamaica quer se posicionar como um centro de excelência para a pesquisa da ganja, o país deve ser o lugar de pesquisa e desenvolvimento da ganja’’ – Phillip Paulwell,  ministro de Ciência, Tecnologia,  Energia e Mineração da Jamaica

 

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Jamaica sediará pela primeira vez a Cannabis Cup

Primeira Cannabis Cup na Jamaica já tem data marcada. O comunicado oficial aconteceu durante a Cannabis Cup de Denver. Ainda há tempo para garantir seu lugar!

A primeira Copa da Maconha realizada, pela High Times, em solo Jamaicano acontecerá entre os dias 12 e 15 de Novembro, até agora a Jamaica não tinha sediado um evento de tal porte.

A cidade de Negril será o destino de milhares de amantes da cultura canábica. Ainda há tempo para planejar e fazer parte da história!

Enquanto a High Times não divulga mais notícias, aprecie algumas fotos da Cannabis Cup Denver 2015.

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Jamaica concederá licença para o cultivo de maconha a duas universidades

Duas instituições educativas da Jamaica receberão em breve uma licença para cultivar maconha com fins de pesquisa, iniciativa possível graças às emendas aprovadas para a descriminalização da erva nesse país caribenho. As informações são da EFE via Uol.

O ministro de Ciência, Tecnologia, Energia e Mineração, Phillip Paulwell, indicou que a Universidade de Tecnologia, mais conhecida como UTech, e a Universidade de West Indies serão os primeiros dois centros educativos a receber as licenças e deverão cumprir com requisitos estritos, segundo publicou nesta quinta-feira o jornal “The Jamaica Observer”.

“Se a Jamaica quer se posicionar como um centro de excelência para a pesquisa da “ganja” -termo usado pelos rastafaris para a maconha-, o país deve ser o lugar de pesquisa e desenvolvimento da ganja”, disse Paulwell.

Além disso, Paulwell indicou que a licença será emitida para um período específico e que as atividades de pesquisa serão supervisionadas pelas autoridades.

Segundo apontou o Ministério da Justiça da Jamaica, a nova legislação que na quarta-feira começou a ser aplicada, “abre o caminho para que seja criada uma indústria legítima de maconha medicinal que terá oportunidades e benefícios econômicos muito significativos”.

Apesar de seu consumo ser totalmente legal para os que contam com uma licença, que será concedida aos jamaicanos que demonstrem interesses religiosos ou medicinais, o Ministério da Justiça não anunciou data para o estabelecimento oficial da Autoridade de Permissões de Cannabis que emitirá as licenças.

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Na Jamaica, Obama diz que legalizar maconha não faz ‘mágica’

Para o presidente norte-americano, legalização da maconha não é a fórmula mágica para combater o tráfico de drogas. Além disso, ele ressaltou que não acredita que o Congresso norte-americano vá modificar as atuais regras sobre a planta. As informações são da ANSA.

Em visita à Jamaica, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira (9) que legalizar a maconha não é uma “fórmula mágica” para combater o tráfico de drogas.

A declaração foi dada em resposta a uma pergunta feita por um jovem durante encontro com estudantes no país caribenho. “Não é a fórmula mágica porque, se legalizarmos a maconha, como vamos lidar com as outras drogas?”, questionou o mandatário.

Além disso, ele ressaltou que não acredita que o Congresso norte-americano vá modificar as atuais regras sobre a planta.

Obama ainda destacou que os EUA devem fazer mais para reduzir a demanda pela erva e que as nações da América Latina e do Caribe precisam reforçar a luta contra os cartéis de drogas.

A passagem pela Jamaica foi uma escala do presidente antes de chegar ao Panamá, onde participa nesta sexta-feira (10) da Cúpula das Américas, durante a qual deve se reunir com Dilma Rousseff e Raúl Castro.