Categorias
Curiosidades Especiais

Drauzio Dichava: Dr. Drauzio Varella lança série falando só sobre maconha

O doutor mais conhecido do Brasil, Dr. Drauzio Varella vai começar uma série só sobre maconha. A série Drauzio Dichava, que terá lançamento no dia de hoje – 22 de abril, pontualmente às 4:20 vai abordar o uso adulto da maconha (antes chamado de “uso recreativo”). Não somente do ponto de vista científico e de saúde, mas analisando também os impactos sociais da política que envolve a cannabis. Vamos dichavar este assunto.

“Há 12 mil anos, já havia maconheiros no planeta”, assim começa o vídeo o médico mais reconhecido no país ao abordar um tema que é tendência mundial: a regulamentação da maconha.

São cinco episódios, lançados simultaneamente (colocamos todos nesse post), a nova série do Portal Drauzio Varella no entanto o episódio “O Jardineiro Fiel” que deveria ser o quinto e ultimo episódio da séria Drauzio Dichava vazou acidentalmente no UOL, o episódio em questão mostrava a realidade de uma pessoa que cultiva e vende maconha, que se autodenomina um agricultor-comerciante, mas que perante a atual lei de drogas seria preso como traficante.

O episódio conta com pessoas importantes como o historiador Mauricio Fiore, do Cebrap – Centro Brasileiro de Análise Planejamento, o Dr. Emílio Figueiredo, advogado da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas.

Categorias
Mundo Canábico Notícias sobre maconha Opinião

Especialistas defendem mudança na lei antidrogas da Alemanha

Política focada na proibição e repressão falhou em coibir o consumo e proteger as pessoas, afirma relatório, que sugere controle estatal da distribuição de maconha e ampliação das salas de consumo supervisionado. As informações são da redação brasileira da Deutsche Welle.

Especialistas e ONGs alemãs pediram nesta segunda-feira (18/05) uma reforma na lei sobre narcóticos da Alemanha, argumentando que a atual legislação – que foca na proibição e na repressão – fracassou no seu objetivo de proteger as pessoas e a sociedade das consequências do consumo de drogas.

“Desde 1971, o consumo e a dependência de drogas aumentaram de forma anteriormente inimagináveis, causando graves riscos para a saúde, principalmente no grupo dos dependentes de heroína”, afirma um relatório divulgado pelas ONGs e apresentado como alternativa ao relatório oficial do governo, que será divulgado na quinta-feira.

O documento afirma ainda que a atual legislação não apenas fracassou nos seus objetivos – coibir o consumo e proteger a sociedade dos riscos –, como também impede a adoção de medidas para limitar os danos causados pelas drogas.

Estima-se que na Alemanha haja cerca de 10 milhões de pessoas com um “consumo perigoso de drogas”, afirma o especialista Heino Stöver, da Universidade de Ciências Aplicadas de Frankfurt. Esse número abrange tanto o consumo de drogas ilegais, como maconha, cocaína ou heroína, quanto de legais, como álcool, tabaco e medicamentos. A própria classificação de drogas legais e ilegais é totalmente arbitrária, criticou Stöver.

Para os especialistas, proibição e punição não solucionam o problema. Eles sugerem medidas alternativas, como a distribuição controlada de maconha pelo Estado ou a liberação dos testes de drogas, que permitem aos usuários identificar a presença de substâncias que podem causar envenenamento e levar à morte.

Outra medida sugerida é a ampliação das salas de consumo supervisionado de drogas. Nesses locais, usuários contam com o acompanhamento de especialistas, o que minimiza os riscos de overdose e de transmissão de doenças. Esses locais existem em 6 dos 16 estados alemães.

Os especialistas sugerem ainda definir as quantidades máximas, válidas para todos os estados, que uma pessoa pode portar para consumo próprio sem o risco de ir para a cadeia.

O relatório afirma também que a ilegalidade muitas vezes impede os usuários de pedir ajuda em casos de overdose ou envenenamento, por temerem a polícia. A atual política antidrogas não oferece possibilidade de diálogo aos usuários, afirmam os especialistas.

O documento lembra ainda que o tratamento de dependentes não foca mais na redução total do consumo, mas na possibilidade de se levar uma vida o mais saudável possível à medida que o consumo da substância é reduzido, prolongando os períodos de abstinência.

 

Categorias
Ativismo Direito e Política

Você já decidiu o seu voto? Saiba o que pensam os presidenciáveis sobre a política de drogas

O fracasso da “guerra às drogas” torna urgente a inserção do tema no debate eleitoral deste ano. Por isso a Rede Pense Livre, além de propor uma agenda positiva para motivar as discussões e mudanças na atual lei de drogas, está explanando na reta final o que discursam os candidatos à presidência e seus programas de governo para tratar a política de drogas.

folder drogas web.cdr
Clique e confira os 10 motivos

A Rede Pense Livre lançou em agosto o documento “Propostas para uma Política sobre Drogas – Agenda Positiva Eleições 2014. O material foi enviado aos diretórios estaduais e federais de todos os partidos, aos Deputados e Senadores em exercício e aos candidatos à Presidência.

Mais de 1.400 exemplares foram enviados contendo propostas elaboradas com base nas últimas pesquisas sobre drogas, experiências internacionais positivas e dados científicos. Um panfleto chamado “10 razões para mudar a política atual sobre drogas no Brasil” também faz parte do material que chama a atenção dos políticos para a urgência em tratar o tema e colocá-lo entre as prioridades da agenda do debate nacional.

E com a proximidade das eleições presidenciais aqui no Brasil, a Pense Livre apresenta um quadro que sintetiza os discursos dos candidatos à presidência e seus programas de governo para tratar da política de drogas. Nessa análise, fica claro que faltam propostas inovadoras e eficazes, apesar do Brasil ter uma das maiores populações carcerárias do mundo (715 mil), onde uma grande parte (200 mil) é de usuários de drogas presos como traficantes. Em tempo é lembrado que a reforma das leis sobre drogas é assunto em pauta nos Estados Unidos, América Latina e Europa. Especialistas de diversas áreas estão se unindo com o objetivo de ampliar a discussão sobre novas estratégias para lidar com a produção e consumo de substâncias ilícitas em nível global.

Agenda Positiva Eleições 2014 Pense Livre Opinião

A Rede Pense Livre analisou os programas divulgados até o dia 18 de setembro dos cinco presidenciáveis mais bem cotados nas pesquisas eleitorais. A partir dessas informações foi compilado um quadro com pontos dos documentos e comentários acerca das propostas referentes à política de drogas de cada um. A ordem abaixo foi decidida de acordo com a ordem na qual os presidenciáveis aparecem nas últimas pesquisas eleitorais (03).

Fique atento e pense bem no seu voto!

Seu candidato pensa livre? Confira abaixo:

1601469_793652630686067_4377654114612968855_n

marina

Aécio

Luciana Genro

eduardo jorge

Os principais pontos em concordância da agenda da Rede Pense Livre são:

– Descriminalização das Drogas, tirando os usuários da posição de criminosos, o que significa criar regras mais claras dentro da legislação, combatendo o super encarceramento que atualmente coloca o Brasil na posição de terceiro país no mundo com o maior número de presos.

– Abordagem através da saúde pública, possibilitando o tratamento adequado para o usuário que faz uso problemático das drogas.

– Inclusão social, tornando o caminho do crime menos atrativo para os jovens, construindo políticas de redução de danos e mais eficazes na prevenção.

– Regulação da cannabis medicinal que já é permitida em outros países, além do incentivo às pesquisas médicas e científicas com todas as drogas ilegais a fim de desenvolver programas adequados de redução de danos e tratamento.

Aperte e leia o relatório da Comissão Global sobre Drogas

Clique aqui e saiba mais sobre a iniciativa.