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Notícias sobre maconha

Pai reagiu a assalto para evitar o roubo do carro com remédio de maconha

Nesta quinta-feira quem lê o portal de notícias da Globo, o G1. Viu um homem que é arrancado do carro, arrastado e agredido por dois ladrões que queriam roubar o seu veículo nesta quinta-feira (6), em São Carlos (SP), no entanto ele reagiu e posteriormente disse à polícia que estava tentando salvar o remédio de alto custo do filho.

O fato aconteceu por volta das 7h quando Adex Jorge saia de casa, no Jardim Medeiros, e foi registrado por uma câmera de segurança. (Confira o vídeo abaixo).

A Polícia Militar fez buscas com a ajuda de um helicóptero, mas eles ainda não foram encontrados.

Dois ladrões abordaram ele quando ele abriu o portão para colocar uma sacola na lixeira. Na imagem, um dos homens o puxa para fora do carro e o arrasta pelas pernas.

Ele ainda o agride com chutes. O outro ladrão também chuta Jorge no chão e depois os dois entram no carro e vão embora, deixando-o caído na rua.

Jorge disse à polícia que não queria sair do carro porque dentro dele estava o medicamento do filho, que é à base de canabidiol. Um remédio de alto custo e difícil de conseguir.

O medicamento é usado para tratar o filho João Vitor, que tem uma Síndrome de Dravet, uma doença rara que causa crises convulsivas.

EPTV mostrou o caso de João Vitor em 2015 em São Carlos — Foto: Arquivo/EPTV EPTV mostrou o caso de João Vitor em 2015 em São Carlos — Foto: Arquivo/EPTV
EPTV mostrou o caso de João Vitor em 2015 em São Carlos — Foto: Arquivo/EPTV

Quando nasceu, o menino tinha, em média, 150 crises por dia e começou a tomar o remédio, feito com extrato de maconha, em 2012. O medicamento custa cerca de R$ 5 mil e a família entrou na justiça para ter direito ao tratamento. O caso foi mostrado pela EPTV, afiliada da TV Globo, em 2015.

Reação
Jorge disse que ofereceu resistência porque achou que a arma usada pelo assaltante para lhe ameaçar era falsa. Mesmo preocupado em recuperar primeiro o medicamento do filho, na avaliação da polícia, reagir assim a um assalto não é recomendado e perigoso.

“A vítima foi surpreendida, que é quando está chegando ou saindo de casa, foi rendida e entrou em luta corporal porque achou que a arma era de brinquedo, o que é um erro porque até a gente tem dificuldade para diferenciar uma arma de verdade de uma de brinquedo. Não deve em hipótese alguma reagir”, afirmou o capitão da PM, Renato Gonzalez.

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Cinema e Televisão Opinião

Maconha para uso medicinal chega com força ao Brasil; Veja como foi a matéria do Fantástico

Enquanto a indústria se preparar para lançar medicamento à base da erva, vai ver que tem gente investindo no plantio e na produção caseira na matéria do Fantástico dessa noite (30/04/2017). Já passou mas fizemos o upload para você ver o que passou, abaixo!

Para muitas famílias, é o único alívio para doenças graves. O remédio, a solução, nas folhas de uma planta: maconha. A maconha para uso medicinal chega com força ao Brasil. Enquanto a indústria se preparar para lançar o primeiro medicamento à base da erva, você vai ver que tem gente investindo no plantio e na produção caseira.


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Na pontinha… atualizado
Foi bom para ver com a família, mas sabia que a matéria ia concluir no “que a indústria farmacêutica irá ajudar” e como sempre “demonizar o efeito recreativo da planta” como já fizeram em outras ocasiões 😉 No entanto ficamos contentes com o fato de mostrar que tem mães plantando e mostrando que sim, é possível não comprar e plantar e também que há brasileiros peitando o preconceito para levar a maconha para ONGS, como a ABRACE. Mas há ainda muito a ser feito e tiro no pé como aquela tentativa da pesquisadora de relacionar a maconha e a cocaína que não tem sentido e só fez ela mesma passar vergonha.

No Brasil também já é possível encontrar ONGs, Associações e Médicos que já receitaram maconha em um aplicativo bem interessante, o BudMaps.

Conta aí:

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Ciência e Saúde Notícias sobre maconha

Decisão da justiça traz esperança à família

‘Dei gotas de esperança a ele’, diz mãe sobre remédio derivado de maconha

Maconha é remédio. E agora? Agora, por mais que os proibicionistas queiram relutar, é fato e não se pode mais esconder da sociedade. Depois de virem à tona casos como os das garotas Charlotte (Colorado, EUA) e Any Fischer (Brasília), muitas famílias estão recorrendo à Justiça para conseguirem acesso à maconha medicinal. No caso do garoto João Alves, a Justiça não só autorizou a importação do CBD como obrigou Estado e Prefeitura a fornecerem o medicamento. As informações são do G1.

‘Eu dei gotas de esperança a ele. Até então, ele só dormia e tinha crises mesmo quando estava entubado’. O relato é da dona de casa Joseane Aparecida Marcolino Alves, de 30 anos, que há dois meses decidiu tratar o filho de 7 anos com o medicamento Canabidiol (CBD), que tem substâncias derivadas da maconha. Proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil, o remédio foi o único capaz de controlar as crises convulsivas crônicas do garoto, que ocorriam de 30 a 40 vezes ao dia, segundo a mãe. A Justiça determinou que o Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Carlos (SP) forneçam o medicamento ao paciente.

João Alves foi diagnosticado com Síndrome de Dravet, uma forma de epilepsia infantil. O transtorno, que tem incidência de um caso para cada 20 mil nascimentos, começa com crise epiléptica ainda no primeiro ano de vida e comportamentos autistas a partir do segundo ano, sendo que seu tratamento possui intenção de atenuar as convulsões, mas não de reverter a doença.

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A opção da família pelo medicamento Canabidiol veio depois de várias tentativas frustradas com outros remédios. “Ele tomou todos os anticonvulsivos que existem. E em dose tão alta que o fígado dele estava se desmanchando, nós tivemos que suspender a dosagem imediatamente. E o CBD, eu estou vendo que tem resultado”, contou Joseane.

Segundo ela, logo nos primeiros dias de uso do medicamento, comprado de forma clandestina, as crises já foram reduzidas drasticamente. “Ele passou a ter quatro crises por dia e agora estabilizou, não tem mais nenhuma. Além disso, meu filho agora anda, come, fala, faz arte o dia inteiro”, comemorou.

CBD
O canabidiol é uma substância química encontrada na maconha que, segundo estudos científicos, tem utilidade médica para tratar diversas doenças, entre elas, neurológicas. Medicamentos comercializados no exterior já utilizam a substância derivada da Cannabis sativa. A reclassificação do CBD é discutida pela Anvisa e defendida pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).

Em maio, uma reunião da Diretoria Colegiada do órgão, em Brasília (DF), discutiu se o Canabidiol seria retirado da lista de substâncias de uso proscrito para entrar para a lista de substâncias de controle especial (comercializado com receita médica de duas vias). Entretanto, um dos diretores pediu vista do processo, o que adiou a decisão. Na ocasião, a assessoria de imprensa da Anvisa informou que uma nova sessão está prevista para agosto.

Custo
A maior dificuldade da dona de casa é arcar com os custos do medicamento. “Na primeira importação, paguei R$ 1.444 por uma ampola, que é suficiente para um mês. Depois disso, comprei um genérico que é em gotas. Nesse segundo paguei R$ 550 por 70ml”, afirmou.

O marido de Joseane é mecânico e ganha R$ 1,3 mil por mês e Joseane vende películas em gel para colar na unha. “Tem dias que tiro R$ 10 com isso, tem dias que não tiro nada e é muito pouco. A gente gasta R$ 600 com moradia. Eu nunca teria condições de comprar esse medicamento”, disse a mãe do garoto.

A família recebeu ajuda da família, amigos, vizinhos e empresários da cidade. “Já fizemos até rifa para conseguir juntar dinheiro e comprar o medicamento. Recebemos muita ajuda até agora”, comemorou a mãe.

Justiça
Menos de um mês depois de ver o resultado do medicamento, Joseane decidiu recorrer à Justiça para tentar trazer o remédio legalmente para o país e pedir que o governo ajudasse no custeio. A pedido da família, a Defensoria Pública do Estado em São Carlos entrou com uma ação judicial para que governo e Prefeitura acionem a Anvisa com um pedido especial de importação dos Estados Unidos, onde o medicamento é legalizado, e arquem com o custo do remédio.

O Tribunal de Justiça concedeu a liminar e determinou que o Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Carlos forneçam o medicamento Canabidiol ao paciente. “Estou muito feliz, eu jamais teria condições de arcar com esse medicamento e sem ele tenho medo que meu filho morra”, disse a mãe.

Na decisão, o juiz de direito Claudio do Prado Amaral considera que a criança já fez uso de diversos medicamentos que não apresentaram resultados e ainda que ela já vem usando o Canabidiol sativa como medicamento, o que melhorou as crises convulsivas.

O juiz ressaltou também que em caso semelhante, uma criança aguardava por esta medicação e acabou morrendo pela demora na prestação ordenada. A liminar, expedida no dia 27 de junho, estipula prazo de 30 dias para a entrega do remédio. Em caso de descumprimento, a multa é de R$ 500 por dia.

Com a decisão da Justiça, a família já começou a fazer planos. “Ele me pede para ir à escolinha, mas não pode, porque qualquer alteração no ambiente – frio, calor, tumulto – desencadeia a crise se ele estiver sem esse medicamento. Agora, se a gente conseguir mesmo o CBD, eu espero que ele volte a frequentar a escola a partir do ano que vem”, comentou.

Estado e Prefeitura
A Secretaria de Estado da Saúde informou, em nota, que vai pedir um prazo maior porque é inviável o cumprimento da liminar no prazo estabelecido. O governo alega que é preciso cumprir uma série de etapas para a compra, incluindo autorização de importação pela Anvisa e desembaraço alfandegário por parte da Receita Federal.

A Prefeitura de São Carlos informou que já adotou todas as providências necessárias e que está seguindo a mesma decisão da secretaria estadual.

~ Na pontinha

Agora o próprio governo é quem está passando maus bocados com a proibição. O governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura de São Carlos estão sentindo na pele as dificuldades pelas quais passam as famílias brasileiras que precisam do CBD, na hora de conseguir a liberação da Anvisa e para arcar com altos custos de importação.

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Família parte para o Colorado em busca da cura através da maconha medicinal

Família abandona cidade natal e parte em busca da cura pela maconha medicinal, utilizada por Charlotte Figi, no Colorado

Eu tenho uma confissão a fazer. Estou viciada em praia. Eu posso sentir isso chamando meu nome, especialmente com a aproximação do início da noite.

“Estou correndo para o supermercado”, devo dizer ao meu marido e, secretamente, ir à praia em Porto Bradstreet antes de ir. Gosto de ver as ondas. Eu adoro caminhar na praia e pegar troncos, rochas e vidro do mar. Eu respiro profundamente e relaxo por um minuto ou dois, antes de continuar com os meus deveres, minhas baterias mentais recarregadas.

Na outra noite, eu parei na praia em uma missão. Com a minha sacola na mão, eu juntei muitos troncos bonitos e uma pilha de pedrinhas de todas as cores.

Quando eu estava saindo, três senhoras perguntaram o que eu pretendia fazer com aquelas coisas. Eu sorri e parei para explicar-lhes o quanto eu amo a praia e que eu estava reunindo o suficiente para levar comigo para a nossa nova casa em Colorado Springs para me lembrar da beleza e paz do lago Erie. Elas perguntaram por que eu estava se mudando para longe do lugar que amo.

“Eu vou lá para salvar a vida da minha filha”, eu respondi.

Minha filha, Jordan, tem síndrome de Dravet, uma forma rara e catastrófica de epilepsia infantil. Nós estamos indo para Colorado usar cannabis medicinal no tratamento das convulsões de Jordan.

Eu devo prefaciar o que vou dizer a você com o fato de eu que sou uma das pessoas mais certinhas que você nunca vai encontrar. Eu nunca tentei, nem gostava de nada sobre o tabagismo ou drogas recreativas. Eu ensinei as minhas meninas desde o primeiro dia que o fumo e as drogas eram más e poderiam causar mortes.

Tratamento com cannabis medicinal não equivale a fumar maconha! A cannabis medicinal é derivada de uma planta que é rica em canabidiol, CBD, e pobre em THC, tetrahidrocanabinol. O THC é apenas um dos cerca de 400 compostos químicos encontrados na planta. THC é o ingrediente que altera a mente, mas tem benefícios poderosos também, tais como prevenção de náuseas e vômitos em pacientes com câncer, aumento do apetite em pacientes que têm dificuldade em comer, reduzindo a dor e muito mais. O THC também possui propriedades antioxidantes e anti-espasmódicas.

O canabidiol na planta cannabis é um medicamento incrível. O CBD é um analgésico, anti-inflamatório, anti-insônia, antidepressivo, anti-epilético, anti-bactericida, anti-diabético, anti-psoriática, estimulante de crescimento do osso, inibidor de células de tumor, e a lista continua e continua. Você pode pensar em qualquer coisa em forma de prescrição que pode fazer tudo isso? Toda esta bondade vem de uma planta orgânica na forma de sumo bruto, óleo, ou o material vegetal seco que não foi aquecido.

Cannabis medicinal agora é legal em 20 dos 50 estados porque os pacientes e médicos estão vendo os benefícios de cura para si mesmos. A cannabis é um “game changer” [“virada de jogo”] para muitas doenças e está dando a adultos e crianças uma chance de viver sem ser excessivamente medicado.

Dr. Sanjay Gupta foi ao ar recentemente em um documentário de uma hora intitulado “Weed” na CNN, onde apresentou muitas histórias médicas de sucesso da maconha, pesquisas e seu apoio à cannabis medicinal. Ele pediu desculpas publicamente por ter sido mal informado e, assim, induzir o público a acreditar que a cannabis medicinal era prejudicial, e agora ele está totalmente por trás da legalização da cannabis medicinal.

A criança neste documentário é uma menina de seis anos chamada Charlotte Figi. Charlotte tem síndrome de Dravet, assim como minha filha, Jordan. Charlotte estava perdendo a luta para a Dravet, apesar de todos os medicamentos anti-epiléticos ela não respondia, e os médicos ofereceram aos seus pais uma situação sem esperança e sem rumo para o seu futuro. Foi então que sua mãe, Paige, encontrou informações sobre o tratamento com cannabis medicinal e foi levada a uma organização sem fins lucrativos chamada “Realm of Caring” em Colorado Springs.

Charlotte passou sete dias livres de crises após a primeira dose de cannabis medicinal! Simplesmente incrível, considerando que ela sofria 300 ataques por semana. Charlotte tem sua vida de volta, ela pode comer, ela pode voltar a andar e falar, andar de bicicleta e é capaz de aprender tudo de novo por causa da cannabis medicinal. Sua história é a de um enorme salto de fé e de uma mãe que deu seu coração para salvar a vida de sua preciosa filha. Agora é a minha vez!

Temos lutado com a síndrome de Dravet há 18 anos, e para ser sincera, Jordan estava em uma espiral descendente como no mês passado, eu não tinha certeza que iria levá-la de volta, mas nós fizemos, e Deus abriu as portas para a Jordan e eu fui para Colorado Springs e trabalhei com a Realm of Caring e famílias como os Figis usando cannabis medicinal para parar os ataques e dar a Jordan sua vida de volta. É uma grande decisão, uma decisão muito pessoal, e quando algo é certo, você sabe disso.

A cada dia eu estou em contato com famílias pelos Estados Unidos, que colocam seu filho muito doente em primeiro lugar, deixando a família e amigos para trás, deixando postos de trabalho para ir por todo o país para, finalmente, obter o tratamento médico que seu filho merece. É uma montanha-russa emocional até a decisão.

A cannabis medicinal não é legal em Ohio, então Jordan e eu vamos viver no Colorado, e não seremos capazes de voltar para casa até que as leis mudem. A cannabis também é ilegal para o transporte através das fronteiras estaduais neste momento. Chegou o momento de as leis mudarem, e o tempo de Ohio é agora. Famílias estão sendo divididas, empregos estão sendo deixados e Ohio está perdendo a receita de cada família como a nossa que tem que se mover porque o óleo de cannabis é ilegal para ser usado clinicamente em nosso estado. Meu coração se parte pelo que essas leis estão fazendo com a minha família, mas sei que agora é a hora de ir e salvar a vida de Jordan.

Você pode ajudar a salvar Jordan e nos levar de volta para o único lugar que ela conhece a sua vida inteira, Bay Village, apoiando a causa para obter a legalização da cannabis medicinal nas eleições de Ohio, em 2014. Para estar nas cédulas das eleições de novembro de 2014, 385 mil assinaturas de eleitores registrados deve ser recolhidas por município.

Acesse ohiopatientsnetwork.org e clique em “link para petição oficial com a página de instrução” e comece a recolher assinaturas e informar as pessoas sobre porque isso é a coisa certa a fazer. E em novembro de 2014, não se esqueça de votar SIM para apoiar a legalização da cannabis medicinal em Ohio e de incentivar sua família e amigos a fazerem o mesmo. Além disso, visite realmofcaringfoundation.org para saber mais sobre a cura que está acontecendo com a cannabis medicinal para muitas doenças diferentes.

Eu vou atualizá-los periodicamente de Colorado, e se eu puder ser de alguma ajuda ou responder a quaisquer perguntas, se sintam livres para me enviar e-mails no [email protected] Acima de tudo, por favor, se lembrem de nós, especialmente de Jordan, em suas orações como nós também vamos! Muito obrigado. Deus os abençoe!

Tradução SmokeBud
Via, West Lake Bay Village

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Legisladores de Utah irão ajudar mães na importação de extrato de cannabis

Tratamento » Uma cepa de maconha medicinal com baixo nível de THC interrompe convulsões em crianças com epilepsia grave.

Toda semana, um tutor vem à casa de April Sintz para ensinar Isaac de 7 anos a redigir suas cartas. Com um desenvolvimento atrasado devido a um distúrbio convulsivo raro, ele é capaz de compreender as formas e sons, mas logo se esquece deles.

“É um passo em frente e dois passos para trás”, disse Sintz, que não perdeu a esperança de Isaac ainda ler um dia. Ela também não desistiu de sua busca por um tratamento à base de “ervas” – disponível apenas em um dispensário de maconha medicinal no Colorado – que fez milagres para algumas crianças com formas severas e intratáveis de epilepsia.

Sintz é membro da “Hope 4 Children With Epilepsy” [Esperança Para Crianças Com Epilepsia], um grupo de mães mórmons em Utah que agora encontraram um deputado disposto a ajudá-las a obter uma forma de importar legalmente extrato de planta de cannabis.

“Não é uma droga, não é maconha medicinal”, disse o deputado Gage Froerer, de Huntsville.

A planta, cultivada pela organização sem fins lucrativos “Realm of Caring” em Colorado Springs, é rica em canabidiol (CBD), mas pobre em tetrahidrocanabinol (THC), o componente químico psicoativo da maconha que dá a “onda” aos usuários.

É tão baixa em THC, na verdade – que contém 0,5 por cento de THC e 17 por cento de CBD, de acordo com o website da Realm of Caring – que o dispensário estava tendo problemas para encontrar um mercado para ela. Então os funcionários encontraram Charlotte Paige, uma jovem de uma família de militares conservadores em Colorado com síndrome de Dravet, a mesma doença que Isaac tem.

Doses regulares do extrato à base de óleo da planta pararam a progressão da doença de Charlotte, como mostrado no documentário “Weed” da CNN.

Depois de tomá-lo, ela passou de 300 ataques por semana para um, no máximo, de acordo com o documentário. Anteriormente catatônica, ela agora está andando, comendo, conversando e brincando.

Trazer o extrato para Utah pode não necessitar de legislação, disse Froerer, o mesmo legislador que pressionou a proibição de uma forma sintética da maconha, “spice”. Mas ele se comprometeu a patrocinar um projeto de lei, se necessário.

Primeiro, ele está buscando apoio do “Utah Substance Abuse Advisory Council” [Conselho Consultivo sobre Abuso de Substâncias de Utah] para tratar o extrato como algo diferente de uma substância controlada, permitindo que as famílias o importem sem o risco de serem presas.

Ele está o chamando de “Alepsia”, fazendo referência à epilepsia. Froerer afirma que os níveis de THC na Alepsia são os mesmos que aqueles encontrados no cânhamo industrial e em seus óleos e proteínas, os quais são utilizados em produtos de venda livre como cremes e sabonetes.

Nada na lei federal ou estadual proíbe a venda ou uso dos produtos de cânhamo, disse Froerer.

“Elas podem ir até o Colorado agora e trazê-lo”, disse ele. “Mas não quero fazer nada que possa ser percebido como violação da lei.”

Vinte estados permitem o uso medicinal da maconha. Colorado e Washington também permitem o uso recreativo da droga.

Nenhum estado tem uma legislação que mencione especificamente o uso de cannabis com alto índice de CBD na forma oral concentrada, de acordo com a “Epilepsy Association of Utah” [Associação de Epilepsia de Utah].

“Utah tem a oportunidade de ser inovador”, disse a presidente da associação, Annette Maughan, cujo filho de 6 anos de idade também sofre de uma epilepsia intratável.

“Estamos desesperados em nossa necessidade dessa legislação acontecer nesta sessão. Nossas crianças estão aguardando apreensivas a cada dia”, disse ela em um comunicado.

Não houve nenhum ensaio clínico randomizado com a Alepsia.

Mas há evidências de estudos com animais e estudos clínicos limitados em humanos de que a maconha e seus canabinóides têm efeitos anti-epilépticos, de acordo com um artigo de 2001 na revista Epilepsia. “Estes podem ser específicos para crises parciais ou tônico-clônicas [grande mal]”, disse.

Uma empresa farmacêutica, a GW Pharmaceuticals, está realizando testes de investigação com um medicamento à base de CBD. Mas poderia levar uma década para ele para ganhar a aprovação, tarde demais para as crianças como Isaac.

Síndrome de Dravet é uma forma rara e de difícil tratamento de epilepsia caracterizada pelo número e a gravidade das crises, às vezes centenas por dia, com duração de 45 minutos ou mais.

Tradução: SmokeBud
Via, The Salt Lake Tribune

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Em busca da cura, mãe muda-se de Ohio para Colorado

Uma mãe de Ohio vai para o Colorado em busca do óleo de maconha para tratar a epilepsia da filha.

A filha de Paula Lyle, a pequena Jordan, sofre com a síndrome de Dravet, que é uma forma rara e terrível de epilepsia pediátrica. Após a exibição especial de investigação da CNN Weed, realizada pelo Dr. Sanjay Gupta, Paula tomou uma decisão difícil: ela e sua filha foram morar no Colorado para que sua filha pudesse ter acesso a uma forma altamente concentrada de óleo de haxixe, que é rico em canabidiol (CBD).

Paula foi inspirada por Charlotte Figi, de 6 anos, que é destaque no documentário da CNN devido ao fato de que Charlotte compartilhou da mesma aflição que sua filha, e por fim experimentou uma reviravolta milagrosa através da ingestão do óleo rico em CBD.

Charlotte passou sete dias sem sofrer convulsões depois de usar óleo de CBD, que é nada menos que fenomenal quando você considera que ela sofria cerca de 300 convulsões a cada semana. Sua história de sucesso continua a se desdobrar agora que ela tem uma chance legítima de vida, que é exatamente o que motivou Paula a se mudar para Colorado.

Paula e sua filha vão trabalhar com o mesmo grupo de indivíduos que produzem maconha medicinal para Charlotte e vários outros pacientes jovens, conhecido como “Realm of Caring” (numa tradução rápida: Reino do Cuidado), localizado em Colorado Springs. Jordan sofreu com a síndrome de Dravet nos últimos 18 anos e Paula está esperando que o canabidiol (CBD) seja a solução para oferecer a sua filha a chance de uma vida normal.

“É uma grande decisão, uma decisão muito pessoal, e quando algo é correto, você apenas sabe”, explicou Paula. “Eu vou lá para salvar a vida da minha filha.”

paula lyles mãe ohio
Paula Lyle e Jordan (dir)

“Todos os dias eu estou em contato com diversas famílias pelos Estados Unidos, colocando seus filhos em primeiro lugar, deixando a família e amigos para trás, largando empregos para percorrer todo o país em busca de um tratamento médico que eles mereçam”, declarou Paula. “É uma montanha russa emocional de decisões.”

Atualmente em Ohio há um esforço em andamento para recolher as necessárias 385 mil assinaturas de eleitores registrados, a fim de colocar a legislação sobre a maconha medicinal em votação em 2014.

Tradução SmokeBud
Via Huff Post Green

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Nova Jersey: Assembleia aprova esmagadoramente maconha medicinal para Crianças

Uma menina de dois anos da Nova Jersey e outras crianças doentes que se qualificam para a maconha medicinal estão mais perto de conseguir o tratamento de que necessitam após uma Assembleia em Nova Jersey na segunda-feira que aprovou por maioria esmagadora mudanças nos regulamentos.

Vivian Wilson, uma criança que tem uma forma rara e grave de epilepsia – Síndrome de Dravet – que causa várias convulsões todos os dias, em fevereiro, teve emitido um cartão de qualificação dela para obter maconha medicinal, mas tem enfrentado uma série de obstáculos, incluindo a proibição de formas comestíveis de cannabis , relata Jan Hefler no The Inquirer.

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Legisladores, comovidos com a história da pequena Vivian, esmagadoramente aprovaram uma lei em junho, para reverter a proibição da maconha comestível e fazer outras alterações, tornando mais fácil para as crianças obter maconha medicinal, mas no mês passado foram convidados a rever a questão depois que o governador Chris Christie deu recomendações específicas para o seu veto.

Algumas semanas mais tarde, o Senado de Nova Jersey aprovou as recomendações, e a Assembleia na segunda-feira seguiu com uma votação de 70 a 1, com quatro abstenções.

O projeto de lei revisto agora retorna para a mesa do governador Christie para sua assinatura.

“Estamos felizes que isso está finalmente para ser assinado em lei”, diz uma declaração dos pais de Vivian, Brian Wilson e Meghan. “Nosso próximo foco será trabalhar com [o comissário de Saúde do Estado] Mary E. O’Dowd e o Ministério da Saúde para garantir que essa lei seja devidamente regulada de acordo com a sua verdadeira intenção para que Vivian e todos os outros pacientes em Nova Jersey possam finalmente começar a receber o tipo de remédio que eles precisam na forma que precisam. ”

Vivian tem sido até agora incapaz de obter maconha, em parte por causa dos problemas com a lei de maconha medicinal em Nova Jersey e em parte porque apenas um dispensário – que não pode atender a demanda – abriu até agora.

“Para Vivian e muitas crianças como ela, a maconha pode ser o único tratamento capaz de fornecer alívio de mudança de vida”, disse a deputada Linda Stender (D-Middlesex), principal patrocinador do projeto de lei. “Como um estado, não devemos ficar no caminho disto.”

O Poder Legislativo de Nova Jersey tinha originalmente aprovado uma lei permitindo a venda de maconha comestível para todos os pacientes de maconha medicinal registrados, mas o governador Christie, evidentemente um “maconhofóbico”, insistiu que a maconha comestível deve ser restrita às crianças.

O deputado Reed Gusciora (D-Mercer), outro patrocinador, disse que teria preferido que os pacientes idosos e outros que não fumam também pudessem ser elegíveis para a maconha comestível, incluindo cápsulas e óleo.

O gov. Christie entrou em uma acalorada discussão no mês passado com Brian Wilson, em uma parada de campanha, que questionou por que Christie não tinha assinado o projeto de lei por dois meses, contando o governador, “Por favor, não deixe a minha filha morrer”. A filha de Wilson tem crises frequentes que podem encurtar sua vida, e a cannabis tem ajudado crianças epilépticas com a condição de Vivian que vivem em outros estados.

A resposta fraca de Christie foi que o projeto de lei tem levantado “questões complicadas”.

“É simples para você, não é simples para mim”, afirmou Christie. “Eu vou fazer o que é melhor para o povo do Estado, todas as pessoas do estado.”

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Christie, um republicano, tem dito repetidamente que ele quer “regras rígidas” para manter quem não está realmente doente longe de obter o acesso à maconha.

Wilson criticou a fraca política de Christie, dizendo que o governador está preocupado com sua base conservadora que ele considera uma corrida nas primárias presidenciais de 2016.

Uma mudança adicional no projeto revisado permite aos dispensários cultivarem mais de três cepas – tipos de cannabis.

Os Wilsons disseram que o limite de três “strains” torna muito difícil a obtenção de uma cepa ideal de maconha que uma pequena porcentagem de pacientes necessita. As crianças que sofrem com epilepsia, segundo Meghan Wilson, exigem uma cepa que é rica em CBD e pobre em THC, o ingrediente principal responsável pelo efeito da maconha.

Christie permitiu essa alteração, mas se opôs a outra que permitiria a autorização para cannabis medicinal com aprovação de apenas um médico. Atualmente, as crianças devem ter tanto um psiquiatra quanto um pediatra para assinarem a autorização de maconha medicinal, e se nenhum deles estiver registrado, eles precisam contar com um terceiro médico.

“Exigir um psiquiatra é um obstáculo inútil”, disse o deputado Declan O’Scanlon (R-Monmouth). Ele observou que ajudou os Wilsons a encontrar um psiquiatra para que Vivian pudesse se qualificar para o uso de maconha, e ele disse que foi um processo difícil.

O’Scanlon chamou o projeto de lei de “progresso real”, mas disse que a exigência psiquiatra é lamentável, porque “há uma escassez de psiquiatras que queiram participar.”

Tradução: SmokeBud
Via, HempOrg / NJ Assembly Republicans 

 

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Pai diz: Maconha Medicinal salvou meu filho de 6 anos de grave epilepsia

Um pai californiano diz que a maconha medicinal ajudou a salvar seu filho, que sofre de uma forma grave de epilepsia

Jason David, de Modesto na Califórnia, disse a KOVR uma afiliada da CBS em Sacramento, que seu filho, Jayden, estava tomando 22 comprimidos com diferentes prescrição e sofria mais de 50 ataques a cada dia , quando ele tinha apenas 4 anos de idade. Algumas das piores crises durou uma hora e meia. Jayden não estava comendo ou dormindo e  ele estava com dor.

Jayden foi diagnosticado com Síndrome de Dravet, quando era apenas um bebê. Também conhecida como uma grave epilepsia mioclônica da infância, síndrome de Dravet é uma forma rara e “catastrófica” de epilepsia que começa na infância. Além das convulsões, os pacientes podem experimentar atrasos no desenvolvimento, problemas de equilíbrio, problemas na fala, problemas de nutrição, problemas de sono e distúrbios sensoriais, de acordo com a Fundação Dravet.

Como a condição de seu filho piorou, David chegou a pensar em tirar a própria vida. Ele orou pedindo ajuda e, finalmente, se voltou para a maconha medicinal, de acordo com a estação local.

Em 2011, Jayden começou a tomar gotículas líquidas de canabidiol , um canabinóide não psicoativo encontrada na maconha. A partir daí, as coisas começaram a melhorar drasticamente, conforme relatado ao jornal Los Angeles Times.

“Um dia, após chegar da igreja, eu dei a Jayden o que foi o primeiro dia livre de crises em sua vida”, disse o pai acrescentando: “Não foi perfeito, mas ainda é 1000 vezes melhor do que antes. Agora, ele pode nadar, eu posso jogá-lo na água. Ele pode ir ao parque e ser uma criança novamente. Perdemos tantos anos de sua infância.”

 

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David não é o único pai a recorrer a maconha medicinal . O pai de Charlotte Figi, de 6 anos de idade, disse que sua família explorou óleo de cannabis para ajudar na luta de sua filha com convulsões debilitantes. A família Figi viu uma melhoria drástica na condição da menina.

Ambos os Figi’s e David’s foram apresentados pelo chefe correspondente médico, da CNN, Dr. Sanjay Gupta, no documentário Weed [“erva daninha” – tradução ao pé da letra], que foi ao ar na CNN.

Tradução: SmokeBud
Via The HuffPost

Na pontinha…

Nunca é tarde, por mais constrangedora que seja a situação, para voltar atrás e assumir erros passados, Dr. Sanjay foi o exemplo, uma pessoa bem conceituada que quando saiu do seu mundo fechado e proibicionista conseguiu enxergar além do baseadinho e de toda guerra ao seu redor vendo a chance de vida para muita gente e principalmente aos pequenos. Parabéns Dr. Gupta!

Leia Médico se desculpa por artigo contrário ao uso medicinal da maconha

Será que algum dia veremos “Dr. Laranjeira” fazendo o mesmo? Qual a opinião dos Buddies?