O Canadá está mais preparado do que nunca para legalizar o uso recreativo da maconha. Estudo realizado por agência do governo federal revela que em 2015 o consumo de maconha no país pode ter atingido os 15 bilhões de reais. As informações são da Reuters Internacional.

Os canadenses consumiram de 5 a 6 bilhões de dólares canadenses (de 12 a 15 bilhões de reais) em cannabis em 2015, segundo um estudo da Statistics Canada (agência de estatísticas do governo federal) divulgado nesta segunda-feira, às vésperas da legalização do uso recreativo da droga no país que acontecerá no próximo ano.

Usando fontes de dados já existentes, o estudo estimou que havia cerca de 4,9 milhões de usuários medicinais e recreativos de cannabis com 15 anos ou mais em 2015.

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A maconha medicinal já é legal no Canadá, e o país planeja permitir a cannabis recreativa até julho de 2018, tornando-se o primeiro país do G7 a fazê-lo.

O estudo estimou que os canadenses usaram 697,5 toneladas de maconha em 2015. Usando uma faixa de preço entre R$ 18 e R$ 22 por grama, que coloca o valor das vendas de maconha em mais de R$ 12 bilhões.

Esses números fariam com que o mercado de cannabis tivesse de metade a dois terços do tamanho do mercado de cerveja de R$ 23 bilhões, disse o estudo, embora tenha observado que há “incerteza considerável” em relação ao nível de consumo de maconha devido a dificuldades metodológicas e ausência de informações.

A empresa de consultoria Deloitte estimou que as vendas de maconha recreativa poderiam chegar a R$ 22 bilhões por ano.

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O estudo também descobriu que a demografia do uso de maconha mudou nas últimas décadas. Enquanto a cannabis era predominantemente utilizada pelos jovens nas décadas de 1960 e 1970, dois terços dos usuários tinham mais de 25 anos em 2015.

O estudo faz parte dos esforços da Statistics Canada para medir os impactos econômicos e sociais da cannabis legalizada. A agência disse no mês passado que começará a incorporar as estimativas de gastos e consumo de maconha aos cálculos de crescimento econômico em novembro de 2019.

As províncias e o governo federal chegaram a um acordo na semana passada sobre como dividir os cerca de 1 bilhão de reais em receitas fiscais anuais que foram estimados sobre as vendas de cannabis nos dois primeiros anos.

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