Want create site? Find Free WordPress Themes and plugins.
Ação coletiva deve ser impetrada na Justiça nos próximos dias, solicitando a liberação para o plantio doméstico da maconha para fins medicinais, em favor de pessoas que têm dores crônicas, glaucoma e câncer. As informações são da Folha PE

Vinte e seis pessoas do Nordeste prometem entrar ainda no início de 2015 com uma ação coletiva solicitando à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a liberação para o plantio doméstico da maconha para fins medicinais. “Entendemos que a partir do momento que se pode comprar do Canabidiol (CBD), a gente também pode plantar”, disse a professora Ingrid Farias. Entre os pacientes estão pessoas com dores crônicas, glaucoma e câncer.

A reivindicação baseia-se na liberação da importação de ampolas de CBD, uma das substâncias extraídas da maconha, permitida este ano. O uso da substância foi regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para o tratamento apenas de casos graves de epilepsia. A reclamação é que tanto a Anvisa quanto o CFM precisam abrir o leque para outras aplicações médicas de derivados da maconha.

Leia também:  Canabidiol uma revolução na vida de autistas e epiléticos

Ingrid Farias tem tendinopatia, tendinite e bursite. A dor crônica e as recorrentes idas ao médico buscando alívio sempre foram rotina. A jovem não busca o CBD, mas outro ativo da erva: o THC. Segundo ela, o remédio pode ser adquirido em outros países na forma sintética, mas ela defende que o consumo fumado é mais indicado. Contudo a legislação não dá acesso legal ao THC no Brasil. “Portar, usar, plantar, vender ou carregar maconha é ilegal. Mas aqui, em Pernambuco, peço para plantar para mim”, justificou.

A professora destacou que assim como a Anvisa fez com o CBD deve também reavaliar outras questões medicinais que envolvam o uso de substâncias derivadas da erva. Ela destacou que há estudos internacionais que apontam benefícios para pacientes com esclerose múltipla, câncer e Aids, e que devem orientar novas liberações pelo Governo Brasileiro. “No nosso entendimento o CFM tem que ser provocado também em relação a outras patologias. Também em relação a outras especialidades que querem o uso compassivo do canabidiol”, comentou o presidente do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), Silvio Rodrigues.

Leia também:  Nelson Motta: Muita fumaça e pouco fogo

O CFM autorizou apenas neurologistas, neurocirurgiões e psiquiatras para prescrever o CBD para pacientes com epilepsia grave que não respondem ao arsenal terapêutico tradicional. A medicação deve ser adquirida de laboratórios. Para tanto só médicos autorizados pelo Conselho Federal é que podem dar a receita que possibilitará o pedido de importação à Anvisa.

INDÚSTRIA

Uma novidade que deve ser aprovada nos próximos dias a reclassificação do CBD. A substância proibida, deve passar para a categoria de controlados. As áreas técnicas da agência já deram pareceres favoráveis à mudança. Com isso, o pedido de importação será facilitado. Paralelo a esta mudança, a Anvisa também avalia o pedido de uma indústria farmacêutica que quer produzir medicamento no Brasil. A solicitação foi feita em dezembro, mas o nome da empresa não foi divulgado.

Did you find apk for android? You can find new Free Android Games and apps.

Escreva seu comentário

DESCONSTRUA

Please enter your comment!
Please enter your name here