O jornal britânico “The Guardian” publicou nesta sexta-feira (2) em um de seus blogs um atlas do consumo de maconha pelo mundo. Os dados são do Escritório de Drogas e Crime da ONU e foram transformados em infográficos pelo jornal.

Há dados específicos de cada país, além da divisão global. Segundo o “Guardian”, a maconha mais cara do mundo é a da Finlândia, vendida a US$ 12,564 o quilo.

No caso do Brasil, o preço médio da maconha no varejo é de 0,30 centavos de dólar (cerca de R$ 0,68), e a droga é consumida por 8,8% da população, segundo o relatório. O levantamento, no caso brasileiro, se refere a números de 2010 e 2011.

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O relatório afirma que, no Brasil, o número de apreensões cresceu. Citando dados de 2010 e 2011, a UNODC diz que “três países da América Latina (Brasil, Colômbia e Paraguai apreenderam quantidades significativas de maconha em 2011”.

No Brasil, o total de casos de apreensão da droga foi praticamente igual em 2010 e 2011 – 885 e 878 casos, respectivamente -, mas o volume total de maconha apreendida cresceu de 155 toneladas em 2010 para 174 toneladas em 2011, no terceiro caso consecutivo de aumento de ocorrências.

Outro infográfico do “Guardian” mostra o preço da maconha no atacado pelo mundo, em dólares. O verde mais escuro representa os países onde a droga é mais cara:

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As áreas cinzentas são países a cujos dados o órgão da ONU não obteve acesso.

Há também a divisão do tráfico de maconha pelo varejo:

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Outro dado destacado pelo jornal britânico é o de uso de maconha por cada 100 habitantes da população, divididos por faixa etária (de 15 a 64 anos):

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No recorte do “Guardian” de proporção de tráfico de maconha por cada 100 mil habitantes, o Brasil aparece em cinza, já que o relatório do escritório antidrogas da ONU não obteve os dados:

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O relatório da UNODC foi divulgado em junho deste ano.

Uruguai viola norma, diz órgão da ONU
O órgão da ONU encarregado de vigiar o cumprimento dos tratados internacionais sobre drogas se disse preocupado com a aprovação, na Câmara dos Deputados do Uruguai, da lei que descriminaliza a produção e distribuição de maconha.

Na quinta-feira (1º), a Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife) disse em nota que, se aprovada definitivamente – ainda precisa ser aprovada no Senado -, a lei estaria em “completa contravenção” com as disposições dos tratados internacionais sobre drogas, dos quais Uruguai é parte.

A Jife afirmou ainda que o governo do Uruguai se negou a receber a uma missão do organismo antes de apresentar o projeto de lei diante da câmara para seu debate, e pediu que as autoridades “reconsiderem todas as consequências” antes de tomarem a decisão.

Segundo os analistas, se aprovada, a lei poderia ter “graves consequências para a saúde e o bem-estar da população e para a prevenção do uso indevido de canabis (nome científico da maconha) entre os jovens.

O governo uruguaio alega que a legalização da maconha é uma forma mais eficiente de luta contra o narcotráfico do que as atuais políticas repressivas, já que ataca a suas fontes de financiamento.

Em seu último relatório anual, publicado em fevereiro deste ano, a Jife já disse que regular o mercado do cannabis, como o Uruguai propõe, infringiria os tratados internacionais, que só preveem o uso da droga para fins médicos e científicos.

Fonte: Uol