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Órgão do governo sugere que todas as áreas sejam controladas pelo Estado: cultivo, produção, venda e consumo. Se for bem sucedido, o Irã pode se tornar um novo modelo para outros países, especialmente do Oriente Médio e da África. As informações são do portal Opinião & Notícia

Após a corajosa decisão do Uruguai de legalizar a maconha e adotar uma nova política de drogas, seria o Irã a próximo país a liberar o uso da erva?

O Irã tem um notório problema de drogas. Segundo números oficiais, há mais de 2 milhões de dependentes químicos no país. Pesquisas independentes apontam um número ainda maior: de 5 milhões a 6 milhões. Isso mesmo com o país implementando pena de morte para traficantes de drogas.

Porém, uma nova abordagem em relação ao controle de drogas pode frear o abuso de substâncias químicas no país. Em uma recente conferência sobre dependência química realizada em Teerã, Saeed Sefatian, psiquiatra e diretor geral do grupo Conselho de Discernimento, que busca formas de reduzir a demanda de drogas no país, ilustrou o que seria uma potencial alternativa para a política de drogas vigente, que inclui a legalização do consumo de maconha e ópio.

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O Conselho de Discernimento é uma instituição criada em 1987, pelo antigo líder espiritual do país, Ayatollah Ruhollah Khomeini, morto em 1989. Seu maior objetivo é encontrar soluções para grandes desafios do país e agir como conselheiro dos mais altos líderes políticos iranianos.

Foi a instituição que convenceu o governo iraniano a adotar no ano 2000 uma política de redução de danos em relação às drogas, que incluía medidas controversas como a distribuição de agulhas descartáveis para viciados em heroína, a abertura mais de 6 mil clínicas de metadona para ajudar viciados a lidar com sintomas da abstinência e inúmeros programas de assistência a dependentes, incluindo em prisões.

Incineration of some 100 tons of illicit drugs in Tehran
Irã queima drogas em um ritual anual, mas os níveis de consumo continuam altos

Embora tais medidas tenham sido essenciais para conter o avanço do HIV no país, o problema das drogas ainda persiste. Isso pede uma mudança na forma como a questão é abordada, tirando o foco do abuso e levando-o para o uso de drogas. Sefatian sugeriu que a política de drogas do Irã deve ter todas as áreas controladas pelo governo: cultivo, produção, venda e consumo.

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Porém, a ideia não é legalizar a produção existente, mas sim criar fazendas de cultivo de ópio e maconha supervisionadas pelo governo. O uso seria permitido sob circunstâncias estabelecidas pela lei, por pessoas acima de certa idade e apenas em lugares privados.

Se o Irã conseguir implementar essa lei, a população carcerária do país cairá vertiginosamente, já que entre 60% e 70% dos presos cumprem pena por crimes relacionados às drogas. O Estado teria acesso a uma nova fonte de renda que atualmente está nas mãos de grandes organizações criminosas.

Se for bem sucedido, o Irã pode se tornar um novo modelo para outros países, especialmente do Oriente Médio e da África que, devido às grandes turbulências que passam, experimentam (ou experimentarão) um aumento no uso de drogas.

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