Mais e mais notícias chegam derrubando o que muitos ‘pseudos-médicos’ proibicionistas pregam, que a maconha mata. A prova disso é que crianças israelenses que sofrem de ataques epilépticos graves e freqüentes, cuja medicação se mostra ineficaz, serão autorizadas ao uso de maconha medicinal, conforme determinou o Ministério da Saúde de Israel. A autorização veio após 15 famílias ameaçarem a mudar de país rumo ao Colorado, caso o pedido fosse negado pelo ministério. As informações são do Jornal do Brasil.

O Ministério da Saúde de Israel aprovou o uso medicinal da maconha para tratamento de crianças que sofrem de crises extremas de epilepsia. A autorização, entretanto, só é válida caso outras drogas não sejam eficazes.

Estima-se que, no país, cerca de 200 crianças sofram atualmente convulsões graves de diferentes graus. Nestes casos, a crise epiléptica é acompanhada de outros sintomas, seja por razões genéticas ou devido a problemas de desenvolvimento neurológico.

O Ministério da Saúde de Israel publicará um documento oficial detalhando as condições do uso da maconha para crianças que sofrem crises epilépticas, bem como os médicos que estarão autorizados a fazer a prescrição. Esse tratamento ainda não é uma unanimidade na classe médica israelense; enquanto alguns defendem o uso, outros argumentam que a cannabis pode causar danos neurológicos em crianças e só deve ser utilizada em adultos.

Um estudo realizado pelo Departamento de Neurologia da Universidade Stanford, nos EUA, publicado em dezembro de 2013, mostrou que a maconha foi mais eficaz do que outras drogas no tratamento de crianças com epilepsia.