Uma menina de dois anos da Nova Jersey e outras crianças doentes que se qualificam para a maconha medicinal estão mais perto de conseguir o tratamento de que necessitam após uma Assembleia em Nova Jersey na segunda-feira que aprovou por maioria esmagadora mudanças nos regulamentos.

Vivian Wilson, uma criança que tem uma forma rara e grave de epilepsia – Síndrome de Dravet – que causa várias convulsões todos os dias, em fevereiro, teve emitido um cartão de qualificação dela para obter maconha medicinal, mas tem enfrentado uma série de obstáculos, incluindo a proibição de formas comestíveis de cannabis , relata Jan Hefler no The Inquirer.

Vivian Criança Nova Jersey SMKBD

Legisladores, comovidos com a história da pequena Vivian, esmagadoramente aprovaram uma lei em junho, para reverter a proibição da maconha comestível e fazer outras alterações, tornando mais fácil para as crianças obter maconha medicinal, mas no mês passado foram convidados a rever a questão depois que o governador Chris Christie deu recomendações específicas para o seu veto.

Algumas semanas mais tarde, o Senado de Nova Jersey aprovou as recomendações, e a Assembleia na segunda-feira seguiu com uma votação de 70 a 1, com quatro abstenções.

O projeto de lei revisto agora retorna para a mesa do governador Christie para sua assinatura.

“Estamos felizes que isso está finalmente para ser assinado em lei”, diz uma declaração dos pais de Vivian, Brian Wilson e Meghan. “Nosso próximo foco será trabalhar com [o comissário de Saúde do Estado] Mary E. O’Dowd e o Ministério da Saúde para garantir que essa lei seja devidamente regulada de acordo com a sua verdadeira intenção para que Vivian e todos os outros pacientes em Nova Jersey possam finalmente começar a receber o tipo de remédio que eles precisam na forma que precisam. ”

Vivian tem sido até agora incapaz de obter maconha, em parte por causa dos problemas com a lei de maconha medicinal em Nova Jersey e em parte porque apenas um dispensário – que não pode atender a demanda – abriu até agora.

“Para Vivian e muitas crianças como ela, a maconha pode ser o único tratamento capaz de fornecer alívio de mudança de vida”, disse a deputada Linda Stender (D-Middlesex), principal patrocinador do projeto de lei. “Como um estado, não devemos ficar no caminho disto.”

O Poder Legislativo de Nova Jersey tinha originalmente aprovado uma lei permitindo a venda de maconha comestível para todos os pacientes de maconha medicinal registrados, mas o governador Christie, evidentemente um “maconhofóbico”, insistiu que a maconha comestível deve ser restrita às crianças.

O deputado Reed Gusciora (D-Mercer), outro patrocinador, disse que teria preferido que os pacientes idosos e outros que não fumam também pudessem ser elegíveis para a maconha comestível, incluindo cápsulas e óleo.

O gov. Christie entrou em uma acalorada discussão no mês passado com Brian Wilson, em uma parada de campanha, que questionou por que Christie não tinha assinado o projeto de lei por dois meses, contando o governador, “Por favor, não deixe a minha filha morrer”. A filha de Wilson tem crises frequentes que podem encurtar sua vida, e a cannabis tem ajudado crianças epilépticas com a condição de Vivian que vivem em outros estados.

A resposta fraca de Christie foi que o projeto de lei tem levantado “questões complicadas”.

“É simples para você, não é simples para mim”, afirmou Christie. “Eu vou fazer o que é melhor para o povo do Estado, todas as pessoas do estado.”

vivian-wilson-Jersey-dravet-syndrome-3

Christie, um republicano, tem dito repetidamente que ele quer “regras rígidas” para manter quem não está realmente doente longe de obter o acesso à maconha.

Wilson criticou a fraca política de Christie, dizendo que o governador está preocupado com sua base conservadora que ele considera uma corrida nas primárias presidenciais de 2016.

Uma mudança adicional no projeto revisado permite aos dispensários cultivarem mais de três cepas – tipos de cannabis.

Os Wilsons disseram que o limite de três “strains” torna muito difícil a obtenção de uma cepa ideal de maconha que uma pequena porcentagem de pacientes necessita. As crianças que sofrem com epilepsia, segundo Meghan Wilson, exigem uma cepa que é rica em CBD e pobre em THC, o ingrediente principal responsável pelo efeito da maconha.

Christie permitiu essa alteração, mas se opôs a outra que permitiria a autorização para cannabis medicinal com aprovação de apenas um médico. Atualmente, as crianças devem ter tanto um psiquiatra quanto um pediatra para assinarem a autorização de maconha medicinal, e se nenhum deles estiver registrado, eles precisam contar com um terceiro médico.

“Exigir um psiquiatra é um obstáculo inútil”, disse o deputado Declan O’Scanlon (R-Monmouth). Ele observou que ajudou os Wilsons a encontrar um psiquiatra para que Vivian pudesse se qualificar para o uso de maconha, e ele disse que foi um processo difícil.

O’Scanlon chamou o projeto de lei de “progresso real”, mas disse que a exigência psiquiatra é lamentável, porque “há uma escassez de psiquiatras que queiram participar.”

Tradução: SmokeBud
Via, HempOrg / NJ Assembly Republicans