O Schildower Kreis tem cerca de dois anos e conta com 120 professores de direito penal. Entre os pontos defendidos estão a legalização do plantio, posse e venda da erva, que ainda são proibidos apesar do consumo da planta não ser punível no país, e o controle de qualidade do que é usado pela população. As informações são do site de notícias DW.

Apesar do consumo da planta não ser punível na Alemanha, quem planta, carrega ou vende a erva no país ainda vai para a cadeia. Esta política, segundo um grupo nacional de juristas, nunca atingiu seus objetivos. O Schildower Kreis, que já existe há cerca de 2 anos e tem apoio de mais de 120 professores de direito penal, defende a legalização da maconha no território alemão como solução e quer que o parlamento debata esta delicada questão.

Com o intuito de rever as leis e constatar se as medidas relacionadas à planta são efetivas, o grupo solicitou em 2013 que a câmara baixa do parlamento alemão (Bundestag) forme uma comissão que debata o assunto. O Partido Verde e A Esquerda de Bundestag, dois partidos nacionais, já se mostraram a favor da discussão. Apesar de já contarem com os 120 votos necessários, ainda visam o apoio de deputados de outras legendas.

Entre os motivos principais que justificam a iniciativa estão a aceitação social, a criminalização do usuário e, claro, a necessidade de controle da qualidade do que se bola e fuma por lá – há casos em que mais de 100 pessoas foram hospitalizadas por inalarem substâncias tóxicas misturadas ao bom e velho verde. Nada mais que justo para um país com cerca de 4 milhões de maconheiros regulares.

Apesar do amplo apoio popular e até de autoridades alemãs, o projeto ainda sofre com a marola proibicionista. Marlene Mortler, encarregada da política de drogas da Alemanha, é um bom exemplo: “O consumo regular da erva pode levar a significantes danos à saúde, até mesmo a psicoses ou à dependência”, diz.

Lorenz Böllinger, professor emérito de Direito Penal da Universidade de Bremen e líder do grupo, não só discorda, como continua indo em frente a favor da legalização no país. A liberação pode, de fato, não ocorrer na Alemanha, mas a iniciativa já é válida por promover o debate por parte dos políticos e líderes da nação.

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