Proposta de liberação do plantio e consumo repercute entre moradores de Santana do Livramento

A iminente liberação do plantio e regularização do consumo de maconha no Uruguai trará consequências às cidades brasileiras fronteiriças ao país vizinho. Não há dados oficiais, mas estima-se que 5 mil brasileiros vivem em Rivera e 5 mil uruguaios moram em Livramento. Conforme projeção do governo uruguaio, há 120 mil consumidores de maconha (4% da população) no país, abastecidos por cartéis de narcotraficantes, que distribuem 22 toneladas por ano.

Com cerca de 100 mil habitantes, Rivera, separada de Livramento apenas por ruas e avenidas, experimenta acirrado debate sobre o tema nas rodas de conversa e nos veículos de comunicação. Caso a lei seja aprovada pelo senado uruguaio, os ativistas contrários à legalização da maconha prometem articular um referendo para derrubar o regramento. A legislação que pode liberar o uso da Cannabis sativa terá reflexos na fronteira seca com o Uruguai. As autoridades do Brasil argumentam que o cultivo e o consumo são proibidos no país, portanto essa lei local continua aplicada integralmente nas cidades brasileiras da Fronteira. Porém, o trabalho de controle terá que ser ampliado e reforçado, pois o temor é de que haja propagação do plantio da erva, que pode se tornar fonte de renda a usuários.

Para o delegado regional de Polícia Civil, Eduardo Sant’Anna Finn, em razão da crescente disseminação e do baixo preço da maconha, hoje bastante acessível, não haverá influência significativa no lado brasileiro. “É uma questão interna do Uruguai, que deve ser respeitada”, afirmou, fazendo uma comparação com o comércio de munição, que é livre no Uruguai, mas proibido no Brasil.

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Segmentos contrários à liberação alegam que o Uruguai não terá estrutura para o controle, prova disso seria a disseminação desenfreada de drogas pesadas como o crack, associada ao crescimento da delinquência naquele país. “Talvez a liberação do consumo da maconha em locais restritos, mediante orientação médica, seja boa alternativa. Porém, liberar o cultivo domiciliar é temerário, pois vai estimular o tráfico interno”, diz Ana Luisa Sosa, que leciona Sociologia em Rivera.

Farmacêuticos do país vizinho se declararam contrários à marijuana. Para o secretário da Associação de Química e Farmácia do Uruguai, Eduardo Savio, não há por que um profissional assumir a responsabilidade de liberar um produto com fins “recreativos”. Conforme ele, a maconha não é uma substância registrada no Ministério de Saúde Pública, por isso, a prescrição não entra na órbita da competência profissional. “Associar a maconha à farmácia desvirtua o conceito de saúde atribuído a estes estabelecimentos”, salientou.

Entre os defensores da liberação, Rubenson Silva, deputado do Partido Socialista por Rivera e integrante da Frente Amplia, diz que a lei, seguramente, não trará solução imediata. Contudo, com o novo marco regulatório, a partir do momento em que começar a retirar os primeiros jovens “das mãos dos traficantes”, já terá valido a pena. Para ele, é natural que existam posições contrárias, mas o tema está sendo estudado amplamente e debatido com a sociedade, que ainda poderá se manifestar em referendo pretendido pelo presidente José Pepe Mujica.

“Quem não apoia a regulamentação deseja que o narcotráfico se mantenha. Os próprios políticos que se posicionaram contra, até agora, não apresentaram nenhuma alternativa.”

Fonte: Correio do Povo

  • Levy Brito Neto

    “Quem não apoia a regulamentação deseja que o narcotráfico se mantenha. Os próprios políticos que se posicionaram contra, até agora, não apresentaram nenhuma alternativa.” E nem vão,pois tudo em que eles se baseiam é não tem provas e são quebradas facilmente por quem esta em prol da legalização pois exitem estudos que provam oque dizem e destrói qualquer coisa que pessoas desenformadas que não procuram a informação e não a aceitam quando esta informação esta lhe sendo passada.Exemplo:Como a maconha destruiria o cérebro sendo que o próprio cérebro produz o componente da maconha,então o próprio cérebro assim estaria destruindo a si mesmo e hoje já foi mostrado estudos provados e não especulações como as pessoas que são contra a legalização tem de que a maconha ajuda muito mais que os próprios remédios (todas as coisas já ditas contra a Cannabis na qual não ha provas foram destruídas com verdades sobre a cannabis obtidas com estudos científicos provados)