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Você sabia que a produção de maconha consome muita energia? E, devido à fiscalização intensa – que só cresce -, esse consumo tem aumentado porque o cultivo da planta é feito em ambientes fechados, exigindo cuidados e técnicas especiais como luz artificial, controle de temperatura e ventilação adequada. Por conta dessa parafernália, a ‘indústria clandestina’ não só gasta muito mais energia como, por consequência, também aumenta suas emissões de carbono.

Um estudo do Laboratório Nacional de Lawrence Berkeley aponta que a prática é responsável por gastos de aproximadamente 6 bilhões de dólares em energia elétrica e as emissões equivalem ao consumo de três milhões de automóveis. O absurdo é tão grande que até empresários do ramo chegam a afirmar que seu cultivo não é sustentável; basta dar uma olhada nas contas com energia, que chegam a U$ 100 mil por mês.

É importante dizer também que, embora a ilegalidade do uso da planta seja o principal motivo para que o cultivo seja realizado em ambientes fechados, este não é o único motivo para essa prática: com o controle das condições climáticas desse plantio, é possível colher até duas vezes mais cannabis, assim como acontece com alimentos não orgânicos.

Não bastasse a grande pegada ecológica por conta das emissões, a criminalização da cannabis gera ainda outros impactos ambientais: fazendas irregulares de cultivo geralmente são criadas em áreas de desmatamento ilegal, e causam interferências não monitoradas na fauna e na flora locais, também provocadas pelo uso de pesticidas e agrotóxicos, o que ainda prejudica a saúde de quem consome a planta assim produzida.

Vale lembrar que, além de ajudar a “salvar o planeta”, essa planta também pode salvar vidas. Sua aplicação no tratamento de doenças não é novidade e já tem evidências claras de sucesso na luta contra o câncer e no tratamento da paralisia cerebral.

Via Exame Info

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