O atual governo britânico direciona seu esforços, afim de conduzir o Reino Unido para fora da crise econômica e financeira em que mergulhou em 2008.

A intenção de cortar as despesas públicas, levanta uma questão. Porque o Primeiro-Ministro britânico e a coalizão continuam agarrados às políticas de drogas, que são obviamente caras e comprovadamente ineficazes ?

Não seria hora para os líderes do governo e políticos no Reino Unido se juntaram para uma conversa séria, voltada para as imensas economias que podem ser feitas através da elaboração e implementação de alternativas mais racionais, para a presente abordagem da cannabis ?

Não é mais controverso dizer que as políticas de drogas, como no Reino Unido e no mundo ocidental – falharam em todos os níveis. Eles têm efetivamente entregue um negócio extremamente lucrativo para os cartéis criminosos, que não pagam impostos e trabalha com funcionários corruptos em todos os níveis de governo. Mesmo o uso da cannabis por milhões de cidadãos cumpridores da lei deixando-os em uma posição comprometida na revisão da lei. O comércio de drogas gera violência e instabilidade em países produtores e suas fronteiras, bem como em bairros onde distribuidores locais competem para controlar os mercados .

O dinheiro do Sistema de Justiça Criminal vaza dos contribuintes para, investigar, processar e prender infratores da legislação antidrogas, em sua maioria menores, uma política que não conseguiu reduzir a oferta de drogas ilícitas, mas tem aumentado significativamente os lucros dos traficantes. Como David Cameron disse uma vez, quando se trata de políticas de drogas ” Seria muito preocupante se algumas opções radicais não forem, pelo menos estudadas” .

Agora, pela primeira vez, as pessoas no Reino Unido foram informadas dos custos das políticas proibicionistas existentes para cannabis, e das receitas fiscais que poderiam ser revertidas ​​caso as leis fossem reformuladas. Um estudo encomendado pela Fundação Beckley apontou que a mudança da atual política, de regulação e controle de cannabis, reduziria os custos do policiamento. Tal alteração também pela primeira vez, permitiria o controle da composição química e a potência dos elementos ativos da cannabis, reduzindo assim o seu potencial dano. Além disso, a receita fiscal  das vendas de Licenças de Cannabis na Inglaterra e no País de Gales, pode gerar a cerca de 400 a 900 milhões de Euros.

O estudo, realizado pela Universidade de Essex Instituto de Pesquisa Social e Econômica, mostrou que espaço para debate público sobre a política de cannabis tem sido muito estreita e que não há a falta de provas concretas em favor da criminalização.

Atuais políticas de drogas não geram apenas problemas financeiros. Nossas leis estão sendo aplicadas de forma grosseiramente discriminatória. Um estudo recente, apontam que na Inglaterra e no País de Gales negros e asiáticos tem, respectivamente, 6 e 2,5 vezes mais chances de serem parados e revistados a procura de drogas pela polícia, do que os brancos. Isto apesar do fato de que o uso de drogas é menor entre os negros e asiáticos do que entre os brancos.

Este estudo também descobriu, que as autoridades da Justiça Criminal em Londres acusaram 5 vezes mais Negros do que Brancos, por posse de Maconha.

Os custos econômicos e sociais das políticas proibicionistas são enormes e difíceis de justificar. Este novo relatório fornece ao primeiro-ministro, todos os membros do governo, e outros parlamentares, as provas necessárias para argumentar que a regulamentação do mercado de cannabis não só reduziria os lucros do crime organizado, mas melhoraria as finanças públicas em pelo menos 1,2 bilhões de Euros por ano. Quanto tempo levará até que a hemorragia de grandes fundos públicos estanque?

Por: Amanda Feilding fundadora e diretora do Instituto de Pesquisa Beckely.

SmokeBud, via Politics UK