O coletivo Marcha da Maconha Maceió organiza para o próximo sábado o primeiro de discussão com a sociedade.

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Programação:
16h20 – Intervenções Artísticas
18h00 – Documentário: Cortina de Fumaça
20h00 – Roda de Debates

A discussão em torno da legalização, liberação e descriminalização da maconha vem despertando interesse e provocando o debate entre os alagoanos. Um grupo – intitulado Coletivo Marcha da Maconha Maceió – está organizando um evento para o próximo sábado (31), no Posto 7, orla da Jatiúca, em Maceió.

O coletivo, de acordo com Felipe Xavier, um dos organizadores, nasceu após uma inquietação a respeito da discussão em todo o país. Aliado ao tema, o coletivo também debate a desmilitarização da polícia e a política antidrogas.

Xavier destacou ao Alagoas24horas que a intenção do coletivo não é fazer apologia ao uso da planta Cannabis Sativa, conhecida no Brasil como Maconha. “Por isso que aconselhamos aos participantes que vá para as nossas atividades sem nada, porque queremos debater essa política antidrogas que prende usuários como traficantes”, explicou.

Ainda de acordo com Xavier, neste primeiro momento o grupo está temeroso com a ação, considerada por ele como ‘repressiva’. Ele exemplificou o caso comparando ao que ocorreu no estado de São Paulo, em 2010, quando “o batalhão de choque da Polícia Militar usou da força para agredir os manifestantes”.

Ele ainda comparou o estado de Alagoas com a sociedade vivida nos períodos feudais e coronelistas. “Temos exemplos claros da ação da polícia em Alagoas que são malsucedidas e pessoas que não têm nada a ver com a história sofre com o aparato do Estado, como estamos vivendo em uma sociedade feudal, coronelista estamos suscetíveis às investidas da polícia”, desabafou.

Para o seu primeiro evento, o coletivo está programando uma série de atrações culturais, debates e a exibição do documentário ‘Cortina de fumaça’, a partir das 16h20, na orla da Jatiúca.

Decisão do STF libera a Marcha da Maconha

Em 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou a realização das ‘Marchas da Maconha’, após votação unânime, com oito votos. Segundo os ministros, os direitos constitucionais de reunião e de livre expressão do pensamento garantem a realização dessas marchas. Resguardando que a liberdade de expressão e de manifestação somente pode ser proibida quando for dirigida a incitar ou provocar ações ilegais e iminentes.

Via Alagoas 24 horas