O processo de legalização da maconha no mundo tem avançado gradualmente em muitos países, especialmente os Estados Unidos, e é “irreversível”, disse o ex-presidente do México, Vicente Fox. As informações são do portal América Economia

O processo de legalização da maconha no mundo tem avançado paulatinamente em muitos países, em particular nos Estados Unidos, afirmou nesta segunda-feira o ex-presidente mexicano Vicente Fox (2000-2006).

“A guerra contra as drogas nunca funcionou no mundo, é uma guerra perdida”, afirmou Fox em um encontro com jornalistas estrangeiros na capital mexicana, insistiu que é preciso mudar “proibição por regulação”.

A legalização da maconha avança muito rápido no mundo, disse e acrescentou que nos Estados Unidos mais de 20 estados já autorizaram.

Califórnia logo convocará um referendo, disse Fox, que acredita “ser neste ano” e que promoverá o apoio dessa medida entre os mexicanos.

No México, disse, logo se aprovará o uso da maconha para fins medicinais no estado de Jalisco, onde atualmente se consulta a população sobre iniciativa legislativa nesse sentido.

Também disse esperar que o governo da capital, que está nas mãos do Partido da Revolução Democrática (PRD), comece a discutir a legalização na Cidade do México, onde já se aprovou o aborto antes de 12 semanas e a legalização da união de pessoas do mesmo sexo.

“Eu sou contra os muros que impedem a liberdade e impõem comportamentos morais e éticos”, disse Fox.

Ninguém tem o direito de privar as pessoas de sua liberdade de decidir sua vida e como agir, “desde que não perturbe terceiros”, apontou.

[quote_box_left]“A guerra contra as drogas nunca funcionou no mundo, é uma guerra perdida”, afirmou Fox em um encontro com jornalistas estrangeiros na capital mexicana, insistiu que é preciso mudar “proibição por regulação”[/quote_box_left]

O ex-presidente destacou que, embora os Estados Unidos sejam o país que mais proíbe o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro, é a nação que mais comercia drogas e faz lavagem de dinheiro. “Onde está a policia, o FBI, a CIA?”, perguntou.

Explicou que as instituições acabam por negociar castigos e penas contra os criminosos em troca de dinheiro. “Não devemos nos assusta com essas negociações”, afirmou.

Pediu para os governos não ficarem obcecados com o dogma da desaparição das drogas e facções, pois considerou que isso não funciona.

Em sua opinião, o avanço da legalização da maconha nos Estados Unidos facilitará para o presidente Barack Obama e a Suprema Corte mudem as leis federais que punem o narcotráfico para adequá-los às leis estaduais, superando assim a contradição legal que existe na maioria dos estados.

  • Jorge Dib

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