Proprietário de free shop acredita que cidade virará ‘turística’ para o uso.
Projeto de lei foi aprovado na última semana na Câmara de Deputados.

Próximo de ser o primeiro país do mundo a legalizar a produção e a venda da maconha, o governo do Uruguai toma a medida como alternativa para enfraquecer o crime organizado e o tráfico de drogas. O tema repercute no Brasil. Na fronteira com o Rio Grande do Sul, donos de free shops temem que o comércio seja prejudicado, conforme mostra a reportagem do Bom Dia Rio Grande, da RBS TV

O projeto de descriminalização da droga no país foi aprovado pela Câmara dos Deputados, mas ainda precisa passar pelo Senado. Se legalizada, a maconha não poderá ser consumida em ambientes públicos. A venda deve acontecer apenas nas farmácias, mas alguns proprietários de estabelecimentos não querem comercializar a droga. “Eu, particularmente, não estou de acordo”, opina o comerciante Jack Jassin.

A lei é polêmica e traz apreensão também para os donos de free shops. Em Rio Branco, os comerciantes temem que o perfil do turista que frequenta o local, mude. “Se for aprovada a lei para uso recreativo, vai virar um país turístico para fumar maconha”, completa Ramiro Melgarejo, proprietário de um free shop.

A proposta do governo é que apenas residentes no país possam comprar a droga. No entanto, a nova legislação uruguaia deve repercutir também no Brasil, principalmente em cidades de fronteira, como Jaguarão, onde muita gente tem dupla cidadania. “Vai ter uma comercialização mais flexível. Vão vir aqui comprar, como alguns remédios que levam para o Brasil para vender mais barato”, opina Hiran dos Santos, que trabalha em lojas de Jaguarão.

Os brasileiros precisam reforçar a segurança. O batalhão de policiamento de área de fronteira em Jaguarão está preocupado com a decisão do país vizinho. “Vai ter uma repercussão aqui, sim. Nós estamos adotando medidas preventivas com os órgãos de segurança e com a polícia uruguaia para trabalharmos focados em coibir o tráfico internacional de drogas”, completa o major Silvio Cesar Cardoso.

Fonte: G1

  • Rafael Ramos

    Tá, e o que eles temem?

    • Dave Coutinho

      Acho que é ganhar algum dinheiro a mais, de uma forma legal e reduzir a criminalidade por conta da proibição ! Galera tinha que ta temendo, melhor dizendo, esperando é melhorias em ambos os lados.